A saga, um bocado mísera diga-se, da pirataria “arqueológica” dos Arqueonautas, vendedores de restos cargas naufragadas e aboletados na Ilha de Moçambique, vai continuando. Agora, tentando lavar a cara (“face-lifting”) avançaram para a apresentação museológica dos salvados (dos restos, melhor dizendo). De imediato localmente denominado como o “Museu do Caco”. Honra ao ministro ali presente, Aires Aly, que nem quis aceitar a sua inauguração.Para quando uma verdadeira (e turística) exploração arqueológica?
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Gostaria de poder defender o projecto que concebi e que me esforcei muito para que pudesse ser uma mais valia para o Museu da Ilha.
O Ministro AIRES ALI elogiou o projecto que levou a Direcção Nacional de Museus a convidar-me para regressar a Moçambique fazer uma expansão do Museu de Marinha, com novas exposições, a partir de novos apoios mecenáticos e com novos conteúdos.
Estarei disponível para responder a todas as perguntas que me quiserem dirigir.
Leonor Veiga (Designer)
noor.veiga@gmail.com
Comentário by leonor — 04/09/2007 @ 0:44
Agradeço o seu comentário. Duas ressalvas sobre a secção do museu a que presumo se estar a referir: um, chegado nos dias subsequentes à propalada “inauguração”, de imediato me foi referido por fontes mais do que bem informadas do mal estar das próprias autoridades face ao conteúdo do que ali foi apresentado; 2. como é óbvio isso não se prende com o trabalho que me parece ser referido no seu comentário – a apresentação museológica das peças.
Com efeito o que me parece estar em causa é o conteúdo das peças que foram apresentadas (já agora, parte delas de imediato retiradas, na minha visita menos de uma semana depois já várias delas retiradas). E, como fulcro disto tudo, o conteúdo da acção dos Arqueonautas aqui – a cuja continuo sem perceber a quem interessa, dado que nem verdadeiramente lucrativo se afigura.
Deste modo parece-me que a sua vontade (condicional?) de defender o projecto em que está envolvida poderá ser realizada exactamente nesse campo, a da reflexão sobre o conteúdo do que é apresentado, e do saldo cognitivo entre o que sai debaixo de água e o que (e como) é partilhado com o público, bem como dos dividendos económicos, sociais e intelectuais que tal iniciativa arqueonáutica vem trazendo à ilha e ao país.
Cumprimentos
Comentário by JPT — 08/09/2007 @ 13:55
[...] propósito de uma breve entrada dedicada ao Museu da Ilha de Moçambique e à actividade dos Arqueonautas há troca de comentários, talvez interessante para os interessados na [...]
Pingback by | ma-schamba — 18/07/2008 @ 9:22