Os emigrantes portugueses continuam com os direitos civicos reduzidos

Portugal. Dia de eleiçoes na capital. O antigo presidente camarario, anterior ministro das obras publicas, na anterior campanha eleitoral disse ter oferecido umas consultorias ou isso (com dinheiro publico) aos membros de um outro partido para que este o apoiasse eleitoralmente. A vergonha passou, passou nos plumitivos blogosfericos, no resto dos opinativos, na tralha do seu partido - que ao nao o ter apeado imediatamente se ve agora apeada. Vai abaixo o escroque, ainda bem.Eleiçoes em Portugal. Ha anos um bloguista mui lido, constitucionalista encartado, rebaixava (tambem in-blog) intelectualmente os abstencionistas [vai sem elo, que aqui nao se ligam blogs com piadas anti-semitas, ainda para mais da lavra de representantes da Republica]. Prova mera de baixeza moral: hoje e dia de eleicoes na capital, aproveito para recordar. Estou aqui recenseado, estou aqui de passagem, poderia votar. Mas recuso-me a votar num regime em que tal constitucionalista e seus colegas (premiaveis, catedraticaveis, elogiaveis) se permitem definir quem sao os portugueses de primeira e os de segunda. Insisto, os emigrados nao podem votar nas eleicoes do parlamento europeu, nao podem votar nos referendos - sao menos portugueses do que os residentes. Sao de segunda.

Para me recensear onde vivo teria que prescindir dos meus direitos civicos. Mantenho-me recenseado, ha uma decada, em Lisboa. E abstenho-me, nao voto no regime desse(s) constitucionalista(s). Nao lhe reconheço primazia de cidadania.

E, confesso, tenho asco por quem tal lhe(s) reconhece. E com ele(s) vota.

5 comments ↓

#1 Anonymous on 07.16.07 at 0:43

Tirando o facto de preferir votar contra em vez de me abster, só posso assinar por baixo do asco.
Aquela música do votar é um dever cívico vai-se ouvindo cada vez menos e qualquer dia votar deixa de ser um direito.
Fiquei com a ideia de que vai vir borrasca depois de ver PS a colher louros da “vitória histórica” em Lisboa.
Espero que não seja esse o apoio de que Sócrates precisava para dar cabo do pouco que nos resta.

#2 Pinho, Joaquim Rebelo on 07.18.07 at 13:41

Viva,

Peço se possivel que faça referência ao meu blob “Mbango wa Pinho” em http://joaquimrpinho.blogspot.com/ nos seus links,

Cumprimentos,
Pinho, Joaquim Rebelo

#3 on 07.18.07 at 22:10

Boa tarde!
Antes de mais,parabéns pelo blog!
Ainda por cima com um tema ligado ao dia-a-dia da maioria de nós!

Convido-o agora a visitar também a acrescentar o meu link à vossa barra de links laterais:

http://aguia-de-ouro.blogspot.com/

Obrigado!

#4 Clavis on 07.22.07 at 16:42

Aqui, neste concreto, discordo… O voto é a última arma que a partidocracia reinante nos deixa… Em sociedades cada vez mais fieis ao poder económico e cada vez menos democráticas, so nos resta o voto…

mas compreendo… Quando o leque de partidos é este de Lisboa… E os independentes são o inefável e mui latoso (que lata em concorrer) carmona ou a pouco sólida roseta…

mas existe tb a alternativa do voto em Branco, do qual até acho que houve perto de 7 mil exemplos agora em Lisboa… Ou seja, mais do que os cinco candidatos menos votados! O que diz muito do tipo de voto de protesto que houve na capital!

#5 nelio on 09.08.08 at 12:27

Ola queridos emigrantes.
Venho vos presentiar com um blog sobre o nosso querido Fado.

http://www.blogfados.blogspot.com/

Para todos os que quiserem ouvir um bom Fado e matarem a Saudade da nossa tradição.

Saudades

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