O Apóstolo da Desgraça

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Um regresso a este Apóstolo da Desgraça (D. Quixote, 1999), de Nelson Saúte. Pela prosa, sim. Mas também utilitário. Que em tempos que correm acontece necessidade de recuperar a figura do “intelectual”, gente a pensar cosmopolita, maneira fina de dizer “pensar”. Na prosa da ficção, na poesia da ficção. Gente que sabe estar o passado no futuro. Sem auto-paternalismos, falsos(?) encerramentos. Acantonamentos.

Tenho trinta anos e passei a vida sem atender aos mitos que fundam a minha família. Agora sinto que tenho que aprender a ser.” (20) “… na nossa tradição, ou nos traços do que dela sobra …” (35) “Vocês que estudaram lá nas europas têm umas vidas sofisticadas. Nós não saímos deste canto nosso onde nos guardamos dentro da nossa inexistência. Ser ninguém não é vergonhoso. Não pedimos. Apenas inexistimos. Somos sombras em pessoas. Passeámos nas ruas com almas emprestadas. Não te encostes muito aqui aos velhos. Vai viver a tua vida” (56).


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2 Comments

  1. [...] of Disgrace, a tongue-in-cheek name for those who never tire of denouncing the state of things and a reference to contemporary Mozambican literature). He has become one of the most influential online personalities in Mozambique, using the platform [...]

  2. [...] Apostolin'ny henatra, anaram-petaka fananihany omena ireo tsy leo milaza  ny zava-misy ary ilazàna ny literatiora Mozambikana amin'izao vanim-potoana izao). Izy no lasa iray amin'ireo olona be mpanaraka indrindra anaty aterineto ao Mozambika, [...]

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