À saída de Portugal a nova legislação laboral
Nada como uma longa viagem de avião para ler detalhadamente os jornais (ofertados pela companhia aérea). Por isso pude deparar no “Público”, numa peça assinada por Raquel Martins (2 de Fevereiro de 2012) e dedicada à nova legislação laboral:
“No final do encontro, as confederações patronais voltaram a frisar que as questões mais importantes não são as laborais, mas o financiamento da economia“.
Lá no ar não deixei de me surpreender. Pois passei anos a ouvir e ler sobre a necessidade de uma nova lei que torneasse os problemas colocados pela massa de malandros e mandriões aburguesados que têm obstado ao desenvolvimento e à competitividade portuguesa. E afinal agora o assunto não é assim tão importante? Surpreso com o teor da notícia, e embalado pela suave trepidação da aeronave, recordei o jornal “i” da véspera (1 de Fevereiro de 2012) naquilo da falência do comendador Berardo, dos prejuízos gigantescos dos bancos (putativos financiadores de empresas), do milhão de milhões de euros emprestados por bancos para comprar bancos, os que emprestam, os que emprestam para serem comprados, os que são comprados. E dos administradores dos bancos que emprestam para comprar outros dos quais vão ser administradores e dos outros que emprestam para comprar os que são concorrentes. E de como o governo de então esteve tão metido naquilo tudo, por portas semi-esconsas e outras nem tanto, e até fazia girar os ditos administradores.
Depois, e sempre muito bem cuidado pela simpaticíssima tripulação da TAP, aterrei em Mavalane. Confesso que com algum alívio.
jpt





Isto é um circo JPT. E somos todos atores sem cachet.
desde que fora das jaulas …