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Os Lusíadas

(variações sobre um tema recorrente)

 

 

Vela parda, barca sem leme

ao leme da aventura desventurada

sobre estas praças regressamos, granito 

e basalto, livro de estátuas perfiladas

à friagem do sono sem sonhos.

 

As chagas do tempo e da febre,

as cicatrizes da ausência e do olvido,

emprestam à madeira corroída

dos rostos uma pintura de estrangeiros.

Incómoda memória sangrada

 

em silêncio, através da noite perplexa,

sobre a praia original descemos.

Surda e endurecida no gosto

da cobiça, não concede a pátria

o favor que havia de acender

 

o engenho. E a magra tença,

se mal resguarda o corpo enfermo,

menos guarda o inverno da alma.

Em cinzas e sombra ao abismo

baixaremos: esconjuros e autos-de-fé 

 

não logram corromper a árdua

incomburência do testemunho

que somos; mais que a fria

laje da hipocrisia, durará

o remorso desta voz enrouquecida.

 

(Rui Knopfli)

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publicado às 00:12

"The Beach Boys" foram, ou melhor, são imensamente populares. Tanto que durante um certo período rivalizaram com os Beatles nessa popularidade o que se diria tarefa ingrata senão impossível. Um dos seus álbuns - Pet Shop - continua a ser considerado uma referência de produção e influenciador da rocalhada e a culpa maior deve-se a um dos manos Wilson, o perfeccionista Brian.

O grupo dos subúrbios de Los Angeles, Califórnia, que criou o designado Surf Rock, apresenta-se aqui em grande estilo. Este curto filme de 1964 fazia parte de uma série com várias estrelas do Rock and Roll e passava em circuito fechado de televisão em salas de cinema espalhadas pelos Estados Unidos da América.  Sabia-se da existência mas não do paradeiro da película até que foi encontrada em 1998 para gáudio dos apreciadores. 

 

 

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publicado às 21:10

 

(Sábado, 16 de Agosto de 2014. Esquina da Av. Julius Nyerere com a Av. 24 de Julho, Maputo: carro pertencendo a uma caravana de propaganda da Renamo)

 

Quem lê o ma-schamba sabe que não botei sobre política moçambicana. Algo que está explícito no que chamámos, ironica e pomposamente, "estatutos editoriais do blog". Várias razões para isso, abrangentes e individuais. Sempre entendi que ser estrangeiro em terra estrangeira inibe alguma acutilância ("ouça lá, se está mal mude-se", será sempre a resposta possível e irrebatível). Ainda por cima tendo eu uma malvada tendência para o maniqueísmo quando sobre política - algo visível nos 532 postais sobre "política portuguesa" nesta década de blog (na maioria escritos por mim), triste colecção histriónica.

 

Sendo estrangeiro e ainda por cima português. Sempre estive ciente de que botar sobre política em Moçambique nessa condição poluiria a interpretação do que eu escrevesse. Daqui resmungar-se-ia o meu "tuguismo" ["expulse-se do país, de preferência para um país onde lhe cortem a cabeça", escreveu há anos sobre mim o então secretário-geral da Associação de Escritores Moçambicanos, no portal dessa organização, diante do radical silêncio dos seus pares de letras; "actualmente todos os intelectuais e pedagogos portugueses são aldrabões e colonialistas", botava há tempos um conhecido "jornalista de investigação"; "todos os portugueses são mal-criados", sublinhava um ilustre jurista e agora "fazedor de opinião" local]. Mas também dos meus patrícios. Botasse eu sobre política daqui e estou certo que teria tido o choque de opinadores patrícios daqui oriundos, um núcleo societal que esteve bastante activo na internet, sempre constantes e lestos na crítica radical a todos os itens do processo nacional moçambicano, como se este ontologicamente ilegítimo [ainda assim, apesar dos meus cuidados, fui recebendo a imputação de "frelimista". E também a de "detentor de interesses em Moçambique" - e eu agora a fumar Pall Mall, bolas].

 

E há o estatuto pessoal. Professor numa universidade pública moçambicana, fui durante alguns anos cooperante português - e nesta última condição contratualmente proibido de exercer actividade política no país (uma expressão lata, eu sei, mas que assumi de modo abrangente, até pela mera assinatura do contrato, à qual ninguém me obrigou a não ser eu próprio). Mas há muito tempo que não sou cooperante e como tal poderia escrever sobre o que me apetecesse. Friso essa liberdade. Há anos que escrevo no "Canal de Moçambique", um jornal conotado com a Renamo ou o MDM (varia consoante o locutor). É certo que escrevo sobre temas não políticos (livros, viagens, locais de Maputo, quotidiano, etc). Mas ainda assim é muito significativo que ninguém, alguma vez, me tenha alfinetado em relação a isso. 

 

Dito isto. Não boto sobre política moçambicana. Mas vou pensando, claro. De maneira algo diferente dos meus vizinhos, que isto de ser estrangeiro poupa-me ao abrasivo, o do prós e contras. E da dos meus patrícios daqui saídos, também eles maioritariamente abrasivos, pelo menos os que foram e vão escrevendo sobre o aqui.

 

Tenho aqui uma boa mão cheia de amigos "samoristas", cultores do nacionalismo desenvolvimentista e da personalidade carismática do primeiro presidente. Tenho alguns, menos, "guebuzistas", que frisam o empreendedorismo e a descentralização patrocinados pelo actual presidente. Muitos conhecidos e alguns amigos estão na expectativa do MDM (não serão exactamente "simanguistas", não há neles uma pessoalização da adesão), crentes na democratização societal que patrocinará. Muito poucos no meu núcleo social são renamistas (alguns foram-no, mas foram saindo nas purgas anti-urbanas e anti-intelectuais naquele partido).

 

Eu cheguei ao país em 1994 (as próximas eleições serão as primeiras multipartidárias que não acompanharei). O país estava crispado, saído de uma devastadora (e como o foi ...) guerra, com a ameaça de fracturas regionais políticas. E estava paupérrimo, dos mesmo mais pobres do mundo: colónia sub-desenvolvida atravessara um regime de índole comunista e entrara naquilo que se chamava "Bretton Woods" com uma economia fragilíssima, sem capital, sem investimento estrangeiro, sem infraestruturas, sem recursos humanos para um mundo globalizado. E sem espaço para entrar no mercado mundial, que é coisa que a gente tende a esquecer. Sem uma cultura tradicional democrática e sem instituições com essa prática.

 

Assisti (ou pelo menos foi isso que os meus olhos entenderam) a um urdir das teias do país, uma pacificação interna. Dolorosa, por vezes errática. Conseguida. A uma democratização, passos a passos, ainda que com coisas que chocam a sensibilidade estrangeira (a desgraça de Montepuez em 2000 talvez a pior). A uma fabulosa inserção internacional, uma diplomacia moçambicana absolutamente brilhante nos múltiplos palcos bilaterais e multilaterais, isso também denotando a maleabilidade interna. Ao crescimento de uma burguesia nacional (a "classe média" do jargão, a "sociedade civil" de outro jargão), com os tiques da "compradora" (este termo de um jargão já mais fora-de-moda), apropriadora ("apropriação primitiva do capital", disse o teórico), mas necessária a uma "economia de mercado" (aquilo do capitalismo) nacional. À ascensão de uma componente tecnocrática do poder político, à qual eu sou muito sensível, apesar de antropólogo - não há desenvolvimento, ainda por cima partindo de tamanhas dificuldades, sem tecnocratas.

 

Nada disto foi perfeito, nada disto foi exemplar, nada disto é utópico ou exaltante, romântico. Foi, e será um processo. Com as maleitas da vida em sociedade. Pode ser sempre melhor, até muito melhor. Mas é. Um algo maiúsculo. É por isso, por ter conhecido Moçambique nesse período e tanto me ter surpreendido (e "engajado", apesar de mim-próprio) que aqui sou um "chissanista". No respeito a um estadista democratizador, um construtor desta democracia, sempre saudavelmente imperfeita.

 

Brotou-me isto nestes últimos dias. Pois na manhã do sábado passado fui beber um café ao "Nautilus". No cruzamento da Nyerere com a 24 de Julho, a 500 metros da residência do Presidente, a outros 500 metros dos serviços da Presidência. Inesperadamente ali passou uma caravana de propaganda política da Renamo, que fotografei da esplanada, a primeira que vi neste período pré-eleitoral. Isto um ano e meio depois de a Renamo, estuporadamente, ter encetado acções militares no centro do país. De ter ateado o medo da guerra. E pode agora manifestar-se mesmo no centro da capital do país. Apesar desse tudo ... É uma lição, para os críticos de todos os matizes. A paz e a democracia são necessárias. E são possíveis, apesar dessa irracionalidade política.

 

Há muita coisa a fazer no país? Há, com toda a certeza. Sou eu mais sensível à protecção ecológica e dos direitos dos agricultores (itinerantes) à terra - ameaçados pela vertigem da exploração dos recursos minerais e silvícolas, que recompõem modelos de exploração exógena. Mas mais importante é ter a consciência de que os instrumentos democráticos e democratizadores existem e a cultura de paz também. Para os manter, e fazer crescer, será preciso que os críticos larguem os respectivos maniqueísmos. E, sem dúvida, que grasse um sentimento de "patriotismo", de maior repartição societal.

 

(Pronto: agora podem protestar-me de "frelimista").

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publicado às 09:26

Nani et al

por jpt, em 22.08.14

 

 

Ilha de Moçambique (2007), graffiti na casa de adobe: "Nani 18 Sporting Jogador". Comovo-me e fotografo.

 

Lembro-me agora desta fotografia e da minha sensação de então. No regresso do bom jogador ao nosso clube, numa época em que escasseiam os jogadores-símbolos, neste turbilhão de transferências, de milionárias quantias abstractas que fazem tresandar o mundo da bola. 

 

Mas também no saudar Bruno Carvalho, presidente do Sporting, pela forma como tem gerido o clube, afrontando interesses instalados, algo que o processo culminado com o regresso (temporário) de Nani tão bem exemplifica. Não tanto as querelas com Pinto da Costa ou o "slb". Mas mais estruturalmente, o embate com o mundo da finança (a banca; estes "fundos" esconsos).

 

Um dia aqui botei Bruno Carvalho como personalidade do ano em Portugal. E assim continua para mim. Não por causa da bola-futebol ou do (meu) sportinguismo. Mas porque a sua eleição simbolizou um momento, o da ruptura com a subserviência social com esta tralha banqueira e seus sequazes bancários, com a especulação financeira. Tudo embrulhado com o "respeitinho" para com os "bons nomes" da elite económica e para com os feixes de (ex)políticos a soldo - e quanto se disse que o "Bruno" não podia ser presidente porque a banca não confiava nele. E a gente a confiar na banca, claro ...

 

Os seus triunfos, os do "Bruno" (como os sportinguistas o chamam, sublinhando a nossa adesão) na presidência do clube, são os triunfos de um país mais limpo.

 

Depois, se puder ser, que venham os triunfos na bola. De preferência na equipa A de futebol, ainda para mais com o Nani. Mas isso é mesmo depois. Porque ele está a mostrar um caminho.

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publicado às 09:05

Um domingo tropical

por jpt, em 21.08.14

 

 

Um filme de 15 minutos, de Fabio Ribezzo, cineasta (italo?-)argentino cá residente há já uma década, e que tem vindo a fabricar um trabalho muito interessante. Este seu "Um Domingo Tropical" está a competir num concurso internacional de curtas metragens (vota-se aqui). O voto é um bom pretexto para se ver o filme - um carinhosíssimo Maputo - e divulgá-lo.

 

 

 

 

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publicado às 08:00

 

 

 

Estante Austral (3)

"Canal de Moçambique", edição de 20/8/2014

 

Noveleta” é como Luís Carlos Patraquim chamou a este “A Canção de Zefanias Sforza” (Porto Editora, 2010), um belo livro que me parece continuar a passar algo despercebido por cá. E que, agora que o escritor nos é de novo vizinho, regressado que está de Portugal, poderia (ou mesmo deveria, num sentido ético) ser reapresentado, (re)distribuído pelas livrarias, falado. Ou seja, lido.

 

Nele decorre a transição do mundo de Lourenço Marques ao de Maputo, um percurso que nos é apresentado através da vida desse Zefanias (Pluribis) Sforza – personagem de pluralidade afixada nesse próprio Pluribus que levou de nome, assim como se feixe desaguado diante desta baía. E onde habita também a aparência de alter ego do seu criador, o habitual poeta aqui ficcionista.

 

A história da cidade é-nos contada, sobre alguma da sua etnografia por via de vislumbres dos hindus, dos muçulmanos, e depois das transformações e continuidades toponímicas, ecoando as iniciais presenças coloniais e seu abrupto final. Toda ela se condensa na biografia de Zefanias e na dos seus próximos. Um estreito mundo, social e espacialmente, balizado entre as barreiras do Alto Maé e o Chamanculo – este sentido tão longínquo que seria onde o bíblico “Noé” habitaria, segundo o “saber” da personagem Agostinho Demos. Este Demos, contraponto de Zefanias, pois pólo local da narrativa, feito a verdadeira matéria-prima da cidade, como lhe anuncia o apelido (“tribo” será a melhor tradução possível de “demos” apesar de nos insistirem em o dizer “povo”). Explícita nota de um auto-centramento feito encerramento, cujo afrontar será o caroço do livro.

 

(O texto completo está aqui).

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publicado às 15:00

Dia Mundial da Fotografia

por mvf, em 19.08.14

 

A efeméride como tantas outras pode ser mais ou menos irritante, descabida ou outra coisa qualquer, mas desta feita serve de pretexto para um singelo presente acompanhado de abraço. Vai este retrato que fiz na Ilha de Moçambique, um cliché dirão muitos, para o inventor do ma-schamba nestes seus últimos dias a viver em Moçambique, o venerável senador JPT.

 

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publicado às 13:26

Sitoe, em individual nesta semana

por jpt, em 18.08.14

 

 

Depois de amanhã, na quarta-feira ao fim da tarde, na Mediateca BCI (na baixa) inaugura a individual de Sitoe. Convém ir lá logo, pois a exposição só está até ao fim do mês. Até lá.

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publicado às 20:46

 

Na semana passada não havia electricidade no "campus" (não é normal) e fui acusado de ter "encomendado" isso para não ter que falar. Para provar que estou inocente de qualquer iniciativa metafísica nesse sentido, repito a disponibilidade. Amanhã, dia 19, às 10 horas, no anfiteatro 1502, às 10 horas, no edifício da faculdade de letras e ciências sociais, "campus" da UEM. São as habituais sessões dos seminários do Departamento de Arqueologia e Antropologia.

 

Quem quiser ler o texto base da apresentação encontra-o aqui: O deslustre da antropologia (em Moçambique). 

 

De certa forma o texto recupera algumas preocupações de um anterior, que aqui deixo para quem tenha interesse: Tempo(s) e Ideologia(s) na Indústria do Desenvolvimento.

 

 

A sinopse do "O deslustre da antropologia (em Moçambique).

 

 

Sinopse: Abordo a prática da antropologia no país, considerando-a marcada pela sua imagem pública, as noções sociais sobre o conteúdo e os limites da disciplina. Considerando que esse contexto deriva, em grande parte, das perspectivas sobre a antropologia que vigoraram logo após a independência. Nelas se enfatizando a proveniência colonial da sua parafernália metodológica, algo habitual nos debates reflexivos daquela época. E também vigorando, desde cedo, uma expectativa utilitária face às ciências sociais.

 

Reflectindo sobre a pertinência e as causas da continuidade dessa visão sobre a disciplina, ainda agora vulgar no campo intelectual nacional, procuro também articulá-la com o espartilho utilitário a que é votada, ainda hoje, a prática das ciências sociais.

 

Constatando a possibilidade da prática antropológica desgarrada dos imperativos “aplicados” à administração de políticas, procuro apresentar um quadro para a actividade disciplinar, associada a um perspectiva de desenvolvimento e de organização democrática da sociedade.

 

 

 

 

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publicado às 06:36

Diário de despedida (4)

por jpt, em 16.08.14

 

 

Continuo a arrumar as minhas fotos em álbuns no meu mural do facebook. Hoje meto este embondeiro, lá das Cabaceiras, um cliché do viajante aqui neófito. E digo que isso mostra que também me acontece "embondeirar".

 

Outro amigo, lá no norte, que me conhece desde que cheguei, por isso riposta "embondeirar em arco". Pois ...

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publicado às 16:01

Diário de despedida (3)

por jpt, em 16.08.14

 

 

Nesta coisa das despedidas recebo um e-mail de um amigo, o BW sito lá no norte. Diz-me ele, simpático, abraço em formato de palavras, que vou passar "da ma-schamba a ma-frite".

 

Genial.

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publicado às 15:58

 

"Se quiserem dar outro nome ao Rock and Roll podem chamá-lo Chuck Berry", disse John Lennon a respeito daquele que foi o homem que (melhor) definiu a fórmula do género. Foi a partir da sessão de gravação em 1955 de "Maybellene" (um tema originalmente chamado Ira Red) que se fez o assento de  nascimento da história do Rock and Roll. Não fosse Charles Edward Anderson Berry, mais conhecido por Chuck Berry, e Elvis Presley, os Beatles, os Beach Boys, Bob Dylan e os Rolling Stones entre outros milhares não teriam sido o que se sabe (dos Rolling Stones basta ouvir as primeiras gravações, uma espécie de playlist de Berry...).

"Maybellene", "Roll Over Beethoven", "Little Quennie", "Johnnie B. Goode", "Memphis Tenesse" ou "Rock and Roll Music" eram e são o que chega para entender a influência determinante de Chuck Berry para aquilo que se faz há 60 anos.

Como bónus temos aparições de Jonh Lennon, Tina Turner e um vídeo muito engraçado de Chuck Berry com Keith Richards ("Oh Carol" de Neil Sekada).

Enfim, chega de lenga-lenga e tomem lá disto!

 

 

 

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publicado às 22:00

momento google

por jpt, em 15.08.14

 

 

Nem fazia a mínima ideia que isto acontecera ("Vereda Tropical" foi a última das quatro ou cinco telenovelas que acompanhei). De súbito, ontem, alguém me fala desta. E, nestes propósitos dramalhões, ali para o Umbelúzi, algumas caras conhecidas (até aos 11 minutos). Ainda me estou a rir.

 

(Postal com abraços para o Adelino Branquinho, para o Machado da Graça e para o Nuno Quadros)

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publicado às 03:15

Pekiwa na Kulugwana

por jpt, em 13.08.14

 

Abre amanhã a individual do escultor Pekiwa. Na Kulungwana (na estação dos CFM).

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publicado às 22:52

 

Estante Austral (2)

“Canal de Moçambique”, edição de 13/8/2014

 

É exactamente o caso deste “Kok Nam 12/12/12”, uma pequena brochura contendo, ainda assim, 43 das suas fotografias e ainda dois retratos do fotógrafo, julgo que obra do seu companheiro Funcho (João Costa), uma publicação do final de 2012, apoiada por GAPI, Sociedade de Investimento.

 

Lamentavelmente é muito escassa a edição bibliográfica dedicada à fotografia moçambicana e/ou em Moçambique. Nos últimos anos a melhoria do cenário editorial tem permitido a publicação de alguns álbuns, na sua maioria de índole turístico-paisagística. Por outro lado, num contexto diferente, a fotografia de autor, com pendor artístico, está a assumir algum relevo internacional, com a extroversão crescente de Mauro Pinto, Filipe Branquinho e Mário Macilau.

 

(O texto completo está aqui)

 

 

 

 

 

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publicado às 21:00


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