“…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…” (R. Nassar) - em simultâneo com www.ma-schamba.blogspot.com
Nunca tive qualquer simpatia pelo ministro da West Coast. Mas ao vê-lo ontem, obviamente passado com este filho da puta, amigo dos Kim-Il-Sungs e dos Mugabes fico mesmo é enjoado com a retórica hipócrita que o penaliza.
Um par de cornos, bem merecidos, para Bernardino Soares e toda a escumalha mugabesca que o rodeia (Saddam era um democrata, não esquecer, apesar de ter dizimado os próprios comunistas iraquianos) - um par de cornos mais que merecidos.
Coisas de Portugal: estreio-me a ver Corredor do Poder na Televisão Pública, o grau menos que zero da política. Bandarilheiros, nada mais. Quem paga? E, acima de tudo, quem vê?
Kuxa Kanema, o primeiro número da nova revista do Instituto Nacional de Cinema, que tem como director Djalma Lourenço e director-adjunto Pedro Pimenta - o homem do Dockanema - e uma tiragem de 500 exemplares. Este número ainda muito institucional, debruçado sobre questões internas do Instituto mas já com um dossier sobre a recente “I Mostra do Cinema e Audiovisual da CPLP”, que ocorreu em Maputo a semana passada. E também com uma pequena entrevista com Gabriel Mondlane, cineasta moçambicano.
“O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogues que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores.»
Sobre o significado de LEMNISCATA: «curva geométrica com a forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos é constante».
Lemniscato: ornado de fitas Do grego Lemniskos, do latim, Lemniscu: fita que pendia das coroas de louro destinadas aos vencedores. (In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora)
O símbolo do infinito é um 8 deitado, em tudo semelhante a esta fita, que não tem interior nem exterior, tal como no anel de Möbius, que se percorre infinitamente.”
E para continuar a corrente há que chamar a atenção para outros sete blogs que lemnisquem, ou seja, de que esteja a gostar. Aqui vão, sem ordem:
Aqui se ecoa a acusação a José Eduardo Agualusa de ter cometido plágio no seu “Estação das Chuvas”. Fui ver e ler. E parece-me muito forçada a tal acusação. Plágio não é isto, caramba! Goste-se ou não da escrita de alguém.
“One of the more plausible explanations for why, despite a century of democratic movements and uprisings, Western-type democracy has failed to take root in the Middle East is that Arab nationalists have wanted to pick and choose from the Western cornucopia, taking over science and technology and/or educational systems and/or institutions of government without being ready to absorb their philosophical underpinnings as well, the false gods of rationalism, scepticism, and materialism.”
Alguém me diz que hoje mesmo, 23 de Junho, se cumprem 25 anos do lançamento do primeiro número da revista “Charrua”, publicada no seio da Associação de Escritores Moçambicanos. Uma “Charrua” que foi momento crucial da emergência de uma literatura moçambicana, então englobando textos de nomes que foram ficando, movimento de (jovem) geração que foi (em torno de um núcleo de fundadores - Idasse, White, Muteia, Bucuane, Chissano, Khosa, Vimaró). E polvilhada com textos do que poderá ser visto como um panteão inspirador - denotando a época - e de alguns veteranos.
Abaixo fica a reprodução das capas dos exemplares que tenho [se alguém tiver o nº 2 e me deixar fotocopiar ...]. Sobre o conteúdo haverá quem fale. Sobre uma reedição (talvez fac-simile) haverá, com toda a certeza, quem tenha a legitimidade para a aventar.
[Nº 1, Junho 1984. Entrevista a Rui Nogar por Tomás Vimaró; poemas de Pessoa, Césaire, Dante, Char, Sartre, Brecht; publicação de "Godido" de João Dias; textos de Khosa, Mikas Dunga, António Magaia; poemas de Bucuane, Muteia, White; ilustrações de Ídasse (e Naguib?)]
[Nº 3, Outubro de 1984; Entrevista a Pepetela por Tomás Vimaró; textos de Khosa, Roberto Amado, Aníbal Aleluia, Panguana, Khambira Khambiray (Aldino Muianga?), Tomás Vimaró, Nathan Erúbi, Mikas Dunga (Pedro Chissano?); poemas de Adamogy, Pinto de Abreu, Fernando Pablo, Fernando Manuel, Juvenal Bucuane, Alvaro do Ó, Hilário Matusse, Armando Artur, Sibone]
[Nº 4, Dezembro de 1984; poema de Alejandro Diaz; textos de Khosa, Gregório Marcelino Malôa (sobre Orlando Mendes), White (sobre Craveirinha), Vimaró, Aníbal Aleluia, Mikas Dunga, Khambira Khambirai, Muteia; ilustração de Ídasse; poesia de António Tomé, Sarimate, Rufino Roque, Armando Artur, Pinto de Abreu, Guilherme Afonso, Guevene, Jójó Muhau, Sibone, Cândido Mondlane]
[Nº 5/6, Abril/Junho 1985; Entrevista a Luís Carlos Patraquim por Vimaró; poema de Corsino Fortes; textos de Manuel Ferreira (excerto, sobre a Charrua, publicado no JL de Portugal), de Vimaró, Maria Amélia Russo (sobre Rui Knopfli), Juvenal Bucuane, Marcelo Panguana, Ídasse, Sulemane Cassamo, Castigo Zita, Khosa; Ilustrações de Ídasse, Míguel César; poemas de Edmundo Manhiça, Armando Artur, Job Matola, António Tomé, Filimone Meigos, Guilherme Afonso, M´to Tóva, José Maria (Júnior), Cândido Mondlane, Sibone, Mukeswane (seria o Bento Carlos?), Bucuane, Luís Carlos Patraquim, Yussuf Ebrahim, Nataniel Ngomane, Angélica Muvumbe, White, Rufino Roque, Muteia, Dobie Ralph]
[Nº 7, Agosto 1985; Poema de Corsino Fortes; Entrevista a Marcelino Alves por Vimaró; textos de Pedro Chissano, Orlando Mendes, Juvenal Bucuane, José Cardoso, White, Aníbal Aleluia, Fátima Mendonça, Muteia, Khambira Khambiray, Vimaró, Maria Jorge, Nelson Saúte; poemas de Ilídio Chamusso, Nelson Saúte, Clotilde Silva, Belocéu, Mwana Mutipo, Guevane, António Tomé, Fernando Manuel, Hilário Matusse, Bucuane, Ngomane, Guilherme Afonso, Armando Artur, Jójó Muhau, Sarimate K.M., Ripanga Raku Xeka, Rufino Roque, Lonamu-Lehia, Filimone Meigos; Ilustração de Mandhate]
[Nº 8, Dezembro 1986; textos de Pedro Chissano, Isménia Sacramento, Nilson Luiz May (sobre Luandino Vieira), Panguana (sobre Bento Sitoe), Clementino Vaquina, Aníbal Aleluia, Orlando Mendes, Khosa, Vimaró; poemas de Armando Artur, Bucuane, Muteia, Filimone Meigos, Guilherme Afonso, Nelson Saúte; ilustração de Ídasse]
E do primeiro número transcrevo um poema que, hoje, se confirma anúncio:
[Goscinny, Uderzo, Asterix. La Zizanie, Dargaud, 1967]
Ela (enquanto ele lhe lê): “Pai, o livro cheira a mil novecentos e qualquer coisa …”
(e ele “hã?!”, a pensar “já?!”, e ela “é velho o livro, vê, o papel cheira a qualquer coisa … estranha” e ele a deixar-se, “hã?!” estupefacto com este já.)
“Hã, também eu custei a crer … Mas depois tive de me convencer. Acredite em mim, nós nem suspeitamos de quão grande é o génio do chefe que nos guia… Uma ideia formidável para tomar o pulso do país … A gripe estatal! Não é maravilhoso? A gripe que só ataca os pessimistas, os incrédulos, os opositores, os inimigos da pátria escondidos em todos os cantos … E os outros, os cidadãos dedicados, os patriotas, os funcionários conscienciosos, todos imunes.”
[Dino Buzzati, "A Epidemia", em A Derrocada de Baliverna, Cavalo de Ferro, 2008, p. 190, tradução de Margarida Periquito]
Um texto sobre Ricardo Rangel, publicado no jornal Público.
“Ricardo Rangel, o fotógrafo que ofereceu um espelho aos moçambicanos“
Por Alexandra Prado Coelho
1924-2009
Os amigos disseram-lhe adeus ao som de Charlie Parker, como ele teria gostado. O jazz era, a seguir à fotografia, a grande paixão de Ricardo Rangel, o decano dos fotojornalistas moçambicanos, que morreu aos 85 anos. Desapareceu o homem com “um clique mágico”.
Um dia, numa conversa de café, o fotojornalista moçambicano Ricardo Rangel ouviu falar de um miúdo negro que era pastor e trabalhava para um criador de gado português que, como castigo por ele ter perdido um animal, o tinha marcado na testa com o mesmo ferro em brasa que usava para marcar o gado. Rangel pegou no carro e, juntamente com Raul Alves Calane da Silva, companheiro de redacção, pôs-se a caminho para a zona de Changalane, onde lhe tinham dito que o miúdo vivia. Procurou-o durante dois dias até finalmente o encontrar. Chamavam-lhe “o oito”, por causa dessa marca, em forma de oito deitado. Rangel fotografou-o - os olhos de uma tristeza infinita, e a marca do patrão gravada na testa. “O indivíduo [o português] queria dar-nos um tiro”, recorda Calane da Silva, ao telefone com o P2 a partir de Maputo, a capital moçambicana, poucas horas depois do funeral do seu grande amigo e companheiro de aventuras desse tempo em que perseguiam as notícias “até às últimas consequências, mesmo com risco de vida”.
Ricardo Rangel morreu no dia 11, em Maputo, aos 85 anos, na sequência de problemas cardíacos, e teve, na segunda-feira, um funeral com honras de Estado. A última despedida dos amigos foi como ele tinha pedido: “ao som de Charlie Parker”, conta Calane da Silva. “O Ricardo tinha um clique mágico”, continua o amigo. “Estava sempre com os olhos atentíssimos e aliava o fotojornalismo à arte fotográfica.” Gostava de sair para a rua e fotografar, mesmo sabendo que no Moçambique pré-independência a censura não iria deixar passar a grande maioria das imagens. “Ele guardava-as porque tinha o sentido da História. Ia-as recolhendo, sabendo que um dia seriam a imagem histórica do que aconteceu.”Ia registando um país.
E fazia-o “com uma consciência política muito mais marcada que o resto do pessoal”, sublinha ao P2 Kok Nam, outro grande nome do fotojornalismo moçambicano e companheiro de trabalho de Rangel em várias publicações. “Ele já era anticolonial nos anos 40. Teve sempre muito a noção da exploração do homem pelo homem.”
A Rua Araújo
Filho de um negociante grego, Ricardo Rangel, que nasceu em 1924 na então Lourenço Marques (hoje Maputo), tinha uma mistura de sangue europeu, africano e chinês que fez dele o primeiro foto-repórter não branco a trabalhar para a imprensa moçambicana. Em 1941 foi estagiar para o laboratório de fotografia de Otílio Vasconcelos, passando depois pelo estúdio fotográfico Focus, antes de, em 1952, chegar finalmente aos jornais, tornando-se “foto-repórter” do Notícias da Tarde, onde ficou até em 1956 se mudar para o Notícias. “A fotografia sempre foi para mim uma coisa mágica e comecei no laboratório, a varrer o laboratório. Andei anos nisso”, confidenciou a Luís Carlos Patraquim, numa entrevista publicada em 1991 no PÚBLICO. “Só muito mais tarde me atrevi a pegar num caixote e, mesmo assim, quase às escondidas.”Era depois de terminar o trabalho e de sair da redacção que, com a “Canon a tiracolo e uma sede infinita de estar com a sua gente, rumava à grande catedral dos sacrifícios ingénuos”, a Rua Araújo, na Baixa de Lourenço Marques, relata Patraquim. “No começo não sabia porque tirava certas fotos”, confessa-lhe Rangel. “As pessoas diziam-me: ‘Tu não és preto, porque é que andas a tirar fotografias a pretos?’ Comecei a tomar consciência quando as queria publicar e a censura cortava. Nada de mendigo, o gajo todo roto a pedir, o polícia a algemar o ‘indígena’. Tirei muitas fotos que sabia que nunca seriam publicadas. E guardei sempre os negativos.”
Mais tarde as fotos da Rua Araújo transformar-se-iam num livro, O Pão Nosso de Cada Noite, e eternizariam as prostitutas de calções curtos e penteados elaborados que nos anos 60 e 70 trabalhavam nos bares Texas ou Casablanca. “A Rua Araújo era impublicável”, conta Rangel nessa entrevista. “Muitas das minhas chapas ficaram nas redacções por onde andei, mas o que, ao longo da década de 60, fui fixando da minha rua, esse é material que me pertence.”Entre as prostitutas, os marinheiros e os noctívagos da Rua Araújo misturavam-se muitos pides, recorda Calane da Silva. E durante anos Rangel fotografou-os. Depois do 25 de Abril, Calane escreveu uma grande reportagem sobre eles, e publicaram as imagens. “Pusemos os homens com os nomes em baixo e tudo.”
A paixão pelo jazz.
Entre os anos 60 e 64, Rangel foi chefe da secção de fotografia do recém-fundado A Tribuna. E, em 1970, com outros jornalistas, entre os quais o colega fotojornalista Kok Nam, lançou-se na aventura da revista Tempo, a primeira a cores em Moçambique. Kok Nam lembra-se da última página chamada Objectiva, “que seria como que o editorial dos repórteres fotográficos”, e do peso que a fotografia conquistou na altura. Mas lembra-se também como na Tribuna Rangel “fez grandes reportagens nos subúrbios, quando ninguém pegava nos subúrbios”, e como, apesar de “não ser um fotógrafo oficial”, fotografou três chefes de Estado depois da independência. “Viveu tudo, deixou uma grande obra, deixou a história de Moçambique registada.”Foi nos anos 60 que José Luís Cabaço começou a ter um contacto mais intenso com ele. “Partilhávamos visões sobre o colonialismo e pertencíamos ao mesmo grupo”, conta ao P2. Mas foi depois da independência, na época em que Cabaço se tornou ministro da Informação, que “a amizade se consolidou”, e quando decidiu criar “o Domingo [em 1981], que era um jornal muito gráfico, muito ligado à vida quotidiana”, o ministro achou que “a pessoa óbvia” para o dirigir era Rangel. “Era a primeira vez que um fotógrafo assumia a direcção de um jornal”, sublinha. Mas Rangel era muito mais do que um grande fotógrafo, afirma Cabaço. “Deu-nos uma grande lição de alegria de viver, amor pela vida e pelas pessoas e grande indignação com as injustiças.” Amava a fotografia e amava profundamente o jazz. “O jazz tinha raízes na afirmação africana, na ideia do negro como sujeito musical, e é um elemento fundamental para compreender as várias dimensões através das quais Rangel vivia o seu nacionalismo”, explica o antigo ministro. Até à chegada de Rangel, “a fotografia em Moçambique era a do colono, e o colonizado aparecia como complemento”. Ele “traz o colonizado para sujeito do processo de registo, na sua dimensão de dominado e explorado”, e assim torna-se “um construtor privilegiado do imaginário anticolonial”. Era nas imagens dele que o novo país se podia finalmente ver ao espelho.
E esse espelho mostrava as injustiças, mas mostrava também outras realidades. Calane da Silva lembra-se de uma imagem que Rangel mostrou na primeira exposição que fez em Moçambique, em 1957, e que mais tarde lhe ofereceu: um casal português, brancos de meia idade, transportando cimento à cabeça, enquanto constroem a sua casa, lado a lado com dois operários moçambicanos. Uma imagem a dizer que “os colonos também podem ser gente como nós”. Quando, em 1971, Rangel foi enviado a Portugal para cobrir o primeiro festival de jazz de Cascais, voltou também cheio de fotografias que mostravam as peixeiras portuguesas, e as mulheres de trouxas à cabeça, para mostrar que afinal as diferenças entre um mundo e o outro não eram assim tão grandes. “Era também uma pedagogia”, explica Calane da Silva.
Ricardo Rangel gostava de ensinar, e várias gerações de fotógrafos moçambicanos aprenderam com ele, primeiro nos jornais, depois, a partir de 1983, no Centro de Documentação e Formação Fotográfica de Maputo, que dirigia. Sérgio Santimano, hoje a trabalhar na Suécia, foi um dos que estagiaram com ele no Domingo. E não esquece o muito que aprendeu. Não esquece, por exemplo, o dia em que, encarregue de fazer fotos para um trabalho sobre o amor, ouviu as críticas de Rangel. “‘Sérgio’, disse ele, ‘isto não é amor. Sabes o que é fome?’, perguntou. E de repente meteu a fotografia na boca e começou a comê-la. ‘Sabes o que é dançar?’ E, sem eu ter tempo de reagir, agarrou-me e começou a dançar. Percebi o que ele queria dizer: a fotografia não pode ser meios-termos, meio gás.” Mais tarde, já depois de viver na Suécia, encontrava-se às vezes com Rangel e falava-lhe nos seus projectos fotográficos. “Ele brincava com isso. ‘Tu tens sempre projectos’, dizia. ‘Eu nunca tive nenhum projecto. Acho que um dia também vou ter que arranjar um projecto.’
“Santimano e todos os outros que aprenderam com ele “partilham a mesma visão humanista”, escreve Simon Njami, director da bienal de fotografia de Bamako, no Mali, num texto para a exposição Iluminando Vidas, que esteve na Culturgest Porto em 2004. Rangel “ensinou-lhes a importância de uma interpretação com pudor e respeito pelo semelhante, como se o tema da fotografia fosse uma maneira de criar incessantemente um auto-retrato”.
Abaixo está um “youtubismo” com o Grande Brel, nos seus “bonbons”. Vendo-o, quarenta anos depois, pergunto-me se hoje Brel poderia escrever, cantar e mimar assim. Ou seja, poderia - ainda para mais Brel. Mas o que não lhe caíria em cima, dos agentes do correctismo.
O 10 de Junho que passou deixou-me, português imigrado, uma dúvida. São os agentes do Estado no exterior desprovidos de memória institucional - e assim incompetentes -, ou são desprovidos da mais rudimentar das éticas - e assim incompetentes?
Não é um quizz. É um passaporte. E uma enorme praga, carregada de menosprezo pelas pessoas. Não pelo país. Ainda que este seja elas.