Abaixo referi o destrutivo temporal na Ilha de Moçambique. Aí mesmo o visitante i.s.g. - o qual me avisa de que “nos conhecemos de modo irrelevante“, assim esbroando ego alheio - deixou comentário que subo a post.
Alguém despedaçou a tua carne
de novo
e não foram homens antigos de cruz ao peito
nem aqueles de máquinas fotográficas
nem os outros
(quaisquer que eles sejam).
Minha Ilha.
Foi um vento grande
um demónio (dizem os mais velhos)
o céu líquido precipitado no teu corpo
(como já estava ferido o teu corpo!)
e foi um mundo de nuvens
a colorir o teu azul
tanto que doeu demais.Mas
após o espanto
das tuas pedras
das velas
do macúti
das gentes
e desse mar de brilho
vai renascer um sorriso doce.
Vais continuar a ser um pedaço de chão
e alma
a navegar.
Mesmo em sangue
vais acordar sempre para o sol.
Eu sei.
És a minha Ilha
mesmo de corpo assim
rasgado.

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