O recorte já é velho mas só agora tive tempo. Passada a “crise mantorriana” entre Portugal e Angola eis que surgem ecos no Índico. Confesso que não sei se já estará resolvido o problema, tenho ideia que se trata apenas de um acordo entre Estados, algo a dirimir entre organismos públicos tão secundários que se permitem às inércias quanto a relações externas. Mas aí está, o arremedo de bruááá
Clicando na imagem poder-se-á ler o texto do jornalista Jeremias Langa. Um caso típico do anti-portuguesismo na imprensa moçambicana. Não supreendente, nem injustificável. “É como as coisas são” e não me vou por no “dever-ser”. Mas o último parágrafo é trans-típico. Uma verdadeira delícia. Com resquícios de pró-colonialismo por parte do escrevente, até…



19 comments ↓
Quando leio este tipo de coisas tenho sempre uma opinião envergonhada, ou seja, se concordante assumo, se não concordante questiono-me. Talvez complexo por lá ter nascido e do alto dos meus 13 anos, idade com que vim para Portugal, me ter ficado alguma opinião mais apaixonada.
Mas a verdade , relativamente ao artigo, o que penso é que esta atitude é muito evidente da diferença entre um jornalista e um diplomata. As coisas estão no seu lugar.
Para o jornalista foi a hipotese de ele brilhar com a sua opinião agressiva tentando atirar para o mais fraco, e acredito que alguma massa critica nestes jovens países tentem ir por este caminho, e que os psicologos tenten analisar estes complexo de superioridade ou inferioridade, e por esta verdade muito evidente por ele descrita.
Portugal tem o peso que tem, nem mais nem menos. E é neste nem mais nem menos que se situa e é aqui que como País mais maturo es movimenta, com o peso da sua História e da sua Cultura. Pouco mais tem do que isso. O que têm de entender todos, Portugal e Moçambique é que essa é uma grande mais valia.
Mas levará o seu tempo.é se calhar este tipo de opinião a verdadeira emancipação.
Bom Domingo
cs
Quem está a atribuir importância a estes factos é somente o dito jornalista. Aliás nem jornalista deve ser porque se fosse antes de escrever informava-se que Portugal está à espera de resposta por parte da República de Moçambique a um pedido de acordo nesse sentido formulado à mais de 5 anos.
Por outro lado, e se Portugal tratasse os PALOP por províncias ultramarinas o problema nem se colocava não era?
Se o dito olhasse mais para o umbigo veria certamente que há coisas mais interessantes para opinar na nossa sociedade.
Não sei porque se continua a bater no (ex)coloniialista como mal de todos os problemas nacionais. Se calhar é um problema de orfandade mas isso resolve-se no divã de um psicólogo e já vai havendo alguns aqui na praça. Marque uma consulta!
Salvé o anterior comentário. Como é que é possível que os portugueses ainda continuem a ser a causa de tantos males - a esta distância de tempo e espaço?! A resposta feliz para um artigo infeliz e despropositado. Que estranho! Num momento, Cahora Bassa “já é nossa”, noutro instante afinal a noção dessa autonomia deixa de ser tão valente! Em quê que ficamos?! Talvez percebendo que a importância de cada país no mundo depende muito mais e quem lá vive do que de qualquer decreto, se lá chegue à resposta. A maturidade de cada país depende da maturidade civica dos seus cidadãos. Tenho a certeza que a de Moçamique excede largamente a que este senhor jornalista aqui revelou. Fraquinho, rasteiro e sim de facto, muito mas muito mesquinho!
confesso que nao me choca o texto, apenas me diverte o ultimo paragrafo, completamente pro-portugues, porventura pro-colonial. malgre lui, porventura. mas se assim for, pobre tonto
Como o JPT já aqui disse, também a mim não me espanta o conteúdo da crónica, a não ser a má colocação (colonialista) do último parágrafo.
Mas depois, os comentários aqui colocados não se distanciam do tom do último parágrafo do sr. Langa, o que me deixa um tanto mais baralhado!
eu não sei se a colocação é má se é boa. Discordamos dela sem dúvida.
Não querendo de modo algum fazer o ponto da situação, para o qual não tenho jeito nenhum, parece-me que os lutos levam anos a fazer. Não se fazem nem por decreto nem facilitando as nossas interpretações acerca daquilo que os outros pretendem dizer.
E , sim. Parece-me a atitude do jornalista poucochinha como outras aliás.
Mas o que questiono, porque não sou residente em Moçambique é:
#” como se está a fazer essa evolução enquanto nação independente e autonoma, e qual a sua relação com um passado recente? “
“E se este pensamento é isolado ou não? “
Era nesse sentido o meu primeiro comentário.
Desculpem o testamento e prometo não aborrec~e-los muito mais:))
ZPGL, ate fui reler o que antes se disse. Concordando ou nao, nao me parecem descabidos. Sao argumentaveis. Dai que ache um bocado exagerada a sua imediata associacao ao texto de JLanga. Confessso que nao me supreende, eh um tom recorrente anti-tuga. Algumas vezes merecido, quase sempre contextual (a imprensa batendo em portugal deriva de ciclos politicos mocambicanos - houve uma altura em que lia os jornais todos diariamente. e rapidameente aprendi a prever “olha, deve estar a chegar porrada”). Mas neste caso esparvoado.
Depois, claro, os portugueses sentem-se muito com o que eh dito. Mas so os nao residentes ou os recem-chegados. rapidamente se aprende a interpretar e a dar o verdadeiro sentido
P.ex. as porradas no ultimo ano antes do acordo de Cahora Bassa, eram contextualizaveis. E historicamente justificadas
Ou
as porradas acerca desta tralha das cartas, sao contextualizaveis? sao, e absolutamente parvas
repito, o que tem piada, e concordamos, eh o deslize (de iliteracia?) final
abraco, obrigado a todos pelos comentarios
É interessante saber as opiniões dos intelectuais, como o Sr. Langa, e a do cidadão comum. Uns dias recentes passados em Moçambique deixaram-me a ideia da ausência de ressentimentos e um a grande proximidade entre os dois paises. Será que li mal a realidade JPT? DS
JPT,
O que não me admira na crónica do sr. Langa são pequenas coisas. A questão legal das cartas de condução, que em Portugal estão levando mais a sério em relação aos moçambicanos, e creio que a outras nacionalidadades, e que em Moçambique de novo se vai no “se deixa andar”. E aqui o sr. Langa em alguns momentos mostra maturidade e cobra do estado de Moçambique uma atitude “legalista” natural, e depois mostra uma cobrança “revanchista” em cima do mesmo tema.
Depois fecha a crónica em atitude de filho acabado de sair da adolescencia e a dizer-se que agora já é maior de idade, sem se aperceber que nem mesmo devia estar aqui, neste caso, a fazer vinculos com ex-ultramarinas e pós independências.
Ao mesmo tempo, com argumentações ou não, a que todos temos direito e até obrigação de usar, vejo colocações inversamente proporcionais ao triste último parágrafo, e a alguns outros momentos menos felizes da crónica, do sr. Langa, como:
“Para o jornalista foi a hipotese de ele brilhar com a sua opinião agressiva tentando atirar para o mais fraco,”
Mas quem é aqui o mais fraco?
E ainda:
“e acredito que alguma massa critica nestes jovens países tentem ir por este caminho, e que os psicologos tenten analisar estes complexo de superioridade ou inferioridade, e por esta verdade muito evidente por ele descrita.”
Não está aqui uma generalização inadequada, dentro do próprio Moçambique?
E a infeliz colocação do anônimo:
“Se calhar é um problema de orfandade mas isso resolve-se no divã de um psicólogo e já vai havendo alguns aqui na praça.”
E esta colocação, o que tem a haver com o artigo?
“Que estranho! Num momento, Cahora Bassa “já é nossa”, noutro instante afinal a noção dessa autonomia deixa de ser tão valente! Em quê que ficamos?!”
Sim, JPT, argumentos e pontos de vistas, com objetividade para não se perder o controle do veículo, até porque nos países envolvidos as mãos são invertidas.:)
Grande abraço, para si e todos os comentaristas do post.
DS, hum … tens dias e tem contextos. Acima de tudo tenho a certeza que a realidade mocambicana nao gira em torno do passado relacionando com portugueses (dai que tanto me irrite a questao “pos-colonial”) dai que o que se diz em relacao a nos depende do contexto. Mas a tralha dos “afectos” (e ate do “colonialismo de cama” recuperado pela esquerda erotica portuguesa, para nenhuma surpresa de quem para eles nao tem paciencia) eh uma falsificacao tao superficial como outra qualquer.
ZPGL tambem nao deixa de ter razao. Talvez que os argumentos reactivos (e a quente) levam sempre a isso (eu la dizia que a rapaziada se habitua, contextualiza e da menos enfase as interpretacoes). E depois ha as imputacoes psicologistas, que quase nunca explicam algo. Abraco
A última visita ao Ma-Schamba, além do gosto enorme nos posts de JPT e do contacto directo( o unico que tenho infelizmente, por enquanto) com África, permitiu-me reparar na perplexidade que um dos meus comentário suscitou. Sem querer inflamar ainda mais tão “acesso debate”,passo a explicar:
Aquando do “hand-over” de Cahora Bassa parece que o ambiente em Moçambique fazia por exaltar a autonomia e independência de Moçambique. O comentário publicado no jornal parece fazer parecer que afinal ao grito do Ipiranga ainda não correspondeu a segurança e a maturidade que permite relativizar incidentes tão minimos com o das cartas de condução. Foi só isto! Mas enfim, entre tempestades num copo de água e a força poderosa das águas do Zambeze, prefiro a última!
Excelente Blog, excelente país, Moçambique, encantador continente!
Maria
Deslumbrante
A posição anti-tuga do Sr. Langa é provavelmente a posição dos dirigentes desse país, que por sinal lhe compram o jornal. Os mesmos que disseram que “Cahora Bassa já é nossa”. Muitas
vezes mata-se o pai. Qual será a postura das gerações pós- Langa relativamente a Portugal? ds
tenho por experiencia que os comentarios in-blog muitas vezes sao mal expressos e compreendidos (a mim acontece-me amiude, tanto que praticamente deixei de comentar fora daqui). nao por incapacidade mas mais pelo proprio suporte (este irritante rectangulozinho que aperta o espaco e coarcta a escrita, simplificando-o - ex. disso tive ha tempos no Insonia, estava eu supra-elogiando um bloguista outro que muito respeito pela sua accao profissional e veio ele espancar-me pela minha arrogancia para com ele. e se calhar tinha razao, eu eh que me teria feito desentender). vem este longo auto-comentario a proposito (para alem de nao ter nada para “postar” e assim matar o vicio do blog) de alguma irritabilidade intuida aqui. nao valera a pena irritarem-se, aqui o assunto nao eh importante.
DS, eu tambem compro o jornal ao homem
Tenho um amigo meu angolano que tirou a carta de condução sem nunca ter posto lá os pés! Não na escola de condução, mas sim, em Angola. E eu sei, desde pequeno… que a situação em Moçambique não é muito diferente. Ora, este artigo deste (pseudo) jornalista demonstra bem a despreocupação moçambicana em relação ao problema grave que existe e persiste nas estradas portuguesas. Querem ser tão nossos amigos (ou inimigos) que não se importam de vir para cá contribuir para o aumento da taxa de mortalidade nas estradas portuguesas. E atenção Sr. Langa isto não é um problema de fragilidade da vossa política externa, mas sim interna!!! Posto isto, meus amigos blogosféricos - uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Enfim… não há paciência.
Fiquem bem
Langa é Langa. Moçambique é Moçambique.
Ou será!?
Langa é Moçambique. Moçambique é Langa.
E com respeito ao respeito, não respeito a ninguém………….
Cump.
[edit 8:03 PM] Tenho um amigo meu angolano que tirou a carta de condução angolana sem nunca ter posto lá os pés!
[edit 5:59 PM] E com respeito ao respeito, não há respeito a ninguém………….
Acredito nos homens que fazem um país. Acredito nos Moçambicanos que farão um país Grandioso. Não acredito nos Langas que o tempo lentamente expurgará. Acredito na irmandade entre Moçambique e Portugal. ds
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