Respeito muito este regime, disse. Mas estou cansado da inércia, travestida de seriedade. Há uns anos o Sporting foi campeão. No ano seguinte o dr. Luís Duque, o qual gastava imenso mas que percebia um bocado de bola, vendo os efeitos de uma desajustada preparação de época quis substituir o então sagrado (e hoje esquecido) treinador campeão por um tal de Mourinho, menosprezado pelos vis vizinhos. Proibiram-no, em nome já nem sei bem de quê. Depois, passados meses, mudaram de treinador. Perdeu-se algo…
Dois anos depois outro treinador campeão foi-se arrastando uma segunda época. O dogma do “respeitinho ao contrato” impediu que Boloni fosse substituído a tempo. De ganhar algo nesse ano, de preparar melhor o ano seguinte. A seguir a mesma tralha do “respeitinho ao contrato” com Santos, arrastado até ao fim do ano, acho que até contra vontade, para depois ser despedido até deselegantemente (longe, o visconde não terá gostado). Sabendo-se há muitos meses que não tinha quaisquer condições para continuar.
Desde Setembro passado que periodicamente aqui coloco um ícone, um vero ex-voto: Manuel Fernandes. Pois desde esse Setembro até este emigrado, adepto de sofá, percebe que Peseiro não é homem para aquilo. E muito irrita ver o mesmo número pela quarta vez. Vão arrastá-lo até Junho, em nome da “competência” e do “respeito ao contrato”. E depois substituem-no. Com mais um ano perdido (e que fácil teria sido este). E mais atraso para o próximo.
Saudades de Luís Duque.
PS - no sítio do Sporting Club de Portugal não há uma foto do presidente que quebrou um jejum de 18 anos. A reescrita da história não é monopólio político.



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