Paulo Gorjão é um bloguista informado, atento, culto. E que olha mesmo para fora do rectângulo pátrio, não apenas para alimentar as turras internas. Ali um bloguismo que não necessita de superlativos. Também por isso tudo, pois assim inibem-se espúrias polémicas, este seu breve texto espelha um Portugal que teima em não se compreender. E em sobreviver.
Vindo de quem vem surpreende. Mas o espelho luso obscurece. Muito
(Sobre questões como a levantada por PG é interessante acompanhar as flutuações. Muito previsíveis, e já referidas pelo Miguel, no Agora Com Destino)

6 comments ↓
«um Portugal que teima em não se compreender»
Caro JPT,
Explique melhor. Refere-se à insignificância de Portugal, ou onde é que quer chegar?
Um abraço,
Nunca eu pensei ou disse ser Portugal insignificante.
Outra coisa é pensar (e depois os textos montam-se, até ligeiramente, de várias formas) que Portugal deve ou tem de responder à influência chinesa (ou outra) nos Palop. Isto traduz uma concepção das relações de portugal com os países ex-colónias ou seja uma concepção (quantas vezes implícita, até impensada, mas não o creio no seu avisado caso) de Portugal.
Da crescente influência, das crescentes relações, entre a China e África e do que isso implica ou poderá implicar nas relações condicionadas “Ocidente” (Evitam-se acrónimos assim)/”África” muito haverá a dizer. Mas noutra perspectiva?
Então, afinal, qual foi o meu erro…?
“Erro”? Não vejo assim. Aliás, vejo um breve texto absolutamente mainstream no que toca às concepções portuguesas sobre Portugal e os Palop. É uma concepção. Nestes casos chamo-lhe ideológica no velho-marxista sentido. (o meu velho ma-schamba está cheio de textos sobre “lusofonia” a resmungar com isso, ainda que sobre temáticas algo diferenciadas)
“ameaça Chinesa” - ameaça a quem?
“como responder À crescente influência de Pequim” - porquê responder? qual(is) o(s) problema(s) que levanta? porquê Portugal a responder?
“nos Palop” - porquê nos Palop (confesso que é esta a minha pergunta preferida)?
repito, não vejo erro. vejo transpirar concepção de Portugal, de suas relações com as ex-colónias, destas mesmas. E, também, mas algo excêntrico a este meu ponto, da China
Respondo à sua pergunta preferida: nos PALOP pq é um dos três pilares sobre os quais assenta a política externa portuguesa.
E, já agora, pq os PALOP são abordados de forma homogénea.
Nada maos. Evidentemente, pode-se questionar se um dos pilares deveria ser os PALOP. Mas isso é já outro debate.
como há-de calcular não me chega. a ver se escrevo sobre este nosso desacordo, mas será coisa para mais tempo, não sei se o terei. cumprimentos, até breve
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