Nestes últimos meses em Portugal falou-se de descolonização. Também no bloguismo isso soou.
Cada vez menos acredito em sínteses. Cada vez mais acredito em complicações. Ainda mais em matérias como estas, onde tantas “certezas” existem. Ainda para mais em matérias como estas, que para muitos de nada valem a não ser como barro para moldar o presente.
Então, e face a tantas “certezas” e tão pouca importância do assunto, para quê continuar a falar, para quê procurar “complicar”, desvendar?
Não há dúvida, há que simplificar, abreviar. Mas como se de tão difícil síntese? Opte-se. Opte-se por uma versão.
É certo que não estão a falar dos mesmos factos, das mesmas épocas históricas. Nem do mesmo mundo, diria. E também que não escrevem na mesma língua.
Mas acredito que o leitor consiga fazer uma analogia e, ainda, seja minimamente poliglota.
Leia e opte. Porque não há conciliação possível.
Leia e opte. Porque não há conciliação possível.
Estou a falar de qué? Descolonização? Não, isso já era. Agora é coisa séria…estou mesmo a falar da minha ética. E de Razão.
Opte, porque não há ponte possível. E saiba, que é em momentos como estes, até pequeninos, que sabemos, que provamos, que o universalismo é impossível.
Opte, porque não há ponte possível. E saiba, que é em momentos como estes, até pequeninos, que sabemos, que provamos, que o universalismo é impossível.
Pois “eles” (sejam lá quem forem) não nos (e nós quem somos?) querem compreender. E nós (idem) também não os (aspas) compreendemos.
Vale-me às vezes ser “nós” às vezes ser “eles”! Mas há limites: bem burgueses os meus, os da decência. E, neste caso como noutros, são “eles” apenas e radicalmente indecentes.
Nada mais, tudo isso. E cansam. Enjoam, até. Mas atenção, “estes eles” nunca se enjoam. Mascam…
Adenda: um posteiro veio à liça chamando-me eliptico, querendo chave. Então lá vai, qual antropólogo:
Era uma vez um antropólogo conhecido que escreveu algo como (e vai de memória): “bárbaros são aqueles que acreditam na existência de bárbaros”.
Era uma vez um antropólogo conhecido que escreveu algo como (e vai de memória): “bárbaros são aqueles que acreditam na existência de bárbaros”.
Eu sou um bárbaro. Desses.

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