Condutor de “ricshaw”. Postal editado por Santos Rufino (1928), série “Tribos Nativas, Hábitos e Costumes”.
Excelente exemplo da criação de um imaginário.
“Cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio” (R. Nassar)
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29 de Agosto de 2004 | Maputografia, Santos Rufino
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3 comments ↓
fantástico
A primeira vez que andei de riquexó foi num recêndito sítio de Sofala, na Gorongosa, quando o utilizador habitual me deixava dar ‘uma curva’.
O tal utilizador habitual era um ‘fiscal do algodão’, um alentejano bem nutrido e mais do que simpático. Só que o riquexó era de modelo diferente do daqueles que eu fui conhecendo mais tarde e em outros lugares: tinha duas varas longitudinais e uma única roda ao centro (tipo roda de moto), que ficava por debaixo do assento do viajante. A ‘propulsão’ era feita simultaneamente por dois homens, um atrás e o outro adiante e, sendo o veículo de uma roda só, era possível usá-lo por qualquer carreiro de pé-posto.
Se não estão a gostar é só carregar na tecla certa.
Depois usei riquexós na ilha de Moçambique: pela primeira vez foi numa noite em que o ‘rebocador’ de largou no cais e o riquexó me levou ao Grande Hotel (se não estou esquecido do nome): estava só, contava aí 20 anos de idade, e confesso que fiz o percurso com o coração nas mãos…
Mais tarde voltei a ter contacto com riquexós na ilha de Madagascar, mais concretamente numa cidade que na altura se chamava Tamatave: um encanto, voltada para o lado da Índia, um tanto parecida com a Beira. O veículo era conhecido por ‘pousse-pousse’ (se estou a escrever correctamente o francês).
Mais riquexós… no Oriente…
Ainda os riquexós, para completar: faltou falar das experiências - diversas, em outras tantas visitas - à cidade de Durban, na África do Sul. Aí, os operadores apareciam com a cabeça ornamentada como o do postal de Santos Rufino.
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