
[Maio de 2008]
Uma inovação urbanística na Ilha: a nave dos loucos. Auto-construção fronteira ao cemitério, ponta da Ilha. A imediata sensibilidade impressiona-se face às condições de vida (veja-se o tamanho das casas) dos “loucos” – não tive oportunidade de indagar se não se trata da tradicional exclusão dos “outros”, mera marginalização dos “vagabundos” a-sociados. A sensibilidade segunda sorri com a permissão de construção aos marginalizados mesmo junto à entrada da cidade (que se quer turística). Magnifíca, ainda que não estética, concepção de inclusão – e digo-o sem ironia. Ainda que solidário com a miséria visível. Pois muito antes assim do que a escondê-los.


2 comments ↓
“Pois muito antes assim do que a escondê-los.”
Perfeitamente de acordo.
Mas,…e os “milhões” no âmbito de diversos programas, e apoios ao longo dos anos…
São (muitissimo) mais as vozes que as nozes … [e, já agora, onde é que não há "homeless" como se diz agora, vagabundos como antes se dizia?]
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