Politicamente correcto. Crianças entregues na escola, rápido café com amigo colega em paternidade. Chispa de ironia, ele: “Ouve lá, tu que és um gajo culto” (ei-lo nela, o sacana) “explica-me lá o que é que significa reversão“. Tartamudeio e fujo para um “a propósito de quê, pá?”, “Então hoje não é o dia da reversão de Cahora Bassa?”. “Bem …”, evoluo, e com ele no entre-sorrisos, “são estas palavras novas, assim tipo “empreendedor”, “implementar”, esses tipos utilizam-nas para parecerem finos“. “Ok, ok“, matamos ambos a conversa, antes do “a conta, por favor“. E saímos, sorrio eu ainda, decerto ele (e ele é que é o gajo culto, entenda-se) também na via do seu dia, sorrimos a tanta ideologia no falar, nacionalismo de alguns, e esse ainda vá que não vá, o politicamente correcto de outros, e esse é que nem se compreende.
Sentar-me-ei, politicamente incorrecto?, a consultar a página 1247: “reversão (Lat. reversione), s.f. acto ou efeito de reverter; regresso ao estado primitivo; devolução; (Zool.) atavismo; (Ling.) figura de estilo que consiste em inverter a ordem dos termos de uma proposição, de modo a obter uma outra com sentido diferente; quiasmo.” (Texto Editora, Dicionário Universal da Língua Portuguesa, 1995, 1ª edição).
Concluo então, Pedro, que “reversão” é uma figura de estilo económica. Chega? Ou será um quiasmo?

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Muito obrigada pelo seu esclarecimento, não fazia ideia e estava a pensar em carregar com mais umas coisas a barra lateral.
Fico-lhe grata pela informação.
Cumprimentos
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