“Cardoso era um defensor da fronteira que nos separa do crime, dos negócios sujos, dos que vendem a pátria e a consciência. (…) O sentimento que nos fica é o de estarmos a ser cercados pela selvajaria, pela ausência de escrúpulos dos que enriquecem à custa de tudo e de todos. Dos que acumulam fortunas à custa da droga, do roubo, do branqueamento de dinheiro e do tráfico de armas. E o fazem, tantas vezes, sob o olhar passivo de quem devia garantir a ordem e punir a barbárie.”
(Mensagem na cerimónia fúnebre de Carlos Cardoso, Maputo, Novembro de 2000)



4 comments ↓
É certo que no mundo lusófono não são muitos os casos de morte física como aconteceu ao Carlos. Mas há, igualmente, muitos assassinatos. O crime contra os Jornalistas é agora muito mais refinado. Não se dão tiros, marginaliza-se. Não se dão tiros, rescinde-se. Não se dão tiros, amordaça-se.
Mas, também nesta matéria, a luta continua. Tem de continuar.
Um crime terrível! Concordo.
Para não me acusar de não dialogar, adicionei o seu blogue.
Cumprimentos CyberFilosóficos
Valeu a pena?
Miguel, vale a pena viver?
Orlando Castro tem razao, o controle da imprensa tem multiplos vectores. Mas nao concordo com essa do “muitos assassinatos”. A morte fisica ultrapassa em muito os outros silenciamentos - nao banalizemos o mal, por favor.
JFSS - eh fora de contexto, mas deixe-me que lhe diga, V. nao percebe muita coisa: quero acreditar que seja da jovem idade. De qualquer modo obrigado pela ligacao - eu faco reciprocidade nestas coisas, hei-de retribuir
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