Aqui fica a memória. Ilustrada por um pequeno livro, que acarinho, em que se recolhem algumas das suas crónicas de jornal, casadas com as contemporâneas de Rui Knopfli, um “verso e anverso” desses irmãos de letras inventado pelo António Sopa: “Contacto e outras Crónicas” + “A Seca e outros textos“.
No final dos anos 40 o então jovem Zé Craveirinha escrevia, com um tom muito da época, coisas de sempre:
“O movimento que se deseja efectuar-se-á …quando o homem de cor intelectualmente preparado não desdenhar acintosamente o influxo de correntes culturais de origem africana, num sonambulismo ignaro que se vem prolongando demasiado. … Trata-se muito simplesmente de não abdicar de uma cultura indígena, nem renegar uma corrente europeia, quando de tal enxerto pode surgir uma beneficiação integral…” (8-9)



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