Permanências. Recorrências. Até ininteligências. Vitória da Grécia. Consta que o povo reagiu bem, tamanho o ânimo acumulado que sobrou para aguentar. Com elegância e sem choros de “morte na praia”, que ninguém se afogou.

Mas nem todos. Quem escreve e fala público protesta. Como se a posse da palavra pública lhes exija algum tosco “dever nacional”.

Feito troiano esse coro, lúgubre, grita tragédia, a morte da bola. Até traição, apontando o “cavalo” defensivo dos gregos. Cobardia deles, claro está. Outros rogam imprecações, amaldiçoam a protecção dos deuses helénicos: nestes dias de racionalismo chamam-lhe, envergonhados, motivação.

[é muito interessante ver como na actualidade as imputações causais mágico-religiosas foram substituídas pelas psicologistas, estas cheios de aparência científica]

Um carpir que me regressa aos antepassados. A lamúria aquando dessa outra grande e inesperada derrota. Também ela injusta. O adversário não corria, (só) se defendia e, pérfido, atacava de um só golpe, traiçoeiro. Sem qualquer mérito diante do nosso Cavaleiro.

1 comment so far ↓

#1 jpt on 07.02.08 at 1:34

A corrida de Lopes contra Lasse Viren, aplica-se a velha máxima de “cá se fazem, cá se pagam”.
Hoje em dia, Lasse Viren tem gravissimos problemas de saúde, motivados pelas transfusões de glóbulos vermelhos que efectuava antes de cada corrida.
Carlos Lopes tirando os quilos a mais, goza de boa saúde.

Publicado por: Luís Bonifácio às julho 6, 2004 01:09 PM
http://novafloresta.blogs.sapo.pt/

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