“Ai, Tibete“, canta-se no bloguismo português – os tantos bloguistas portugueses que nada disseram quando o Presidente português Sampaio se foi curvar a Pequim (parece que agora tem grafia diferente) – então demonstrando como o líder estudantil de 61 se tornou num mísero PS com o passar das décadas. Esses tantos bloguistas portugueses (em particular os socialistas, sempre capazes das maiores tropelias teclísticas em que nada, salvo a um ou outro barbeiro, os faz corar) que tão nada disseram quando o seu governo foi lá proclamar a mão-de-obra barata em Portugal – ou se o disseram foi por bem outras razões mais patrioteiras. “Ai, Timor“, perdão, “Ai, Tibete“, cantam agora em orgasmos de teclas – as putas portuguesas estão no cais do sodré, no técnico, nas casas de alterne e isso. Nunca, “ai timor“, perdão, “ai tibete” nas teclas (isto baixa-te os links, ó jpt)
“Ai, tibete” não se canta no bloguismo moçambicano – muito anti-colonialista, vs. as imposições portuguesas do passado tal como contra as os tugas de hoje (a palhaçada da “reversão” de cahora-bassa é um mero exemplo semântico da ignorante tresleitura ideológica da história, coisa de trazer por casa), e as neo-coloniais de hoje, europeias, britânicas, americanas (ditas “breton woods” pelos mais marxistas). Nunca, sublinho, nunca ouvi um anti-colonialista moçambicano falar do Tibete, nem os velhos da frelimo de 60s (alguns até escrevem livros para elogiar a China, imagine-se), nem os de hoje da alter-globalização … As putas moçambicanas, dizem, estão na Bagamoyo (até comentadores execráveis o dizem). [isso baixa-te os links, ó jpt]
“Ai, timor“, perdão “ai, tibete!” – esta merda de pensar é só por modas? ou por períodos, daqueles sanguinolentes, femininos? ditos “luas” pelos pobres líricos …
Vou ali beber um whisky – acho que os jogos olímpicos foram escolhidos há uns anos, poucos resmungaram – nem os socialistas bem-pensantes tugas nem os seus críticos, nem os camaradas da frelimo nem os seus críticos - que os chineses passam cheques sem os pruridos contabilísticos dos europeus, não esqueçamos. Vou ali beber um whisky, e fumar uns cigarros.Na Bagamoyo, no Cais do Sodré. Entre gente séria (isso baixa-te os links, ó jpt). Entre gente.

7 comments ↓
Oh JPT, o massacre a que os chineses têm vindo a submeter o Tibete há quase 60 anos não é coisa de modas.
Se as há, não são lá da maschamba.
Embora o grito seja legítimo, parece-me desmesurada a amplitude do saco! Não?
Boa Páscoa Maschambeiro, e beba lá mais um whisky pelas mágoas deste Mundo, que vai caminhando tão triste.
Bjs
ó MP V. tem toda a razão do mundo, e talvez mais ainda em resmungar que alguma coisa chateie o Ecletico, que não é blog desses. Mas poderá concordar comigo (ainda que em surdina?) que não há paciência para os trampolineiros do bloguismo, sempre ufanos no postezito muito digno na coisinha da semana?
[...] ← Tibete, Peter Azul e Famous Grouse [...]
eu junto-me à tua resmunguice. mas, para mim, é um gin tónico, por favor.
Meu caro jtp, aqui do meio do Atlântico, te saúdo, pela clarividência que demonstras.
Tudo o que dizes é verdade e eu, subscrevo, só que, como não fumo, sem no entanto ser ortodoxo, é uma questão de saúde, faço um brinde, não com wiskie, mas com um bom tinto da minha terra, talvez um “Vila Santa”.
Que as mãos, nunca te doam!
[...] coisas da nossa freguesia, dos nossos representantes? Aí já não é preciso ser cidadão do mundo, utente da rede social, [...]
explica lá isso de fumar k ainda não pexebi.
kixes de xicu
latte
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