“…a lances de catana e de machado desfaz a rama e a trama dos espaços virgens. Prepara um espaço para a nova lavra, esgotado o humus de uma lavra antiga. Alarga a circunferência de chão raso. Devolve o sol à terra e dá-lhe a mansa forma de um corpo fecundável e passivo. O tronco nu progride mata a dentro. Governa os braços firmes e velozes, confere exactidão ao gesto azado. E os fustes, gemem, fendidos pelo golpe. Martela, vigoroso, a rijeza maior de alguns dos paus, depois transforma em lenha as copas derrubadas…”
(Ruy Duarte de Carvalho, Como se o Mundo Não Tivesse Leste, Cotovia, p. 117 )

6 comments ↓
[...] Para os vizinhos também admiradores de Ruy Duarte de Carvalho (pelo menos tu, P… G.), já agora homem que por aqui viveu no início dos anos 70 e que agora poderia vir de visita (se as “redes da lusofonia cultural” se lembrassem), notícia de Prémio Literário, de homenagem, de ciclo de apresentação da obra cinematográfica e, mais do que tudo, de novo livro (e aqui um belo texto sobre um seu belo e velho livro). Tudo mais do que merecido – e entretanto lembro a inauguração do ma-schamba. [...]
Caro José Pimentel Teixeira,
Os meus parabéns e sê bem vindo ao clube dos “entas”. Entrei nele há quatro anos. A partir daqui é só mais ais mais ais mais ais, ao contrário do que pretende o célebre anúncio da galp sobre o euro2004.
A crise dos quarenta, dizem e eu venho-o constatando, perdura para além do ano zero da década. Mas também é verdade que se ganha uma outra paciência para a vida e uma falta de pachorra para a urgência. Agora nada é urgente, que se lixe a urgência…
Abraço
WR
Publicado por: WR às julho 2, 2004 07:36 PM
http://www.forumcomunitario.blogspot.com/
Parabéns.
Você esta semana enganou-me com o post fixo do alto da página. A precipitação deste mundo levou-me a pensar que não havia posts novos.
Quanto às memórias, vejo que há por ali muita coisa em comum, embora com 5 anos a mais da minha parte.
Ah, a equipa de Gales…
Um abraço
Publicado por: Manuel às julho 2, 2004 08:15 PM
http://gasolim.blogs.sapo.pt/
Pela primeira vez aporto por aqui, e feliz em fazer isso. O primeiro texto que li já me conquistou. Obviamente isso é um convite ao retorno. Muita paz.
Publicado por: Graças às julho 2, 2004 08:44 PM
http://cunha.mg.blog.uol.com.br/
“Como se o mundo não tivesse leste” é um poema escrito em forma de prosa.
Publicado por: lusof. às julho 2, 2004 11:09 PM
http://lusofolia.blogspot.com/
[...] Quatro anos. [...]
Leave a Comment