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	<title>Comentários em: Sobre a transformação do casamento</title>
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	<description>"...cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio..." (R. Nassar)</description>
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		<title>Por: Nita</title>
		<link>http://ma-schamba.com/politica-portuguesa/sobre-a-transformacao-do-casamento/comment-page-1/#comment-11261</link>
		<dc:creator>Nita</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 19:12:51 +0000</pubDate>
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		<description>Claro, assim que se calarem com o circo... 
E, como diz o outro: vive e deixa viver!
Com respeito.
Também não concordo com os casamentos gay, mas não sou furiosa. Penso que se devia dar mais atenção aos valores reais, e fazer menos macacada. Mas, enquanto falarmos dos outros vai-se entretendo a plebe e não se fala de nós... hihi, o Sócrates aplica isso na perfeição.
Bem hajam</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	Claro, assim que se calarem com o circo&#8230;<br />
E, como diz o outro: vive e deixa viver!<br />
Com respeito.<br />
Também não concordo com os casamentos gay, mas não sou furiosa. Penso que se devia dar mais atenção aos valores reais, e fazer menos macacada. Mas, enquanto falarmos dos outros vai-se entretendo a plebe e não se fala de nós&#8230; hihi, o Sócrates aplica isso na perfeição.<br />
Bem hajam</p>
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		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://ma-schamba.com/politica-portuguesa/sobre-a-transformacao-do-casamento/comment-page-1/#comment-11203</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 09:32:33 +0000</pubDate>
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		<description>Sobre o neo-casamento já escrevi demais: a) discordo intelectualmente; b) sou um homem com preconceitos, discordo (e penso) com eles; c) na prática a questão é a de que há gente que quer legitimar, afirmar e festejar (esta última parte é muito importante) a sua vontade de se amarem (ok, argumento um bocado meloso) - e talvez não venha grande mal ao mundo com isso. Daí que a minha oposição é de princípios, mas não furibunda.

Resolvida essa questão há uma outra que condensas no teu último parágrafo - Socrates e seus muchachos são maus de mais. E todos aqueles que com eles se aliam idem.

Finalmente, isso da &quot;família clássica&quot; estar em crise é assunto mais geral do que isto do neo-casamento.

Quanto à minha ligação (e a outras que fui fazendo) - para além do destino da configuração da instituição do casamento (o qual não é um direito mas sim uma instituição) muito me interessa o tipo de argumentação sobre a questão, que espelha o pensamento (na maioria dos casos um miserável impensamento, interesseiro ou ignorante) sobre a sociedade que vem sendo botado aí no país.

Diga-se que esta questão é um espelho do ruído estrutural que a comunicação politica portuguesa é, nos dias que correm. E assim poderá ser estudado daqui a alguns anos.</description>
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	Sobre o neo-casamento já escrevi demais: a) discordo intelectualmente; b) sou um homem com preconceitos, discordo (e penso) com eles; c) na prática a questão é a de que há gente que quer legitimar, afirmar e festejar (esta última parte é muito importante) a sua vontade de se amarem (ok, argumento um bocado meloso) &#8211; e talvez não venha grande mal ao mundo com isso. Daí que a minha oposição é de princípios, mas não furibunda.</p>
<p>Resolvida essa questão há uma outra que condensas no teu último parágrafo &#8211; Socrates e seus muchachos são maus de mais. E todos aqueles que com eles se aliam idem.</p>
<p>Finalmente, isso da &#8220;família clássica&#8221; estar em crise é assunto mais geral do que isto do neo-casamento.</p>
<p>Quanto à minha ligação (e a outras que fui fazendo) &#8211; para além do destino da configuração da instituição do casamento (o qual não é um direito mas sim uma instituição) muito me interessa o tipo de argumentação sobre a questão, que espelha o pensamento (na maioria dos casos um miserável impensamento, interesseiro ou ignorante) sobre a sociedade que vem sendo botado aí no país.</p>
<p>Diga-se que esta questão é um espelho do ruído estrutural que a comunicação politica portuguesa é, nos dias que correm. E assim poderá ser estudado daqui a alguns anos.</p>
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		<title>Por: ABM</title>
		<link>http://ma-schamba.com/politica-portuguesa/sobre-a-transformacao-do-casamento/comment-page-1/#comment-11201</link>
		<dc:creator>ABM</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 06:58:19 +0000</pubDate>
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		<description>JPT

A família tradicional já acabou há muitos anos, desde que os pais envelhecidos deixaram de ter lugar na casa dos filhos e passaram a ser chutados para lares indesditos,  desde que o Estado e os tribunais tomaram conta de todos os detalhes da educação e direitos das crianças, frequentemente à total revelia dos valores e possibilidades dos pais, desde que (no caso português) os pais deixaram de ter filhos (sendo que ter um filho em média apenas assegura que a população cairá para metade da actual dentro de 60 anos) e desde que ambos pai e mãe trabalham para assegurar a sua sobrevivência e a criança desde as quatro semanas de idade que cresce na mão de terceiros - créches, escolas públicas e particulares e sózinhas em casa a ver televisão e a gastar o tempo em jogos e joguinhos na televisão - e os avós encarcerados nos lares e a receberem pensões de 300 euros.

Dizer que a família &quot;acabou&quot; porque há menos que um por cento da população, que são os do mesmo sexo, que diz que se quer casar, é gritar &quot;fogo&quot; num cinema cheio em que não há incêndio.

O que eu acredito que essas pessoas querem é ter respeito, o direito de poder aceder a coisas como benefícios de saúde para os respectivos parceiros, o direito de herdar e coisas assim do género. E poderem andar na rua sem ter um cabrão qualquer a insultá-los só porque são quem são.

O que para mim é perfeitamente cagativo e só não se resolve esta história porque achamos que podemos. Tenho um familiar que é lésbica assumida há uns 30 anos e não entendo qual é o &quot;big fucking deal&quot; com esta história. Os 99.99% de casais portugueses &quot;straight&quot; já têm problemas que bastem para entar aguentar os seus (agora maioritariamente, pois casam-se tanto como se divorciam) dúbios casamentos e vidas difíceis para andarem agora preocupados com os detalhes do estatuto legal de uma minoria que nada fez nunca contra eles, que são cidadãos como nós, pagam os seus impostos e estão sujeitos às mesmas leis que todo o resto do pagode e que não são &quot;aliens&quot;- são gente que são nossos familiares e amigos.

Neste momento dois homosexuais de sexo oposto podem casar em Portugal e ninguém lhes pode dizer nada. Ou como dizem os americanos, se a Liza Minelli pôde casar-se duas vezes seguidas com gays, porque não podem eles?

Só me irrita é este tal de Sócrates fazer deste tema pau de bandeira numa altura destas. Ele deve estar maluco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	JPT</p>
<p>A família tradicional já acabou há muitos anos, desde que os pais envelhecidos deixaram de ter lugar na casa dos filhos e passaram a ser chutados para lares indesditos,  desde que o Estado e os tribunais tomaram conta de todos os detalhes da educação e direitos das crianças, frequentemente à total revelia dos valores e possibilidades dos pais, desde que (no caso português) os pais deixaram de ter filhos (sendo que ter um filho em média apenas assegura que a população cairá para metade da actual dentro de 60 anos) e desde que ambos pai e mãe trabalham para assegurar a sua sobrevivência e a criança desde as quatro semanas de idade que cresce na mão de terceiros &#8211; créches, escolas públicas e particulares e sózinhas em casa a ver televisão e a gastar o tempo em jogos e joguinhos na televisão &#8211; e os avós encarcerados nos lares e a receberem pensões de 300 euros.</p>
<p>Dizer que a família &#8220;acabou&#8221; porque há menos que um por cento da população, que são os do mesmo sexo, que diz que se quer casar, é gritar &#8220;fogo&#8221; num cinema cheio em que não há incêndio.</p>
<p>O que eu acredito que essas pessoas querem é ter respeito, o direito de poder aceder a coisas como benefícios de saúde para os respectivos parceiros, o direito de herdar e coisas assim do género. E poderem andar na rua sem ter um cabrão qualquer a insultá-los só porque são quem são.</p>
<p>O que para mim é perfeitamente cagativo e só não se resolve esta história porque achamos que podemos. Tenho um familiar que é lésbica assumida há uns 30 anos e não entendo qual é o &#8220;big fucking deal&#8221; com esta história. Os 99.99% de casais portugueses &#8220;straight&#8221; já têm problemas que bastem para entar aguentar os seus (agora maioritariamente, pois casam-se tanto como se divorciam) dúbios casamentos e vidas difíceis para andarem agora preocupados com os detalhes do estatuto legal de uma minoria que nada fez nunca contra eles, que são cidadãos como nós, pagam os seus impostos e estão sujeitos às mesmas leis que todo o resto do pagode e que não são &#8220;aliens&#8221;- são gente que são nossos familiares e amigos.</p>
<p>Neste momento dois homosexuais de sexo oposto podem casar em Portugal e ninguém lhes pode dizer nada. Ou como dizem os americanos, se a Liza Minelli pôde casar-se duas vezes seguidas com gays, porque não podem eles?</p>
<p>Só me irrita é este tal de Sócrates fazer deste tema pau de bandeira numa altura destas. Ele deve estar maluco.</p>
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