A democracia é um estado de espírito (II)

Há alguns meses uma iniciativa do Partido Socialista, uma “campanha negra anti-democrática” a que se juntaram os outros partidos da “esquerda” parlamentar portuguesa, intentou reduzir os direitos eleitorais reais dos emigrantes portugueses. Então coleccionei as opiniões sob tal infame estratégia política. E insisti que a tal “esquerda”, ao mostrar-se efectiva adversária do sufrágio universal, se desnudava ao recusar a sua matriz histórica. Esta vertigem anti-democrática e anti-emigrantes é, note-se, constitutiva da “esquerda” portuguesa e do próprio sistema político (como, singelamente, o comprovam as envergonhadas mentiras aqui comentadas).

Agora o Presidente da República recusou, com argumentos logicamente irrefutáveis a iniciativa anti-democrática do governo e dos seus aliados. É uma derrota histórica. Do poder. E de todos os indignos teclistas (in-blog e out-blog) que se acotovelaram a defender a trapalhada de José Lello e seus sequazes: uns para defender alguma coisa, outros “sem ser por nada”. Gente miserável. Eticamente miserável.

Isto dá alento. Para opinar e não só.

Adenda: completamente certo o que Eduardo Pitta opina.

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