Os tumultos de Maputo e o MNE português

Paulo Granjo tem queixas do Ministério dos Negócios Estrangeiros português a propósito dos acontecimentos de Maputo. Não resisto e, em comentários, exerço a minha vocação de advogado do Diabo (neste caso literalmente, diga-se).

Já agora, e porque lá o digo, de Lisboa avisam-me amigos - mui veteranos do ma-schamba, e percebo-lhes os sorrisos ao telefone ou nas linhas dos e-mails - que em breve terei nova cena de queijos e vinhos. Ou seja, que em breve o meu Presidente da República, professor Cavaco Silva, virá a Moçambique em visita de Estado. Espero que seja um sucesso - vi Cavaco Silva aqui em 1999 e foi imponente enquanto conferencista (ok, digam-me cavaquista …). E também espero que o Ministro das Finanças português venha na delegação - talvez assim possa aprender como se representa a República no estrangeiro.

 

5 comments ↓

#1 Tiago on 02.14.08 at 2:16

Também vi o Sampaio quando andava na E.P.M., mas foi antes de 1999. Acho que o Guterres passou pelo Polana e deu a recepção (jantar e bebidas para a “comunidade”) de graça, mas tenho impressão que foi depois de 1999.

Já o Herman José não teve tanta piada quando lá andou com a Maria Rueff, mas bem tentou… :)

#2 jpt on 02.14.08 at 2:24

O Presidente Jorge Sampaio visitou Moçambique em Abril de 1997 - sim, foi lançar uma das várias “primeiras pedras” na EPM (aliás a colecção de lápides da actual EPM é das mais patuscas paredes que já vi na vida - não há juízo …). O PM António Guterres visitou Moçambique em Outubro de 1998 - ambos ofereceram recepções à “comunidade portuguesa” no Hotel Polana (evoco-as no tal texto dos queijos e vinhos). Estiveram ambos em Moçambique na cimeira da CPLP (lá está o semipresidencialismo português) em 2001.

O Herman José esteve em 1998 - não o vi. Lamentavelmente o humor esbroou-se-lhe ali cerca de meados de 1980s, não valia a pena deslocar-me. Mas em miúdo era genial, conceda-se …

#3 Tiago on 02.14.08 at 2:38

Boa memória JPT. Ainda me lembro da entrada do Sampaio na FACIM, e os “apertos-de-mão” aos alunos, eu incluído :)

Se bem me lembro, o Guterres chegou a ver um jogo de futebol com a “malta” no Naval.

As “primeiras pedras” da nova EPM tinham a sua piada, mas o espírito da velha EPM era bem melhor.

#4 jpt on 02.14.08 at 3:06

Essas coisas com as “crianças” e os “jovens” fazem sempre parte … Sampaio é um homem muito agradável, também lhe fui apertar a mão, gentilissimo ele.

Da EPM não sei - estive na inaguração desta. Depois voltei lá há uns meses para ver o Eugénio Lisboa. Tétrico momento, diga-se - mas deu para o Francisco Belard escrever no Expresso que a EPM é o exemplo de cooperação que deveria ser seguido em todo o lado. São as vantagens dos académicos, quando escrevem sobre algo têm que o definir - seria giro por o homem a definir o que acha que é “cooperação”.

Da antiga lembro-me de umas festas de fim de ano lectivo. E de um director que me viu entrar (o meu sobrinho passara de ano) e grosseiro “o que é que está aqui a fazer?!”. Não havia saco para esses residentes de longa data malcriados para com os patrícios recém-chegados - porventura o que de mim dizem agora …

#5 os comandos e o resto | ma-schamba on 02.25.08 at 0:39

[…] Não só por isso chateia-me, imenso, que à entrada do meu local de trabalho (e a propósito disto) me chamem “amante de comandos” [ou “admirador”, que isto de directas de […]

Leave a Comment