O meu camarada Crespo, migrante constante e daqueles que nos abrilhanta lá (cá) fora, e que ainda por cima também é olivalense, acaba de regressar a Portugal vindo de longínquas paragens que não destas. E a anunciar-se escreve (também) isto.
“Cá estou de volta à terra…A missão correu bem … mas nada que se compare com Africa na saudade. Gostei de ver que não te esqueceste dos Olivais…Gostei de te ouvir falar dos sítios e das pessoas. O café Modesto era paragem obrigatória cá para o careta. Ainda hoje quando vou almoçar a casa dos meus pais e lá que vou tomar café com o meu Cota. Por vezes vou com a Sofia. Gosto sempre de me sentar 5 minutos nas escadinhas a olhar para a praça e a relembrar o tumulto de motas e janados aos Sábados depois de almoço para rumar ao Rock Rendevouz. Tanto que custava arranjar os cento e cinquenta paus da entrada.
Enfim ler o teu texto fez-me lembrar velhos tempos e um punhado de desaparecidos, que cedo se afirmaram como predestinados a foderem-se cedo.
Um dos últimos foi o Pedro R.., rapaz do teu lado (Sul) e que encontrei em Angola. Numa das ultimas saídas pela Noite Lisboeta encontrei o C… que me disse que o Pedro R… havia morrido em Angola.”
Tenho saudades tuas pá. E não há dúvida, nestas distâncias todas que fomos arranjando envelhecemos como o caraças. Então bebamos uma ao R…, que ainda me apareceu lá por S. Martinho do Porto, em tempos que lhe eram melhores.
E já agora, regista, não te souberam substituir por cá. E fica-te com Abraços!!

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meu camarada
sou jornalista e escritor. gostaria de saber algo dos meus antepassados na minha terra de portugal e espanha embora seja brasileiro.o seu texto é muito bom.
saudações democrática
ruy crespo
brasil-guarapari-e.s.
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