Nos comentários desta entrada o secretário-geral da Associação de Escritores Moçambicanos deixou o “Um Branco Falhado dos Miolos“, seu texto que me é dedicado. Como a entrada em questão é de Abril de 2008 aqui registo o facto para que não passe despercebido. O texto em causa obrigou-me a um esclarecimento – pois envolve pessoa terceira – mas não me provoca comentários.
25 de Outubro de 2008 | Ma-Schamba

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No que respeita aos insultos pessoais dispensa mesmo de comentários. Mas no que respeita ao nível de um dirigente de uma associação cultural nacional não. Mas aí faltam-me as palavras.
Ao Jorge Oliveira, sendo ele o homem da AEMO, não lhe aponto o dedo por insultos como “fdp” e similares, pois eles ficam pequenos se bem colocados. Não entro nem mesmo qustionando o conteúdo da sua crónica, se pode ou não pode ter algum fundamento, pois o seu título já tira qualquer possibilidade de credibilidade ao que se possa vir a ler a seguir.
Ao intitular o que quer transmitir como “UM BRANCO falhado dos miolos”, já mostra que quem está escrevendo o que vem nas linhas a seguir não merece um minimo de credibilidade, independente se o número um da AEMO, ou se é o mais pobretão, culturalmente ou socialmente falando.
Não sei se é gordo ou magro, mas fica claro que não vale o quanto pesa.
Fiquei siderado, atordoado, com a leitura, a reacção e a linguagem do secretário geral da AEM.
Se o Papá Samora fosse vivo muito Filho da Puta que foge da sua terra, e vem para aqui pensar que veio descobrir África, não se atreveria a atravessar a fronteira e entrar em Moçambique, escreveu!
Pois bem, eu tive o privilégio de conhecer Samora Machel e integrar uma comitiva presidencial, por si dirigida, antes da Independência de Moçambique.
Recordo aqui e agora, o que Samora Machel escreveu sobre respeito mútuo e moral:
“ Nós não queremos liquidar a injustiça colonialista para criar em seu lugar uma injustiça moçambicana. Nós queremos uma justiça revolucionária, o respeito mútuo, uma moral revolucionária”.
Mais não escrevo porque não tomo partido por brancos ou pretos, portugueses ou moçambicanos. O problema aqui, situa-se ao nível da ética e esta não tem cor nem nacionalidade
porra! e chama ele aos outros de bêbados…!
já agora porque não sou hipócrita, como alguns, permitam-me um ÚLTIMO comentário:
1. Não retiro nem uma vírgula do que escrevi no Um branco falhado dos miolos.
2. Seja como for, tá de parabéns o mesmo Teixeira (creio ser ele o coordenador do ma-schamba) pelo excelente trabalho de divulgação literária e cultural que faz neste espaço. Gostaria de lhe sugerir que fizesse também uma contribuição no aparecimento de novos nomes na cultura moçambicana e duma forma geral na literatura. Mês passado sairam dois novos livros: José Carquete e Dinis Muhai. Temos novos escritores a nascer que precisam ser conhecidos porque trazem novas abordagens, novos estilos e uma renovação sempre necessária no mundo de ideias: Lucílio Manjate, Rogério Manjate, Manecas Cândido, Sangare Okapi, Andes Chivangue, Aurélio Furdela, Januário Mutaquia, Franclin Wilson – do Niassa.
3. Gostei bastante da palestra do Pacheco Pereira por ter contribuido de maneira clara e concreta para o aumento do gosto pela leitura e livros. Provou ser um intelectual de mão cheia. Ensinou coisas e transmitiu uma experiência sempre enriquecedora. Daí o termos convidado para a AEMO. Continuaremos a convidar outros escritores: brancos, pretos, amarelos, portugueses, chineses, franceses, etc etc etc – temos privilegiado o direito à diferença e, sobretudo, o direito a alguém criticar-nos, não gostar de nós e dos nossos ideiais. Mas não aceito mentiras, nem crítica barata, inútil e pouco construtiva para um debate sério e de opções.
4. Quanto ao resto, não vou andar aqui a perder tempo com meia dúzia de parvos, armados em intelectuais ou internautas ou coisa assim – tenho mais que fazer.
5. Quanto à citação de Samora feita por Agry White: Só comprova o que eu disse: Samora ultrapassava qualquer raça, nacionalidade ou preconceito. Não percebo por que razão, mesmo depois de morto, ainda há gente que vai aos arames quando, mesmo por alto, citamos o nome dele.
ESTAMOS JUNTOS!
“estamos”, vírgula sff
Espantoso: O Sr. Oliveira, depois de ter insultado o dono deste blogue exibindo para além da sua péssima educação o seu racismo, volta para para reafirmar os insultos ao anfitrião para passar de seguida, como o se fosse a coisa mais natural do mundo, a aproveitar o espaço do insultado para conversar sobre o trabalho da instituição a que, pela desonra desta, preside!
O Oliveira não é hipócrita mas prefere chamar aos outros de parvos. Diz que admira o Samora- eu também, ainda que considerando os erros que cometeu – mas parece que não aprendeu nada com o seu ídolo.
Se a AEMO, em seu nome pretende continuar a convidar escritores de outras nacionalidades, e faz agora ele questão de dizer que não fará diferenças de cores e nacionalidades, não adianta nada esta sua atitude hipócrita quando de dentro de si vem um título como criou para a sua crónica.
Ele e o Dhlakama podem dar as mãos com as suas lógicas aparentemente inversas e tão absurdamente nojentas. O Dhlakama ainda dizem que disse a brincar que se “parece com um europeu”. O Oliveira ainda reafirma que não retira nem uma palavra do que disse…e ponto final!
Gosto de comentários aqui; gosto de comentar alhures. Não fecho caixas de comentários, donde não fecharei esta. Agradeço os vossos comentários, muito francamente. Mas não gostaria que aqui se criasse um “muro de desagravo”. Ser-me-á ainda mais desconfortável. Quanto a agravos, que fazer …?
Foi-me chamada a atenção para estes mimos e, tentando embora respeitar a tua vontade de não fazer disto um muro de desagravos, creio que terei direito a um pouco de tempo de antena, já que sou linkado no post inicial.
Assim, parece-me em primeiro lugar que a personagem em causa sofrerá dessa patologia da moda, a que chamam bipolaridade. Será, talvez uma boa desculpa. Pelo menos, já safou gente da cadeira eléctrica.
Em segundo lugar, não temo muito que ela se zangue comigo, pois parece ser-lhe muito adequado um post que deixei em http://antropocoiso.blogspot.com/2007/11/reflexes-ociosas-1.html, suscitado por um caso que não tinha nada a ver com pessoas de ou em Moçambique.
Por fim, já que até tinha escrito isso, suponho que deveria ter sido o juízo suficiente para, em http://antropocoiso.blogspot.com/2008/03/e-o-james-joyce-ento-uma-seca.html, ter sido mais directo.
Ou então, talvez não. Afinal, quando aí estou é apenas de passagem e, no que toca a literatos, prefiro lê-los. Quando escrevem.
Por uma qualquer particularidade de formatação, os endereços dos links “engoliram” as vírgulas que se lhes seguiam no corpo do texto. São respectivamente
http://antropocoiso.blogspot.com/2007/11/reflexes-ociosas-1.html
e
http://antropocoiso.blogspot.com/2008/03/e-o-james-joyce-ento-uma-seca.html
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