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	<title>Comentários em: George Steiner em Portugal e o seu &#8220;jardim imaginário&#8221;.</title>
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	<description>"...cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio..." (R. Nassar)</description>
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		<title>Por: jpt</title>
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		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 12:11:34 +0000</pubDate>
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		<description>O que levanta a grande questão: o &quot;fim da história&quot;, seja de origem cristão/marxista/liberal, tem hoje um avatar - essa ideia (peregrina?) do fim do conflito via a total harmonização das diferenças, a inter-absorção (esquecendo que absorvendo há sempre o polo ab-sorvedor, já agora), a omnitolerância. Esse é o mito discursivo de hoje, que imprime as dinâmicas daquilo a que erradamente (é uma &quot;sobrevivência&quot;, pese embora a poluição do termo) se chama &quot;esquerda&quot; na Europa e afins.

No fundo - e com a ligeireza de uma caixa de comentários - trata-se de uma grosseira desadequação filosófica, a da transformação de um &quot;meio&quot;, a tolerância, num &quot;fim&quot;, a tolerância.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que levanta a grande questão: o &#8220;fim da história&#8221;, seja de origem cristão/marxista/liberal, tem hoje um avatar &#8211; essa ideia (peregrina?) do fim do conflito via a total harmonização das diferenças, a inter-absorção (esquecendo que absorvendo há sempre o polo ab-sorvedor, já agora), a omnitolerância. Esse é o mito discursivo de hoje, que imprime as dinâmicas daquilo a que erradamente (é uma &#8220;sobrevivência&#8221;, pese embora a poluição do termo) se chama &#8220;esquerda&#8221; na Europa e afins.</p>
<p>No fundo &#8211; e com a ligeireza de uma caixa de comentários &#8211; trata-se de uma grosseira desadequação filosófica, a da transformação de um &#8220;meio&#8221;, a tolerância, num &#8220;fim&#8221;, a tolerância.</p>
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		<title>Por: ABM</title>
		<link>http://ma-schamba.com/literatura/george-steiner/george-steiner-em-portugal-e-o-seu-jardim-imaginario/comment-page-1/#comment-11448</link>
		<dc:creator>ABM</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 11:54:27 +0000</pubDate>
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		<description>Para que conste: vi a totalidade dos dois vídeos. Este belogue está-se a tornar num seminário sem certificado. 

Para mim a parte mais perturbadora da longa entrevista (com um entrevistador estilo &quot;lambe botas&quot;) é o tom sobrio dele no que concerne o futuro da Europa - nomeadamente a &quot;Europa dos minaretes&quot;, como o JPT alude indirectamente com a excepção recente da Suíça. Ele profetiza que a minoria islâmica não é culturalmente absorvível e que portanto o relacionamento entre islâmicos e não islâmicos permanecerá um desafio. Mais sombrio ainda foi no que concerne à incapacidade da Europa de jogar um papel decisivo na resolução de conflitos, dando como exemplo o desenrolar do conflito no Kosovo, em que acabaram por ser os EUA a ir lá dentro tentar impor alguma ordem. No lado positivo, assinalou o vago, ténue despertar de novas agendas e de pequenos grupos que poderão, a prazo, crescer para novos movimentos de massas (ecologia, direitos humanos, apoio social).

Sorte dele que, com 80 anos de idade, já não vai ter que ver o resto do filme, que não promete. Mesmo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para que conste: vi a totalidade dos dois vídeos. Este belogue está-se a tornar num seminário sem certificado. </p>
<p>Para mim a parte mais perturbadora da longa entrevista (com um entrevistador estilo &#8220;lambe botas&#8221;) é o tom sobrio dele no que concerne o futuro da Europa &#8211; nomeadamente a &#8220;Europa dos minaretes&#8221;, como o JPT alude indirectamente com a excepção recente da Suíça. Ele profetiza que a minoria islâmica não é culturalmente absorvível e que portanto o relacionamento entre islâmicos e não islâmicos permanecerá um desafio. Mais sombrio ainda foi no que concerne à incapacidade da Europa de jogar um papel decisivo na resolução de conflitos, dando como exemplo o desenrolar do conflito no Kosovo, em que acabaram por ser os EUA a ir lá dentro tentar impor alguma ordem. No lado positivo, assinalou o vago, ténue despertar de novas agendas e de pequenos grupos que poderão, a prazo, crescer para novos movimentos de massas (ecologia, direitos humanos, apoio social).</p>
<p>Sorte dele que, com 80 anos de idade, já não vai ter que ver o resto do filme, que não promete. Mesmo.</p>
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		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://ma-schamba.com/literatura/george-steiner/george-steiner-em-portugal-e-o-seu-jardim-imaginario/comment-page-1/#comment-11445</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 10:34:51 +0000</pubDate>
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		<description>Pois, e é esse o objectivo do livro. Mas, como é óbvio, como poderemos entender o sentido, a velocidade (e a intensidade) se construímos mal o ponto de partida?
[se atentares as citações provém das páginas iniciais do livro]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, e é esse o objectivo do livro. Mas, como é óbvio, como poderemos entender o sentido, a velocidade (e a intensidade) se construímos mal o ponto de partida?<br />
[se atentares as citações provém das páginas iniciais do livro]</p>
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