Ja saiu em Portugal (Caminho) o ultimo livro de Joao Paulo Borges Coelho, “Campo de Transito” (para quando ca?). Registo diferente nos anteriores caminhos do escritor, desterritorializado, como se sublinhando o absurdo que nos traz. E com gente personagem espessa dos vazios que a habitam. A ler sobre aqui ou sobre alhures, sem respostas. E sem bonitos.
“J. Mungau?”
“Sim, sou eu”, responde.
“Está detido!”
Só a um deles –o que falou – parece conhecer vagamente, dos bares ou porque tem uma figura fora do comum. Aos outros dois nunca viu.
Fica a olhar para eles, desperto agora por inteiro, e eles para ele. Deram-lhe o tempo de acordar, dão-lhe agora o tempo de absorver a noticia.
“Por ordem de quem?”
“Va, vai vestir-te se nao queres acompanhar-nos nesse estado” (…) (10)
“De que sera que me acusam?” (passim)


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