
Aqui deixo fotografia da maldita caverna onde me encontro encerrado, numa gélida e húmida penumbra de ignorância. Não serei hipócrita a ponto de agradecer ao colega o ter-me lembrado, ali abaixo, desse meu estado prisional. E de assim me ter despertado as dores que o maldito reumatismo me provoca – quem o não terá, assim espojado?
E confesso a minha inveja – desse colega e de outros -, sábios, conhecedores que são das ideias eternas, arquétipos verdadeiros, do justo, do certo, dos direitos. Ideias bem para além das negociações terrenas, cavernícolas, históricas.
Agora vou ali tomar os meus medicamentos. Para a espondilose. Antropológica.

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Deixei “ali em baixo” um re-comentário acerca dos tais arquétipos que, embora tendo apenas 200 e tal anos, têm tentado guiar as sociedades hoje hegemónicas e enquadrar as negociações terrenas que por lá se passam.
E que, coitados, quando postos de lado, tanto puderam assistir a coisas tão pouco relevantes para a vida da maioria de nós como um homem não poder casar com outro, quanto à legitimação da tortura ou do genocídio.
E, sabes?… a minha sensibilidade ao tema vem do facto de não ser preciso estarmos na caverna para (mesmo leccionando acerca deles, como suponho que ainda fazes) os esquecermos aqui ou ali.
Como toda a gente (mesmo os que os alegam, para o que lhes interessa), eu próprio o faço, com mais frequência do que desejaria – que, idealmente, seria nenhuma. E é uma área onde me parece ver-se que “o apetite vem à medida que se como”.
Melhoras para a espandilose.
A minha, bem óssea e nada metafórica, deixou de me chatear com o início do verão europeu.
A minha radiculite – falando propriamente – não me dá descanso, basta qualquer distracção para atacar.
Talvez por isso mesmo o meu angustiado desagrado com as distracções de quem usa os arquétipos ósseos “à vontade do freguês”.
Como me parece mais do que óbvio, paleio de torturas e genocídios à mistura. Quanto aos casórios, já botei há que tempos o suficiente. Para que me venham com os tais sofismas. Hoje um, amanhã outro.
O que não tem nada a ver com sensibilidade – ou seja, não radica na sensibilidade.
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