O Nuno Guerreiro notou: No mesmo Telejornal de sábado à noite referido acima, Judite de Sousa abriu com referências ao maremoto do sudoeste asiático, comentando imagens captadas “num ‘rizorte’ de luxo” (sic.). Uma referência óbvia à palavra inglesa “resort”, que em português se traduz habitualmente como “estância de férias”. Esta foi a primeira ocorrência que ouvi de “emigrantês” típico vinda de uma pessoa que nunca viveu fora de Portugal. Mais um risquinho para as contas dos que continuam a anotar os pontapés na língua que o “tsunami” arrastou.”.
Uma delícia. Já agora alguém poderá fazer chegar este trecho à prestigiada jornalista ? Ou entrará ela em “vacanças” em algum “rizorte”?
Que pepineira de gente!

6 comments ↓
“Rizorte” ainda se percebe o que seja. Já “marmôto”…
Publicado por: . às janeiro 10, 2005 11:34 AM
Marmôto nunca ouvi dizer, mas é cristalino, o macho da marmota, claro.
Publicado por: jpt às janeiro 10, 2005 11:52 AM
Numa pequena local do JN, relativa a um qualquer leilão de achados da PSP, uma pobre coitada, em meia dúzia de linhas, insistia por três vezes - 3 - em referir a intenção dos presentes arrematarem os guarda-chuvas, os óculos de sol e sei lá mais o quê, pelo valor de base de “solicitação”. E alguns manifestavam mesmo a sua tendência, o prazer que lhes advinha das “solicitações”.
Publicado por: Luís Vieira às janeiro 10, 2005 09:00 PM
http://caboraso.blogspot.com/
Num estação onde de escreve “voçê” num anúncio a uma campanha de solidariedade, tudo é possível.
Publicado por: Santa Cita às janeiro 10, 2005 11:08 PM
http://santacita.blogspot.com/
Eu ouvi “marmorto” e, infelizmente, não era piada.
Lembro-me ainda da introdução do “massivo” no 24 horas da RTP aquando das traduções simultâneas do Rodrigues dos Santos na primeira guerra do Golfo em 91. E essa tortura nunca mais parou.
Publicado por: cap às janeiro 11, 2005 02:47 AM
http://primadesblog.blogspot.com/
eu não me chocam muito os erros, ainda que na RTP possa exigir algum cuidado (”serviço público). Até porque também os faço, o diccionário está em cima da mesa e quase todos os dias lá vou. E há muitos que me vêm do sotaque lisboeta (o marmoto cheira-me a isso; e há alguns “lisboetismos” que são recorrentes encontrar como “previlégio” p.ex.).
O que me irritam são os novo-riquismos, os pato-bravismos da língua, e isso é diferente
Publicado por: jpt às janeiro 11, 2005 06:23 PM
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