Mário David, deputado europeu, vice-presidente do Partido Popular Europeu

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[Mário David com a bandeira nacional, tal como se apresenta na sua página oficial]

 

Independentemente do que se pensa de Saramago, como escritor e/ou como cidadão, é interessante visitar a “página oficial de Mário David, deputado ao Parlamento Europeu, vice-presidente do Partido Popular Europeu” [entre aspas a forma como o sítio está apresentado], o qual desencadeou alguma polémica a propósito das recentes declarações do autor. Francamente não sei se a retórica e o grafismo muito institucional representam realmente uma página de cariz oficial dos deputados europeus. Mas a associação de ambos convoca essa ideia – há pelo menos uma vontade de a assumir.

Nesse caso será de referir que um deputado português (e vice-presidente de um partido europeu) propõe a pena de ostracismo (patrocina a sua adopção, ensaia a sua indução) de um cidadão português por este exercer a sua liberdade de culto, o seu direito à blasfémia (se assim se quiser entender). Não o faz numa mera página pessoal, mas numa página ou oficial ou de assumida vontade de oficialidade encenada. É grave. Recordo o que há anos aconteceu com uns comentários menos benquistos que um deputado da Assembleia da República fez no seu blog inscrito no sistema do parlamento. E as reacções desabonatórias que colheu tal modo de opinar num meio oficial.

Este indivíduo, Mário David, afirma ainda (num catastrófico português, que só o apouca e ao partido que o tem como vice-presidente): ” …povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter.”. Não compreendo, exactamente, o que quer dizer Mário David com o valor “povos” (e creio que também ele não o sabe, que é um mero deslize). Mas acho absolutamente inaceitável que um deputado português, ainda para mais num registo oficial (ou que o quer aparentar), se permita dividir os seus concidadãos em função da adesão a valores religiosos: os bons definidos pela sua comunhão. E, como óbvio corolário, os maus (os de mau carácter) como aqueles que não os partilham.

Não é uma brincadeira nem uma histeria ateia. É absolutamente inadmissível que um deputado eleito num partido democrático insulte, desqualifique, os seus concidadãos deste modo. E que os seus pares não se desculpem, não se demarquem, assobiem para o lado reduzindo este caso a um mero fait-divers. Ainda para mais, sublinho, quando se trata não de um mero amanuense mas sim de um vice-presidente do Partido Popular Europeu, com toda a certeza por escolha do PSD.

É um ultraje.

Adenda: Mário David escreve um “Para fechar sobre Saramago”. É mais uma vez interessante ler – para compreender que no seu relativo passo atrás, e por mais maiúsculas essencializadoras que utilize, o deputado não compreende os limites que cruzou: insultou os ateus e, se assim se entender, os agnósticos. E é incapaz de reconhecer – e repito – o direito à blasfémia. Para Mário David todos devemos respeitar a Bíblia. Ora, é exactamente o contrário. Todos podemos respeitar a Bíblia e o Corão (pessoalmente acho muito aconselhável, diga-se). Mas não há nenhuma obrigação, legal, política ou moral. O deputado manifestamente não compreende isso.

Insisto, não é concebível que alguém que desconhece as obrigações políticas do seu país possa ocupar lugares como aqueles que ocupa. É, sem dúvida, um ultraje à democracia.

jpt

15 comments ↓

#1 madalena on 10.22.09 at 19:11


Olá JPT! Também considero “um ultraje” e lamento que alguém que tanta honra nos traz com a distinção do Nobel seja alvo de atitudes persecutórias retrógradas. Não se trata de nenhum sentimento patriótico, como pode fazer crer aos mais incautos. «tá-se» bem em Bruxelas! Um abraço!

#2 candida on 10.22.09 at 22:40


concordo em tudo, xambinha.

#3 Vera Azevedo on 10.23.09 at 1:52


Ora bem…Se atentarmos nas lógicas que movem os cidadãos portugueses a insurgirem-se com comentários de uma actriz brasilheira e cruzarmos com a total ausência de lógica das considerações de Mário David , o resultado é Portugal no seu melhor.

#4 ABM on 10.23.09 at 2:02


Exmos

1. Acredito que a tentação do protagonismo um tanto populista religioseiro por parte deste senhor foi simplesmente fatal;
2. Pois que não seria credível ele limitar-se a dizer que achava a postura do JS vergonhosa e que ele não concordava com ela, ressalvando que em democracia e estado de direito, deveria ser celebrada a livre expressão de opinião. Isso já não sairia no Telejornal.
3. Ou então agora temos uma nova versão de liberdade de expressão: podes pensar o que quiseres logo que não a expresses e a guardes na gaveta. Preferencialmente num baú como o do Pessoa, para ser descoberto, devidamente editado e publicado 60 anos depois.
4. Vindo de quem vem, indica ainda alguma descoordenação – não, a balda – que reina nas hostes do PSD português.
5. Merecida, ou meretrizmente, JS parece estar-se a marimbar. Nesta fase do campeonato ele tem pouco que provar ao mundo.

#5 Jaime Alves on 10.23.09 at 17:34


Pelas suas declarações e pela pinta que exibe, este Sr. Mário David é um “engomadinho” mais, agarrado às bordas do tacho social-democrata, retrógrado e conservador até à medula como muitos outros “bons cristãos” da direita portuguesa. A destoar ficam os vincos da bandeira… que me parece que foi tirada do saco plástico directamente para o estúdio do fotógrafo.
“Tá-se good em Bruxelas”!!!

#6 PiresF on 10.23.09 at 18:09


Meu caro, até entendo que o Mário David se estendeu um pouco e devia ter evitado o tal deslize que pode ser entendido como diz: como divisão em “função da adesão a valores religiosos”. Mas isso não invalida o seu direito de responder ao Saramago, como não invalida que qualquer cidadão lhe responda no mesmo tom. É assim a democracia.

Saramago faz publicidade à sua escrita de forma preconceituosa, primária, demagógica e manipuladora, com uma desonestidade intelectual de bradar aos céus. Ele sim, faz parte de uma quadrilha de gente desonesta. Saramago é um ressabiado inquisitorial que utiliza como quer as simplificações e descontextualizações, ofendendo gratuitamente todos os crentes a troco de publicidade.

E, já agora:

A Bíblia não ensina a praticar o mal como diz Saramago, isso depende sempre dos seus praticantes e ele, para além de viver à conta do que quer destruir, é um mau praticante, porém, Saramago defende uma instituição humana que rejeita todas as formas de religião, os ateístas, responsáveis pela morte de mais de 100 milhões de pessoas entre 1917 e 1947. Estes sim, os mais sanguinários de sempre.

Saramago é um fundamentalista ateu, e todos os fundamentalismos são maus, porque intolerantes.

Abraço, JPT.

#7 ABM on 10.23.09 at 20:33


Sr Pires, Srs

Quano eu era miúdo e lia com redobrado prazer os livros de aventuras de Astérix e Obélix, sabia que Obélix (assim rezava a história) não precisava de beber a poção mágica para ter a super-força com que os audazes gauleses rotineiramente davam cabo das hostes romanas. Isto porque quando era pequenino tinha caído sem querer num pote com a poção mágica.

Sem estar dentro dos circunstancialismos (nem sei se ele alguma vez se explicou, e nem sei se tem que se explicr) eu acho que quando era menino Saramago deve ter caído na poção anti-católica e ficou assim.

Por um lado, é de facto irónico que o único homem de letras português que alguma vez foi galardoado com um prémio que estabelece uma credencial reconhecida a nível global, e que em princípio comunicaria de alguma forma valores portugueses com relevância para a humanidade (creio que não basta escrever bem ou dizer a ocasional coisinha interessante), protagonize, neste particular item, e de forma tão violenta e inequívoca, algo que é de certa forma tão descaracterizante do DNA dos portugueses, da sua cultura e em especial da sua secular história.

Relativizado, o que ele afirma é quase banal: ao se analisar o papel desta religião no caso português, penso que se se equilitar o que ela de bom trouxe juntamente com o de mau, é fácil constatar que o mau foi mesmo muito mau. Neste campo, 1-0 em favor de Saramago.

Mas há uma grande diferença entre ser-se ateu – ou seja, náo acreditar num “deus” e ou numa dada religião (a esmagadora maioria dos ateus são gente moral e cumpridora como os outros) e isto que se tem lido, que é apontar a pistola à cabeça da obra e hierarquia católica em Outubro de 2009 e disparar.

Creio que, muito mais do que eventualmente Saramago ser ateu, parte do segredo para a sua virulência é ideológica. Ele é, ainda, e apesar das evidências de um século XX recheado de uma hecatombe de violência, assasínio e sangue, comunista.

E o comunismo, especialmente na original vertente marxista-leninista que vigorou durante décadas também em substractos da sociedade portuguesa e que teve o seu expoente na União Soviética e China, um pouco como o fascismo e o nazismo, postulavam a criação de uma nova sociedade, dinamizada por um “novo” homem, em que aspectos da dialéctica entre a sociedade e o homem essencialmente eram transferidos para um papel preponderante do Estado. Este sujeito naturalmente aos ditames dos senhores membros do Comité Central do Partido.

Ora na Europa e nos Estados Unidos, que se constituiram militar e ideologicamente na única oposição credível ao contágio do comunismo de matriz soviética no mundo a partir dos anos 20 do século passado, as religiões, especialmente a Igreja Católica a partir do fim da II guerra mundial, foram elementos cruciais de contraditório e de disputa da supremacia moral e da sua visão do homen, que era extremamente crítica dos modelos de sociedades “revolucionárias” e de “novo homem” propagandeados pelos regimes comunistas. O momento chave ocorreu durante o papado de João Paulo II, especialmente nas pressões que ele exerceu na Polónia nos anos 80.

Ora há, para além desta visão concorrencial do papel do homem e da sociedade (e de “Deus”), outros aspectos em que a Igreja Católica Romana tem algumas semelhanças com os partidos comunistas, em termos funcionais: ambas são extremamente hierárquicas, extremamente focadas e dependentes no que o homem no topo acha e pensa, e ambas defendem aguerridamente uma visão do mundo e da sociedade.

Para um verdadeiro comunista, a Igreja, ainda que nestes aspectos semelhantes, é intolerante pois à partida defende valores diametralmente opostos aos do marxismo leninismo, quer na dimensão espiritual e da existência da divindade, quer na negação da validade (no essencial) do materialismo dialéctico que está na sua base. Adiciona-se que, circunstancialmente, e nalguns casos infelizmente, a Igreja compactuou ou permeneceu silenciosa quando os regimes de países onde tinha implantação perseguiram os comunistas. Imagino que essas memórias não se apagam facilmente.

Isto é o que eu penso mas não sei. Pode ser apenas que Saramago tenha desenvolvido sozinho essa fobia anti-católica ou que tenha levado uns tabefes a mais do padre lá do sítio de onde ele era no Ribatejo. Quando eu era miudo fartei-me de levar porrada do padre Arnaldo na Igreja de Sto António da Polana em Maputo e de facto tinha alguma dificuldade em conciliar aquela conversa toda de sermos bons e tolerantes uns para os outros com toda aquela rigidez de saias. Mas não me influenciou o intelecto.

Achei apenas uma curiosa, se falhada, forma de trazer as ovelhas ao Pastor.

#8 PiresF on 10.23.09 at 21:33


Caro ABM,

concordo na generalidade com o que diz, mas o que irrita nas palavras do Saramago são as constantes simplificações e descontextualizações em que é perito. Saramago e muitos outros erram, é na leitura que fazem da Bíblia, ou seja: a leitura de um texto, qualquer texto, deve sempre ser feita no contexto da sua cultura porque, esta é a única maneira de podermos compreender a mensagem, qualquer mensagem. O texto, qualquer texto, mas neste caso particular em que Jesus não escreveu nenhum livro e, o que temos, são interpretações, e interpretações de interpretações de parâmetros particularmente dilatados, necessita de ser interpretado no contexto da sua cultura, pois, uma vez que foi composto há muitos anos e foi transmitido de uma forma mais ou menos fixa, contém agora muita coisa que à primeira vista é obscura, irrelevante ou desconcertante. Isto significa que, os leitores têm tendência para abordar o texto com as pressuposições e preocupações do nosso tempo, e podem incorrer no erro de procurar adaptar o significado do texto de acordo com ele.
Ora, se ao comum dos mortais e por razões várias, é admissível que não o julgue assim e não reflicta sobre isso, a um Nobel é indesculpável e simplesmente ridículo, mais, numa sociedade ocidental moderna é, mais ou menos, axiomático que as crenças religiosas dos outros povos (embora, claro está, nem todos os comportamentos religiosamente motivados) devem ser toleradas e até, talvez, respeitadas. Na realidade, seria considerado como falta de educação e provincianismo referir as opiniões religiosas dos outros como falsas e as nossas como verdadeiras; para aqueles que foram inteiramente educados na cultura elitista da sociedade ocidental, a própria noção de verdade absoluta em matéria de religião soa como coisa do passado. É contudo uma noção que era central para o Islão tradicional, como o foi para o cristianismo tradicional; e nos séculos recentes sobreviveu melhor no Islão.

Abraço.

#9 ABM on 10.23.09 at 21:47


Sr Pires

Assino por baixo no que disse acima. Gostava apenas de salientar o que refere sobre a Bíblia, que eu já havia comentado em parte: é um documento extremamente denso e complexo de ler, de entender, de destilar dele quer o essencial, quer o acessório. Há aí versões adaptadas para formatos mais acessíveis aos menos entendidos (ainda a semana passada saiu um, vi na televisão a referência feita pela … mulher de Mário Soares). Há naturalmente uma dimensão social, cultural e presencial que suporta e fomenta a adesão e prática desta religião. Afinal, a Igreja Católica existe há mais que 1500 anos. O papel da Bíblia nessa longa presença não me parece que foi central, do ponto de vista dos seus mais humildes membros, que até há poucos anos nem sequer sabiam ler português, quanto mais latim. Eu que ainda não sou octagenário, lembro-me de ouvir missas inteiras em latim.

#10 jpt on 10.24.09 at 0:16


Ganda ABM! Parece-me um bocado pornográfico (até com laivos gais) esta minha mania de aqui vir elogiar os teus comentários. Afinal de tudo somos co-bloguistas. É, portanto, a última vez que publicamente louvarei essa tua verrina (reservo-me o direito de o fazer em privado via e-mail ou até, quando em bolandas, de viva voz).

Mas, para além disso, quero registar um ponto que focas, bem ao invés do que muitos vêm referindo pois focam o aspecto comercial (publicitário) das declarações de Saramago. Com efeito acho que acertas, não é uma questáo comercial, é mesmo ideológica. Para um comunista, e daquela geração, a Igreja Católica é um adversário fundamental: ideológico, político e pragmático. Mouche, meu caro. [diga-se que acho perfeitamente legítimo tê-la como adversário]

#11 jpt on 10.24.09 at 0:30


PiresF é sempre bom sabê-lo por cá [ABM o PiresF é um velho co-bloguista do ma-schamba]. Mas em relação ao que diz:
a) não contesto o direito ao Mário David de dizer o que pensa, e de zurzir no José Saramago. O que acho é que no seu avatar oficial não pode promover ou induzir penas de ostracismo. Muito mais do que isso, e muito trans-José Saramago, não lhe reconheço o direito – e friso que enquanto deputado e no seu papel oficial – de dividir os cidadãos em bons e maus segundo a sua religiosidade (V. concorda com isso, conforme explicita). Espalhou-se o homem?, como V. aventa? Que se retracte.
b) Nada do que eu disse implica concordar com o que Saramago referiu sobre a Bíblia. Honestamente acho que nem é particularmente iluminado nem é particularment novo – aliás, nem é particularmente exógeno à própria Bíblia. Abaixo noutro post sobre o assunto está uma citação (entre tantas outras que se poderiam escolher, aliás coloquei um enfático etc., etc.) do Steiner que resume isso.
Assim sendo para quê tanta azáfama, tanta indignação, mais ou menos histriónica? Tem muito a ver com a incapacidade de aceitar os discursos que afrontam o catolicismo e o cristianismo. Os quais são legítimos.

[acabo de ver Carreira das Neves vs Saramago na Sic, onde o padre professor invectivou Saramago e este se retractou, pesaroso, por ter chamado deus de "filho da p[uta]“. Peço desculpa, não sendo eu crente é uma paradoxo chamar uma entidade não-existente como “filho da puta” e como tal não apelido tal inexistência de tal condição. Mas tenho todo o direito de o fazer. Porquê recuar. Ofendi alguém? Azar o de outrém. Este é um ponto intransigível]

Depois há algo que nós discordamos. Isso da instituição ateísta que provocou o maior morticínio da história. Porque não conheço tal “instituição” ateísta. Há plurais formas de ser ateu, e inclusive não vinculam a opções políticas ou militares – na prática como acontece a outras formas de pensar ou sentir (como, neste caso último caso, as religiosas). E, mais do que tudo, porque uma coisa é ser Savonarola ou Torquemada outra coisa é ser Santa Teresa de Ávila. Pode-se ser cristão (ou seguir outra qualquer cosmologia) e dedicar-se à mortandade generalizada ou à benfeitoria generalizada. Diz este ateu, limpo de morticínios e de adesões a tais delírios

#12 PiresF on 10.25.09 at 1:44


Caro ABM estamos de acordo.

Abraço.

Caro JPT não sei se tem razão. Eu continuo convicto, mais ainda depois da conversa de amigos que o Mário Crespo promoveu, que o Saramago quer é publicidade. Sobre o resto estamos de acordo.

A “instituição” a que me refiro, é a que se convencionou chamar de Comunismo de Guerra e que teve o seu inicio com as tropas de choque da revolução de Outubro de 1917.

Abraço.

#13 jpt on 10.25.09 at 20:42


Bem, não podia discordar mais de si. Parecem-me completamente abusivos dois dos seus pontos:
1. reduzir os grandes massacres de XX ao comunismo. Depois reduzir os grandes ateísmos assassinos ao comunismo. O nazismo foi de uma extrema eficiència nas políticas eugénicas e de genocídio, etnocídio, “naciocídio”, “classocídio” e “grupocídio” – e tinha como extracção ideológica um ateísmo iconoolasta

2. mais ainda reduzir o ateísmo ao comunismo, não me parece ter o mínimo de consistência. Olhe, vale tanto como eu lhe dizer que o cristianismo tem como instituição a escravatura, a qual causou algumas dezenas de milhões de mortos (em mais tempo, é certo, que se viviam tempos de menor desenvolvimento industrial). Ou seja, é uma incorrecção …

#14 PiresF on 10.25.09 at 20:55


Não me expliquei bem na pressa de identificar o ramo ao qual Saramago está ligado.
É claro que não reduzo os massacres do Século XX ao comunismo, estes só fazem parte da mesma “instituição” de ateístas.

#15 Ainda Saramago. E Pulido Valente. E Lobo Antunes. Portugal. | ma-schamba on 10.27.09 at 1:13


[...] rede. É uma afirmação deliciosa, levando a matéria para onde ela realmente pertence. Tal como o nosso ABM lembrou nestas declarações do que se trata é de um conflito ideológico-político com a Igreja [...]

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