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	<title>Comentários em: O Outro Maschamba?</title>
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	<description>"...cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio..." (R. Nassar)</description>
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		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://ma-schamba.com/ma-schamba/o-outro-maschamba/comment-page-1/#comment-11041</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 18:36:42 +0000</pubDate>
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		<description>Grossomodo - o que é que o seu comentário tem a ver com o texto em que comenta? Para além de ser uma mera transcrição (pelos vistos) de um artigo publicado (é seu? está ufano de ter escrito num jornal?). E com o total inconveniente de aparecer aqui anónimo.

Já várias vezes aqui resmunguei e insultei estas palhaçadas tipo publicidade na caixa de correio que ninguém pediu.

Não fosse a AL ter-lhe respondido apagava-lhe o &quot;comentário&quot; que não o é. Assim sendo, e ainda que duvide que por aqui volte, pois deve andar a botar isto em ene sítios, deixe-me dizer-lhe que, grossomodo, o mando à merda mais aos seus panfletos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grossomodo &#8211; o que é que o seu comentário tem a ver com o texto em que comenta? Para além de ser uma mera transcrição (pelos vistos) de um artigo publicado (é seu? está ufano de ter escrito num jornal?). E com o total inconveniente de aparecer aqui anónimo.</p>
<p>Já várias vezes aqui resmunguei e insultei estas palhaçadas tipo publicidade na caixa de correio que ninguém pediu.</p>
<p>Não fosse a AL ter-lhe respondido apagava-lhe o &#8220;comentário&#8221; que não o é. Assim sendo, e ainda que duvide que por aqui volte, pois deve andar a botar isto em ene sítios, deixe-me dizer-lhe que, grossomodo, o mando à merda mais aos seus panfletos</p>
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		<title>Por: AL</title>
		<link>http://ma-schamba.com/ma-schamba/o-outro-maschamba/comment-page-1/#comment-11040</link>
		<dc:creator>AL</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 18:24:36 +0000</pubDate>
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		<description>E, grossomodo, uma transcricao de um artigo do jornal i publicado em diversos blogs, acho eu. A primeira ilusao sera talvez continuarmos a achar que vivemos num estado de direito. Sera que se lhe pode chamar assim quando instituicoes fundamentais como os tribunais nao funcionam; quando a magistratura que se quer independente se verga ao poder politico; quando o segredo de justica e quebrado com impunidade; com um parlamento em que metade dos deputados sao advogados que aprovam legislacao que podera favorecer os seus clientes privados e a outra metade esta la somente para votar acriticamente, quando lhe e dito que o faca... Talvez, seja um Outro estado de direito? Nao vivemos ja recatadamente com a derrota?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E, grossomodo, uma transcricao de um artigo do jornal i publicado em diversos blogs, acho eu. A primeira ilusao sera talvez continuarmos a achar que vivemos num estado de direito. Sera que se lhe pode chamar assim quando instituicoes fundamentais como os tribunais nao funcionam; quando a magistratura que se quer independente se verga ao poder politico; quando o segredo de justica e quebrado com impunidade; com um parlamento em que metade dos deputados sao advogados que aprovam legislacao que podera favorecer os seus clientes privados e a outra metade esta la somente para votar acriticamente, quando lhe e dito que o faca&#8230; Talvez, seja um Outro estado de direito? Nao vivemos ja recatadamente com a derrota?</p>
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		<title>Por: grossomodo</title>
		<link>http://ma-schamba.com/ma-schamba/o-outro-maschamba/comment-page-1/#comment-11036</link>
		<dc:creator>grossomodo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 15:45:47 +0000</pubDate>
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		<description>«Primeiro aceitamos que a investigação criminal vá assentando cada vez mais em escutas, e aparentemente quase só em escutas; depois toleramos que o seu conteúdo seja plantado na comunicação social; por fim discutimos o teor do que não deveria existir, sem que questionemos o modo com estamos colectivamente a deixar que se minem os alicerces do Estado de direito. Como se não bastasse, admitimos com normalidade que um titular de um órgão de soberania seja, em última análise, alvo de espionagem política durante uns meses. Para culminar, parece ter chegado o dia em que os deputados se juntarão para aprovar uma lei que obrigará de facto o suspeito de um crime a provar a sua inocência, em lugar de obrigar a acusação a provar a sua culpa. Pelo caminho deitámos fora princípios sacrossantos para uma vida em comum numa sociedade decente: o direito à privacidade e a importância das garantias consagradas no processo penal, designadamente a presunção de inocência. Agora toca a quem ocupa transitoriamente o cargo de primeiro-ministro, mas, se não somos intransigentes neste caso, haverá um dia em que poderá passar-se connosco. E nesse dia não teremos a lei do nosso lado, e já não haverá Estado de direito para nos defender.

A tudo isto se chama recuo civilizacional. Sabemos, na verdade, como começa, mas temo que saibamos também como vai acabar. Até certa fase podemos ir resistindo, com mais ou menos energia, mas chegará um momento em que teremos de viver recatadamente com a derrota.»</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Primeiro aceitamos que a investigação criminal vá assentando cada vez mais em escutas, e aparentemente quase só em escutas; depois toleramos que o seu conteúdo seja plantado na comunicação social; por fim discutimos o teor do que não deveria existir, sem que questionemos o modo com estamos colectivamente a deixar que se minem os alicerces do Estado de direito. Como se não bastasse, admitimos com normalidade que um titular de um órgão de soberania seja, em última análise, alvo de espionagem política durante uns meses. Para culminar, parece ter chegado o dia em que os deputados se juntarão para aprovar uma lei que obrigará de facto o suspeito de um crime a provar a sua inocência, em lugar de obrigar a acusação a provar a sua culpa. Pelo caminho deitámos fora princípios sacrossantos para uma vida em comum numa sociedade decente: o direito à privacidade e a importância das garantias consagradas no processo penal, designadamente a presunção de inocência. Agora toca a quem ocupa transitoriamente o cargo de primeiro-ministro, mas, se não somos intransigentes neste caso, haverá um dia em que poderá passar-se connosco. E nesse dia não teremos a lei do nosso lado, e já não haverá Estado de direito para nos defender.</p>
<p>A tudo isto se chama recuo civilizacional. Sabemos, na verdade, como começa, mas temo que saibamos também como vai acabar. Até certa fase podemos ir resistindo, com mais ou menos energia, mas chegará um momento em que teremos de viver recatadamente com a derrota.»</p>
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