O ensaio inicial, “Uma Arte de Sobrevivência”, dedicado ao que será ser português parece-me um regresso ao culturalismo (e que me parece articular com os seguintes “Uma Tragédia Portuguesa, com certeza” e “Tabucchi, como nós”, assim associando o “desassossego” às outras componentes do tal “ser português”, entre as quais se recupera Teixeira de Pascoaes). Não vai daqui crítica, é um tom característico do “ensaísmo” português, em particular quando fala de Portugal (e com esta afirmação estou também eu pisando o culturalismo).O “ensaio” quase sempre me confunde, por mais interessante que seja, como este livro (heurístico é uma palavra exo-bloguistica). Por um planar assumido, descontrolado. Às vezes espanta, mesmo que ensaio. E ilegitima o discurso. Assim (ainda que sabendo que a citação pode truncar os argumentos, e que mais vale ler o todo):

Em certo sentido, somos uma ilha inventada por nós: nos últimos quatro séculos, sempre nos relacionámos com os outros quando eles vinham ter connosco e não porque os procurassemos.”(20)

Li uma história diferente.

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