Hoje
aromas chamanculos
politizam os fogões
da polana
(”Primeiro aniversário”, 1977)
Eh, todos aí
vamos deslobolar este país
(”Discurso Novo da Mulher”, 1978)
Cumprem regulosamente
a espia sobre as nossas aspirações
e chamam analfabetos
aos nossos gostos e opiniões
São redondamente regulosos
os régulos
do carimbo
(1978)
(Ao Miguéis [Lopes Junior?])
Os semi-utópicos que trazemos no peito
aqui no lado esquerdo do trump-trump da vida
e dos vulcões
Este arsenal de guerra parado
à espera
nos discursos da nossa vontade
apenas semidita
Mas olha
não dura muito o lobolo do compromisso
nas verdades intuídas pela paixão.
Eh! escravos do slogan,
respeito.
Há sangue nosso na estrada
(1977)
[Carlos Cardoso, Directo ao Assunto]

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