Nos recantos mais liberal-fundamentalistas do meu país ressurgem os ditirambos contra a influência indutora do Estado na cultura. É conversa sazonal. E cansativa.
(Para os velhos marxistas-fundamentalistas a “propriedade privada” era o Satã da história, para estes do agora é o “Estado” o tal diabrete. Não era o mesmo Marx que dizia qualquer coisa como quando o drama histórico se repete é farsa, grotesco?).
Enfim, para os tais fundamentalistas vou ao cinema:
“In Italy for 30 years under the Borgias they had warfare, terror, murder, and bloodshed, but they produced Michelangelo, Leonardo da Vinci, and the Renaissance. In Switzerland they had brotherly love - they had 500 years of democracy and peace, and what did that produce? The cuckoo clock …” [Aqui]


3 comments ↓
O Terceiro Homem é um dos meus filmes de culto. Vi-o, no Xenon, há milhões de anos, numa noite em que fui ao cinema para espairecer as ideias e sem saber o que ia ver. Andei, depois, outra eternidade até conseguir uma versão em video. Hoje já o tenho em DVD. A perseguição nos esgotos de Viena é uma coisa alucinante. O único paralelo é, na banda desenhada, a perseguição a Olrik, à noite, nas docas de Londres, em A Marca Amarela do E.P. Jacobs
Machado
Publicado por: Machado da Graça às setembro 24, 2005 09:35 AM
bem sacada esta associação - tenho que ir ver o Marca Amarela, tenho o exemplar bem longe. E, já agora, aumentar a minha quase inexistente filmoteca
Publicado por: jpt às setembro 25, 2005 06:08 PM
[…] o pior é a suprema des-ilusão. Vivi décadas sob um mandamento para agora a Autoridade mo negar, destabilizando-me, […]
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