Do café ao sofá. Lá no meu Portugal em cada mesa de café, ou das ainda tascas, há um Montesquieu, bica escaldada ou imperial a caminho da boca enquanto nos vai explicando a pequenez do país, o tortuoso das mentalidades, a “cunha” das inventadas parentelas, a angústia da mediocridade. Tudo isso, diz ele, fruto do acanhado geográfico, país estreito agora proibido de se aumentar, para mais no cabo de uma história em que os melhores sempre emigraram. Um fado, mesmo que agora mais moderno fado-canção.
Depois sai-se do café, ou da ainda tasca, regressa-se a casa, no sofá disfarça-se a televisão com umas páginas desses russos antigos. E notamos tudo isso, esse absurdo que é tão lógico, ali a brotar em toda aquela imensidão. Afinal…

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