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	<title>Comentários em: Da origem das palavras</title>
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	<description>"...cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio..." (R. Nassar)</description>
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		<title>Por: cg</title>
		<link>http://ma-schamba.com/roupa-velha/da-origem-das-palavras/comment-page-2/#comment-10987</link>
		<dc:creator>cg</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 22:41:03 +0000</pubDate>
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		<description>fechei o tasco e foi convictamente: farto dele até ao mais idoso cabelo branco que tenho. lá, na vitrine. que, e penso que até já &#039;conversei&#039; uma vez isso contigo, nas casas alheias, portanto nas suas caixas de comentários, acontece muita vez sentir-me tentado a estender um comentário e fazê-lo post-lençol, como agora foi aqui. 
estava sedento de conversar, mas ainda sem vontade de voltar &#039;para casa&#039;. e a onda era tão boa que com naturalidade, sem sentir o  tal peso, deixei-me ir. por vezes acontece. se daqui a uns meses um visitante cair aqui na caixa e desejar seguir o debate, que o merece, sabemo-lo todos!, não é difícil separar a chicha do intervalo.
  
egoistica e abusadoramente também digo que foi dos melhores bocadinhos que tive de net de há uns tempos para cá :-)  ....afinal o que procuramos... 

... à custa da tua casa e dos novos senhorios, mas espero, acredito mesmo, que compreenderão...

abraço a todos, mirones também ;-)


c</description>
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	fechei o tasco e foi convictamente: farto dele até ao mais idoso cabelo branco que tenho. lá, na vitrine. que, e penso que até já &#8216;conversei&#8217; uma vez isso contigo, nas casas alheias, portanto nas suas caixas de comentários, acontece muita vez sentir-me tentado a estender um comentário e fazê-lo post-lençol, como agora foi aqui.<br />
estava sedento de conversar, mas ainda sem vontade de voltar &#8216;para casa&#8217;. e a onda era tão boa que com naturalidade, sem sentir o  tal peso, deixei-me ir. por vezes acontece. se daqui a uns meses um visitante cair aqui na caixa e desejar seguir o debate, que o merece, sabemo-lo todos!, não é difícil separar a chicha do intervalo.</p>
<p>egoistica e abusadoramente também digo que foi dos melhores bocadinhos que tive de net de há uns tempos para cá <img src='http://ma-schamba.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />   &#8230;.afinal o que procuramos&#8230; </p>
<p>&#8230; à custa da tua casa e dos novos senhorios, mas espero, acredito mesmo, que compreenderão&#8230;</p>
<p>abraço a todos, mirones também <img src='http://ma-schamba.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>c</p>
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		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://ma-schamba.com/roupa-velha/da-origem-das-palavras/comment-page-1/#comment-10980</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 08:36:25 +0000</pubDate>
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		<description>CG é este: http://ma-schamba.com/cat/literatura/ryszard-kapuscinski/

Não gostei muito do Ébano. E o livro sobre Angola - muito bem escrito, no género - é super-datado. Interessante por isso mesmo, mas enrolado na bandeira da época.

Quanto ao resto: a deixares posts nos comentários do ma-schamba? Hum .. vê lá bem o que queres dele(s) fazer!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	CG é este: <a href="http://ma-schamba.com/cat/literatura/ryszard-kapuscinski/" rel="nofollow">http://ma-schamba.com/cat/literatura/ryszard-kapuscinski/</a></p>
<p>Não gostei muito do Ébano. E o livro sobre Angola &#8211; muito bem escrito, no género &#8211; é super-datado. Interessante por isso mesmo, mas enrolado na bandeira da época.</p>
<p>Quanto ao resto: a deixares posts nos comentários do ma-schamba? Hum .. vê lá bem o que queres dele(s) fazer!</p>
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		<title>Por: cg</title>
		<link>http://ma-schamba.com/roupa-velha/da-origem-das-palavras/comment-page-1/#comment-10977</link>
		<dc:creator>cg</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 05:32:28 +0000</pubDate>
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		<description>para AL, e anda no tema: Ébano, daquele polaco com nome difícil como o raio de escrever, Kadinsky ou coisa que o valha. a sua versão de que os tutsis se consideram donos, por direito divino, de todas as vacas que existem, é estranhamente encantadora. há tragédias enorme, genocídio até, nessa história se alargada. por isso é complicado dizer sem mais que sorri ao ler, a imaginar: «olha!... aquilo ali é uma vaca? é! tens cornos e abana o rabo, é vaca! é vaca, é meu!» e toca a levar a vaca, e o dono atrás a abarafustar. claro que não é assim. é terrível, é mesmo terrível.  mas por vezes necessitamos de deitar uns toques de simples insanidade, parvoeira, para ajudar a esquecer as insanidades que trazem tragédias. nem é esquecê-las, que é impossível. mas elas entram-nos por dentro de casa, cruzam-se connosco em páginas qu seriam insuspeitas, e temos de accionar defesas. sejam parvoeiras. deixei de ver telejornais, e dum modo muito geral qualquer televisão, já por isso. não quero magoar-me mais, nem deixar que me magoem sem razão. não ignoro as coisas mas selecciono as que deixo realmente magoarem-me, as notícias que acompanho até à última linha. e já não me deitei. daqui a pouco teria de estar de pé, não vale a pena. prefiro assim, voltar aqui e conversar um pouco. livros. estive até agora a escrever mails. a conversar também, um solilóquio é das melhores conversas que conheço, embora tenha este péssimo hábito de me armar em okupa de casas alheias e sem escritos. gostava de ir para aquela descida para a marginal, por detrás da Ass. Académica, quase a lado do Polana ao que lembro, parar a mota e enrolar um cigarro e ficar a olhar o movimento na baía. para onde irão os barcos, se há um destino ineludível quando se navega. voar não gosto. só andeide avião quando vim para Pt e jurei para nunca mais, sabendo que mentia mas até agora cumpri a promessa. quando for aí quero ir de comboio, mas terá de ser no dos magaíças e portanto lá terei de ir até Jo&#039;burg de avião. ferro-me a dormir, é  melhor. entar em Maputo pelo comboio dos magaíças deve ser um estalo. quarenta anos depois (arredonda-se...) o regresso de brinco na orelha e mochila às costas, oh yeah! :-) já fui ver o percurso e horários, e é má cena a travessia do Krueger ser feita à noite, bolas!... era um dois em um. ou quatro em um, sei lá. feito num oito, pronto! :-) :-) tem um nome castiço, Shosholoza train!  afinal há barcos na baía, olhando. mas já não tenho a motorizada, não engordei mas envelheci a ponto de perdê-la. falam nas acácias da cidade. também recordo os jacaradndás. como era realmente especial apanhar uma avenida sem trânsito e mergulhar o ronco grave da mota no túnel que formavam, no alcatrão milhões de florinhas, as lágrimas voando pela velocidade, e lá na baía às vezes umas velas brincando entre si e com o vento.  a palmo, cada esquina ganha a palmo e cada dado com a minúcia de gostar de estar. só se entende quando terminou, quando já não há motorizada nenhuma e se coleccionam fotos de baías gamadas na net. mas o brinco é real, meti-o teria uns 50 ou 51 e sei que o tal comboio existe mesmo, não é ficção de noite mal dormida, insónias de memórias. li que a Matola tem 51 bairros e abismei! 51, que tamanho deve ter a cidade! penso, acho que li u disseram-me, que Maputo e a Machava já estão ligadas, como &quot;LM&quot; cresceu! há tempos, à procura no Google Earth de imagens do autódromo porque li que fora reactivado, vi que a zona dele também está coberta de construções. antes era deserto, era mato. havia os viveiros da câmara lá perto e nada mais. subia-se por aí para ir ter à &quot;recta dos arranques&quot;, uma avenida que estava inacabada e ligava à rotunda grande no final da ex-Antº Enes, acho que é a Vladimir Lenine. e o bairro Triunfo também está gigante. tudo, e nada conhecerei: vou pôr-me a olhar como o burro pró palácio e a tirar fotografias aos sítuos dos monumentos, às casas comercais fechadas ou que mudaram de ramo, e certamente àquelas onde morei. mas tentarei resistir à catedral, porra! há limites, né? porque sinto-me incapaz de voltar a sentar-me e olhar como antes fizera, olhar e ver com os mesmo olhos, queles que choravam de alegria quando o vento lhes soltava as lágrimas sob a copa das acácias. tchintchiva. milha assado. cana de açúcar. amendoim torrado ou com açúcar. camarão talvez, mas a prioridade aproxima-se da catedral e sou tão teimoso como qualquer outro ateu esfomeado pela raridade dos sabores da memória e não pelo arroto fácil, abra-se a carteira e há, aí, cá e em qualquer lugar que faça navegar navios frigoríficos, paisagem feia. não sei se há ainda aquele refrigerante horrível mas que agora recordo. tombazana? será isso? de sabor a morando mas é só corantes. horrível, mas é o que beberia agora com gosto. e tchintchiva. o ácido bom, levemente. azedo. bom. Shosholoza train, não quero esquecê-lo. a minha motorizada, uma Honda SS 50 Z tinha panelão e quanto mais aquecia melhor andava. vantagem das 4-tempos sobre as esganiçadas, as Suzikis e Yamahas que só ganhavam nos arranques, que depois da Matola levavam ratadas a caminho da Namaacha.  ou do Bilene. a minha primeira viagem com ela foi à Ponta do Ouro e mal sabia andar nela, que alegria! :-) nunca andara em areia e foi um fartote de cair até aprender que era com quanto mais velocidade melhor, até ao estouro final eheh adorava aquela gaja! tanto que, quando comprei um chasso vendi-a. mas não tardou a voltar a comprá-la, e que remédio teve o desgraçado pois passava o tempo a pedir-lha emprestada para dar uma voltinha! :-) um luxo que recordo, já com o chasso: comprar um frango assado e ir comê-lo para a tal descida, a ver as luzes dos barcos, a Catembe, as dos carros que passavam na marginal. os prazeres simples são os melhores. uma fatia de bolo de chocolate no Canoa. um chá (coisa &quot;exótica&quot;!) no Baú, no Malhanga, música e luzes suaves e o cérebro a mil. as máuinas antecessoras dos fliper&#039;s, em que se devia introduzir a bola em buracos que davam pontos, nas traseiras dos bares da rua do major. as putas, o fascínio daquelas vidas, daquela noite quase sem fim enquanto a cidade dormia. uma tarde passada na varanda do aeroporto a ver os aviões e as caras de quem ia e vinha, outros aventureiros. ainda hoje faça parecido: em noites de insónia - não nesta, pois - vou para uma área de serviço da AE para olhar o movimento nocturno. juro que vi o embaixador da Nigéria! só pode! quem senão ela, às três e tal da manhã, verão do de cá, calor peganhento, de fato completo com camisa berrante, óculos escuros e meio quilo de ouro pendurado ao pescoço? só pode, porra! e eu juro que vi, não é só o Camões que vê ests coisas. acordem, madruguem e procurem locais estratégicos e também verão, que &quot;eles andam aí&quot; eheh
vou fazer um acfé. servidos? não sei se voltarei. posso ir à cata de fotos do pavilhão das tias, das barreiras na zona da João de Deus, ou do melhor dancing-bar da cidade que era o Vasco da Gama (isto não é piada política! era mesmo, que morei lá em frente uns sete ou oito anos, e portanto &quot;essa eu vi!&quot;) tá tá :-)</description>
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	para AL, e anda no tema: Ébano, daquele polaco com nome difícil como o raio de escrever, Kadinsky ou coisa que o valha. a sua versão de que os tutsis se consideram donos, por direito divino, de todas as vacas que existem, é estranhamente encantadora. há tragédias enorme, genocídio até, nessa história se alargada. por isso é complicado dizer sem mais que sorri ao ler, a imaginar: «olha!&#8230; aquilo ali é uma vaca? é! tens cornos e abana o rabo, é vaca! é vaca, é meu!» e toca a levar a vaca, e o dono atrás a abarafustar. claro que não é assim. é terrível, é mesmo terrível.  mas por vezes necessitamos de deitar uns toques de simples insanidade, parvoeira, para ajudar a esquecer as insanidades que trazem tragédias. nem é esquecê-las, que é impossível. mas elas entram-nos por dentro de casa, cruzam-se connosco em páginas qu seriam insuspeitas, e temos de accionar defesas. sejam parvoeiras. deixei de ver telejornais, e dum modo muito geral qualquer televisão, já por isso. não quero magoar-me mais, nem deixar que me magoem sem razão. não ignoro as coisas mas selecciono as que deixo realmente magoarem-me, as notícias que acompanho até à última linha. e já não me deitei. daqui a pouco teria de estar de pé, não vale a pena. prefiro assim, voltar aqui e conversar um pouco. livros. estive até agora a escrever mails. a conversar também, um solilóquio é das melhores conversas que conheço, embora tenha este péssimo hábito de me armar em okupa de casas alheias e sem escritos. gostava de ir para aquela descida para a marginal, por detrás da Ass. Académica, quase a lado do Polana ao que lembro, parar a mota e enrolar um cigarro e ficar a olhar o movimento na baía. para onde irão os barcos, se há um destino ineludível quando se navega. voar não gosto. só andeide avião quando vim para Pt e jurei para nunca mais, sabendo que mentia mas até agora cumpri a promessa. quando for aí quero ir de comboio, mas terá de ser no dos magaíças e portanto lá terei de ir até Jo&#8217;burg de avião. ferro-me a dormir, é  melhor. entar em Maputo pelo comboio dos magaíças deve ser um estalo. quarenta anos depois (arredonda-se&#8230;) o regresso de brinco na orelha e mochila às costas, oh yeah! <img src='http://ma-schamba.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  já fui ver o percurso e horários, e é má cena a travessia do Krueger ser feita à noite, bolas!&#8230; era um dois em um. ou quatro em um, sei lá. feito num oito, pronto! <img src='http://ma-schamba.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  <img src='http://ma-schamba.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  tem um nome castiço, Shosholoza train!  afinal há barcos na baía, olhando. mas já não tenho a motorizada, não engordei mas envelheci a ponto de perdê-la. falam nas acácias da cidade. também recordo os jacaradndás. como era realmente especial apanhar uma avenida sem trânsito e mergulhar o ronco grave da mota no túnel que formavam, no alcatrão milhões de florinhas, as lágrimas voando pela velocidade, e lá na baía às vezes umas velas brincando entre si e com o vento.  a palmo, cada esquina ganha a palmo e cada dado com a minúcia de gostar de estar. só se entende quando terminou, quando já não há motorizada nenhuma e se coleccionam fotos de baías gamadas na net. mas o brinco é real, meti-o teria uns 50 ou 51 e sei que o tal comboio existe mesmo, não é ficção de noite mal dormida, insónias de memórias. li que a Matola tem 51 bairros e abismei! 51, que tamanho deve ter a cidade! penso, acho que li u disseram-me, que Maputo e a Machava já estão ligadas, como &#8220;LM&#8221; cresceu! há tempos, à procura no Google Earth de imagens do autódromo porque li que fora reactivado, vi que a zona dele também está coberta de construções. antes era deserto, era mato. havia os viveiros da câmara lá perto e nada mais. subia-se por aí para ir ter à &#8220;recta dos arranques&#8221;, uma avenida que estava inacabada e ligava à rotunda grande no final da ex-Antº Enes, acho que é a Vladimir Lenine. e o bairro Triunfo também está gigante. tudo, e nada conhecerei: vou pôr-me a olhar como o burro pró palácio e a tirar fotografias aos sítuos dos monumentos, às casas comercais fechadas ou que mudaram de ramo, e certamente àquelas onde morei. mas tentarei resistir à catedral, porra! há limites, né? porque sinto-me incapaz de voltar a sentar-me e olhar como antes fizera, olhar e ver com os mesmo olhos, queles que choravam de alegria quando o vento lhes soltava as lágrimas sob a copa das acácias. tchintchiva. milha assado. cana de açúcar. amendoim torrado ou com açúcar. camarão talvez, mas a prioridade aproxima-se da catedral e sou tão teimoso como qualquer outro ateu esfomeado pela raridade dos sabores da memória e não pelo arroto fácil, abra-se a carteira e há, aí, cá e em qualquer lugar que faça navegar navios frigoríficos, paisagem feia. não sei se há ainda aquele refrigerante horrível mas que agora recordo. tombazana? será isso? de sabor a morando mas é só corantes. horrível, mas é o que beberia agora com gosto. e tchintchiva. o ácido bom, levemente. azedo. bom. Shosholoza train, não quero esquecê-lo. a minha motorizada, uma Honda SS 50 Z tinha panelão e quanto mais aquecia melhor andava. vantagem das 4-tempos sobre as esganiçadas, as Suzikis e Yamahas que só ganhavam nos arranques, que depois da Matola levavam ratadas a caminho da Namaacha.  ou do Bilene. a minha primeira viagem com ela foi à Ponta do Ouro e mal sabia andar nela, que alegria! <img src='http://ma-schamba.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  nunca andara em areia e foi um fartote de cair até aprender que era com quanto mais velocidade melhor, até ao estouro final eheh adorava aquela gaja! tanto que, quando comprei um chasso vendi-a. mas não tardou a voltar a comprá-la, e que remédio teve o desgraçado pois passava o tempo a pedir-lha emprestada para dar uma voltinha! <img src='http://ma-schamba.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  um luxo que recordo, já com o chasso: comprar um frango assado e ir comê-lo para a tal descida, a ver as luzes dos barcos, a Catembe, as dos carros que passavam na marginal. os prazeres simples são os melhores. uma fatia de bolo de chocolate no Canoa. um chá (coisa &#8220;exótica&#8221;!) no Baú, no Malhanga, música e luzes suaves e o cérebro a mil. as máuinas antecessoras dos fliper&#8217;s, em que se devia introduzir a bola em buracos que davam pontos, nas traseiras dos bares da rua do major. as putas, o fascínio daquelas vidas, daquela noite quase sem fim enquanto a cidade dormia. uma tarde passada na varanda do aeroporto a ver os aviões e as caras de quem ia e vinha, outros aventureiros. ainda hoje faça parecido: em noites de insónia &#8211; não nesta, pois &#8211; vou para uma área de serviço da AE para olhar o movimento nocturno. juro que vi o embaixador da Nigéria! só pode! quem senão ela, às três e tal da manhã, verão do de cá, calor peganhento, de fato completo com camisa berrante, óculos escuros e meio quilo de ouro pendurado ao pescoço? só pode, porra! e eu juro que vi, não é só o Camões que vê ests coisas. acordem, madruguem e procurem locais estratégicos e também verão, que &#8220;eles andam aí&#8221; eheh<br />
vou fazer um acfé. servidos? não sei se voltarei. posso ir à cata de fotos do pavilhão das tias, das barreiras na zona da João de Deus, ou do melhor dancing-bar da cidade que era o Vasco da Gama (isto não é piada política! era mesmo, que morei lá em frente uns sete ou oito anos, e portanto &#8220;essa eu vi!&#8221;) tá tá <img src='http://ma-schamba.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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