Capa do jornal desportivo O Jogo (edição de 18.11.2009), alusiva ao jogo Bósnia-Herzegovina- Portugal, decisivo do apuramento para o Mundial de 2010. Está bem que o futebol é hoje muito identitário, uma indústria que disso se serve, uns poderes que isso potenciam. Mas isto é uma total imbecilidade. E há militares (ou serão actores?) que a isto se prestam. Com as hierarquias a aplaudirem. Uma parvoíce abjecta, em termos de jornal – mas o que se pode esperar da imprensa desportiva portuguesa? E uma vergonha em termos de responsabilidade institucional.
jpt


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Um dos meus professores em Inglaterra dizia em jeito de brincadeira que as “guerras” da bola eram as “surrogate wars” das geracoes que nunca tiveram que lutar uma guerra de verdade; que os jovens machos cheios de testosterona tinham necessidade de uma forma controlada de manifestarem a sua violencia e, na falta de uma “guerra de verdade” improvisaram no hooliganismo. A verdade e que hoje a associacao do futebol a violencia esta de tal modo arreigada que ja raramente nos questionamos sobre ela. A foto acima e realmente infeliz, mas parece-me a mim simbolizar tudo isto. O caracter identitario que o JPT refere, a violencia inerente ao espectaculo do futebol, a irresponsabilidade de quem nos governa e as nossas instituicoes lidera, o patrioteirismo bacoco….
Eu não vou muito nessas “sociobiologias” da testerona a implicar fenómenos sociais. Ainda que tenha lido com grande apreço nos anos 70s o tal do Macaco Nu, do Desmond Morris e folheado as Tribos do Futebol.
Esta tralha está bem para além disso.
Mais do que tudo acho que há um graduado qualquer que devia levar uma pissada monumental para se deixar de merdas imbecis. Quanto aos jornalistas é o mercado que manda. E como ele é, pese embora a retórica dos economistas, uma abstracção não sei que lhe faça. Talvez não comprar os produtos que publicitam nos seus jornais seja a única forma de lhes controlar a bimbalhice “interessada”.
“Mais do que tudo acho que há um graduado qualquer que devia levar uma pissada monumental para se deixar de merdas imbecis.”
Também vou por aqui. Estes Srs. perderam a noção do que são, e do que deles se espera, se exige – quando estão fardados, claro.
Enquanto tal.
1B é isso mesmo. Porque à civil também eu estou de cachecol armado. A preparar-me para a “guerra”. Que não é guerra nenhuma
Pessoalmente sinto-me atoniado (espécie de sentimento misto entre atónito e agoniado) com esta foto. E confesso que até bastante confuso, pois pensava que a guerra na Bósnia já tinha acabado, e que os gnrs portugueses estavam lá para manter a paz. Provavelmente tenho andado a ler os jornais errados.
e já agora nesta da confusão pergunto, com estas camisolas de apoio é o meu SLB que vai fazer à guerra? Os nossos gnrs só levam da pátria mãe o sangue? E o verde da esperança? Até já a prestigiada GNR foi aliciada pelo LFV? É concerteza mais uma faceta da “face oculta”. Só espero que o título de amanhã do jornal, pode ser este mesmo ou outro qualquer, não seja “Portugal, oculta a face”. Não que tal não fosse preciso, mas só pelo futebol parece-me desnecessário.
e já agora, aproveito para dar um xicoração ao jpt, toma-o lá!
Pois. Ainda mais porque sabemos nós que guerra é uma experiência muito recente e real para os Bósnios.
Tens toda a razão Lutz. Visto desse modo ainda é mais execrável a “metáfora” jornalística.
FF muito gosto desse “atoniado”, se me permites vou começar a utilizar citando a autoria: [FF (2009)]. Um afago também para ti.
(é verdade, conto contigo para a camarata a instalar durante o Mundial?)
Voces acreditam que so agora percebi que a foto nao e em Portugal com um batalhao, sei la, em Lisboa? Que aquilo foi tirado na Bosnia? Ahhhhh agora ate se me secou a boca!
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