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	<title>Comentários em: Bálsamo</title>
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	<description>"...cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio..." (R. Nassar)</description>
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		<title>Por: ABM</title>
		<link>http://ma-schamba.com/rue-catinat/balsamo-2/comment-page-1/#comment-11111</link>
		<dc:creator>ABM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 23:31:54 +0000</pubDate>
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		<description>Efeito Dupond &amp; Dupond: e digo mais, Twain era e é genial.</description>
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	Efeito Dupond &#038; Dupond: e digo mais, Twain era e é genial.</p>
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		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://ma-schamba.com/rue-catinat/balsamo-2/comment-page-1/#comment-11106</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 23:16:34 +0000</pubDate>
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		<description>Umas das coisas interessantes da história da literatura é a &quot;infantilização&quot; ou &quot;juvenilização&quot; de uma secção das obras, e encontrar os critérios que levam a tal - que  não são nada &quot;naturais&quot; ou &quot;inocentes&quot;.

É óbvio, em particularo o Huck Finn, que não há o que hoje seria &quot;politicamente correcto&quot; quando se trata de negros. E até acho compreensível o desconforto a seco na leitura por parte dos negros americanos (li algures, julgo, que há locais onde as obras são retiradas das bibliotecas escolares). Mas o pior mesmo é o anacronismo - ler os outros assentes no &quot;correcto&quot; de hoje. Twain era e é genial</description>
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	Umas das coisas interessantes da história da literatura é a &#8220;infantilização&#8221; ou &#8220;juvenilização&#8221; de uma secção das obras, e encontrar os critérios que levam a tal &#8211; que  não são nada &#8220;naturais&#8221; ou &#8220;inocentes&#8221;.</p>
<p>É óbvio, em particularo o Huck Finn, que não há o que hoje seria &#8220;politicamente correcto&#8221; quando se trata de negros. E até acho compreensível o desconforto a seco na leitura por parte dos negros americanos (li algures, julgo, que há locais onde as obras são retiradas das bibliotecas escolares). Mas o pior mesmo é o anacronismo &#8211; ler os outros assentes no &#8220;correcto&#8221; de hoje. Twain era e é genial</p>
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		<title>Por: ABM</title>
		<link>http://ma-schamba.com/rue-catinat/balsamo-2/comment-page-1/#comment-11103</link>
		<dc:creator>ABM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 22:58:35 +0000</pubDate>
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		<description>Li Huckleberry Finn quando vivia nos Estados Unidos e na altura não me foi vendido como literatura juvenil. Está bem que as personagens principais são adolescentes e aquilo é uma sequência de aventuras. Mas não só os temas subjacentes aos &quot;porquês&quot; e aos &quot;quando&quot; dão um tom adulto e quase sombrio à história. Concordo com uma crítica de Ernst Hemingway (que é sempre citado nestas coisas porque o disse melhor) que o livro se divide em dois, sendo a segunda parte uma espécie de livro de aventuras de Enid Blyton. A obra teve impacto por várias razões. Uma é que Mark Twain já era consagrado quando o publicou. Outra, é que foi a primeira obra deste género em que se usou libguagem corrente e até brejeira (o que irritou solenemente os puristas, que viam nisso lixo). A terceira, e talvez não a menor, é que de certa forma, revela, e analisa, uma América que foi fortemente abalada e mudada pela guerra civil norte-americana, a sociedade sulista e significativamente sustentada pela escravatura. Apesar de a meu ver as coisas no Sul não terem melhorado para os (então) recentemente libertados escravos, a imposição do fim desse sistema com a rendição do Sul era ainda assim considerada (no Norte em particular) um resultado moralmente superior do conflito. E de certa forma Twain faz essa apologia, ainda que pela porta do cavalo e com tanta brejeirice que hoje em dia o problema é que muitos norte-americanos negros quando lêem a obra sentem-se ofendidos.</description>
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	Li Huckleberry Finn quando vivia nos Estados Unidos e na altura não me foi vendido como literatura juvenil. Está bem que as personagens principais são adolescentes e aquilo é uma sequência de aventuras. Mas não só os temas subjacentes aos &#8220;porquês&#8221; e aos &#8220;quando&#8221; dão um tom adulto e quase sombrio à história. Concordo com uma crítica de Ernst Hemingway (que é sempre citado nestas coisas porque o disse melhor) que o livro se divide em dois, sendo a segunda parte uma espécie de livro de aventuras de Enid Blyton. A obra teve impacto por várias razões. Uma é que Mark Twain já era consagrado quando o publicou. Outra, é que foi a primeira obra deste género em que se usou libguagem corrente e até brejeira (o que irritou solenemente os puristas, que viam nisso lixo). A terceira, e talvez não a menor, é que de certa forma, revela, e analisa, uma América que foi fortemente abalada e mudada pela guerra civil norte-americana, a sociedade sulista e significativamente sustentada pela escravatura. Apesar de a meu ver as coisas no Sul não terem melhorado para os (então) recentemente libertados escravos, a imposição do fim desse sistema com a rendição do Sul era ainda assim considerada (no Norte em particular) um resultado moralmente superior do conflito. E de certa forma Twain faz essa apologia, ainda que pela porta do cavalo e com tanta brejeirice que hoje em dia o problema é que muitos norte-americanos negros quando lêem a obra sentem-se ofendidos.</p>
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