Ou seja, dentro de um quadro de valores locais quanto a expectativas sobre recursos e disponibilidades económicas e afectivas, as famílias ponderam e abortam preferencialmente as possibilidades de vida feminina.
Vamos defender? Vão as organizações pró-escolha ou as organizações femininas defender? Claro que não. Vão criticar. Devido aos critérios que subjazem a prática abortiva.
Então e os critérios próprios? Materialistas, psicologistas. Não são eles próprios criticáveis?
Não. Porque, como é óbvio, os nossos critérios são sempre os justos ou os inevitáveis. Só os alheios estão errados. Ou são evitáveis.

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