Este número vale ainda pela entrevista dessassombrada de Ana Magaia, a decana (é ela que o reclama, corajosa!) das actrizes moçambicanas: o teatro está “moribundo”, diz, exigindo uma escola de teatro. E não se safam os escritores. Ana Magaia no seu muito melhor.
E boa ideia, uma introdução à literatura oral, e ainda mais com a entrevista a Zacarias Mawai, o contador [boa notícia, a Promédia vai-lhe lançar um livro bilingue].
E ainda uma reportagem sobre as condições existentes para a actividade cultural em Maputo: “Todos os caminhos vão dar ao Franco” (Centro Cultural Franco-Moçambicano). Salientando a sua importância crucial nesta cidade e alertando para o facto de ser um polo para a internacionalização de artistas moçambicanos, nas artes plásticas e música, pelo apoio às suas apresentações no estrangeiro. Chama-se a isso cooperação cultural! [para bom entendedor…]
Pena é que não haja uma maior pormenorização dessas acções, o repórter tem que estar lá para isso.
Ponto final: não percebo como há tanto patrocínio para tanta coisa e não há publicidade que se chegue à Proler, que ainda são uns milhares de revistas a circular. Mas enfim, disso também nada percebo.

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