Em linguagem e pensares do seu tempo, a lembrar-me coisas do presente no lá, esteja esse mais “republicano” ou mais “sidonista”:
“Paralisadas na sua psychologia todas as faculdades e todas as virtudes que dão a um agregado humano a posse collectiva de si mesmo e a consciencia de um fim que justifique - como em todos os organismos - a sua existencia, perdida a fé, perdida a coragem, perdida a alegria, o povo portuguez appela para o milagre, absorve-se no messianismo, subordina todos os seus actos e todos os seus pensamentos no regresso do “rei desejado” ou do “rei encoberto”…”
[Ramalho Ortigão, Últimas Farpas, Paris/Lisboa/Rio Janeiro/S. Paulo/ Belo Horizonte, Livraria Aillaud & Bertrand/Livraria Francisco Alves, 1915, p. 58]



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