Destruições na Ilha de Moçambique

Tempestade muito violenta na Ilha – que  tendo amainado um pouco ainda não terminou. Chegam-me, por via daqueles que ainda têm carga nos telemóveis, relatos – avultadas destruições nos bairros de macuti e também na pedra-e-cal. Barcos de pesca afundados, casas destruídas, árvores derrubadas e, fundamentalmente, muitas casas sem telhados. A Ilha sem electricidade e, muito provavelmente (ainda não mo confirmaram), sem água. “A Ilha a sofrer”, dizem-me do Lumbo, também basto batido.

Amigos com prejuízos, ainda que felizmente sem notícias de desastres pessoais. Amigos e colaboradores olhando as casas descobertas, esses tectos de zinco que tanto investimento familiar implicam. Coisa que parecerá pouco na grande escala económica, mas que tanto implica nos parcos orçamentos familiares. Que fazer? A mobilizar ajuda.


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3 Responses to “Destruições na Ilha de Moçambique”

  1. carmo mota diz:

    Segundo a minha irmã, que lá vive, houve muitas árvores que não resistiram à força dos ventos e parte do muro da contra costa, (em fase de reabilitação) foi destruído. Muitas casas perderam os tectos de zinco. Ainda não há energia. Felizmente só danos materiais.

  2. i. s. g. diz:

    Alguém despedaçou a tua carne
    de novo
    e não foram homens antigos de cruz ao peito
    nem aqueles de máquinas fotográficas
    nem os outros
    (quaisquer que eles sejam).
    Minha Ilha.
    Foi um vento grande
    um demónio (dizem os mais velhos)
    o céu líquido precipitado no teu corpo
    (como já estava ferido o teu corpo!)
    e foi um mundo de nuvens
    a colorir o teu azul
    tanto que doeu demais.

    Mas
    após o espanto
    das tuas pedras
    das velas
    do macúti
    das gentes
    e desse mar de brilho
    vai renascer um sorriso doce.
    Vais continuar a ser um pedaço de chão
    e alma
    a navegar.
    Mesmo em sangue
    vais acordar sempre para o sol.

    Eu sei.
    És a minha Ilha
    mesmo de corpo assim
    rasgado.

  3. [...] referi o destrutivo temporal na Ilha de Moçambique. Aí mesmo o visitante i.s.g. – o qual me avisa de que “nos conhecemos de modo [...]

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