Campanha. As eleições estão próximas. Há alguma polémica sobre o perfil das missões internacionais de observação eleitoral (UE e Centro Carter). No fundo é uma polémica sobre o sentido da lei eleitoral: permite esta apenas o que está explícito? Ou tudo aquilo que não está proibido?

Acho um bocado exagerada a polémica, a levar a crispações desnecessárias. Não sou nada especialista mas acho que a lei eleitoral é boa. Os documentos que saem das mesas de voto são oficiais e soberanos. E todos os partidos têm acesso a um original desses editais. Isso chega. Para quê tanto alarido?

Isto a propósito de um refrescante jornal Notícias de hoje: nele se lê que Afonso Dhlakama afirmou no Cabo Delgado que não há espaço para quaisquer fraudes eleitorais, assim valorizando a lei.

Se os líderes em contenda desvalorizam o horizonte de “fraude” pouco espaço fica para essa arma de arremesso. E para o seu perigo.

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