é (quase) isto. Não vai daqui nenhuma ironia. Um tipo, brotado mais ou menos no mesmo mundo que eu, que se marca na carne e pele é um descendente de piratas, flibusteiros, bucaneiros, grumetes de corsários. Na actualidade é, ou nada mais aspira ser, um presidiário. Uma tipa nos mesmos tatuados propósitos é mera mulher de porto, clandestino em recônditas caraíbas ou antilhas, infectada por contágios múltiplos, escorbutos de calmarias, erupções de furacões. Cúmplice, alvar e histriónica, de rapinas, violações, massacres, abordagens sem quartel e bordas-fora. Gente desconfiável. E, sempre, enforcável.
Entenda-se, civilização é carregá-la(o)s no porão. A ferros. Aos tatuados.
[via Bicho Carpinteiro]



4 comments ↓
Gosto particularmente desta parte: “Our cabin crew aren’t the social police,” Mr Westaway said. “[But] at the end of the day the comfort of all the passengers needs to be taken into consideration.”
É sempre bom saber que há quem zele pelo conforto de todos. É, por assim dizer, reconfortante.
Publicado por: Miguel Silva às fevereiro 7, 2006 01:48 PM
http://www.tempodosassassinos.blogspot.com/
talvez me engane, mas adivinho-lhe alguma ironia, MS. e por ela (se ela) dá-me vontade de fazer uma transcontinental consigo … mal servidos, ostensivamente mal servidos. para ver até onde iria a tal ironia
Publicado por: jpt às fevereiro 7, 2006 02:34 PM
Adivinha bem. Até onde vai a ironia? Até à fronteira do azedume?
Publicado por: Miguel Silva às fevereiro 9, 2006 01:34 PM
http://www.tempodosassassinos.blogspot.com/
não sei, depende do como sou tratado. ainda que, a falar verdade, não tenha razões de queixa de quem me tem transportado no ar. só dos que me vão empurrando até ao avião, cá em baixo
Publicado por: jpt às fevereiro 9, 2006 02:48 PM
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