Pintando a Ilha

[sobre este assunto ler a saudável reacção da MCel]

Ha meses aqui deixei dois longos textos sobre a Ilha de Mocambique. Acusaveis de “perfeccionismo” (como me chegou por e-mail) e, decerto, muito criticaveis por outros defeitos. Neles lembro-me de referir que muitos dos actuais problemas da Ilha se deviam nao a falta de recursos financeiros ou a maquiavelicas causas mas muito a “insensibilidade” - inclusive da MCel, instaladora de uma enorme antena no centro historico, disparate que noutros sitios seria imediatamente apeado - e a “falta de recursos sociologicos” internos para pensar e fazer a Ilha o enorme recurso desenvolvimentista que, obviamente, e.

Agora mao amiga faz-me chegar uma enorme coleccao de fotografias recentissimas, da qual coloco uma parte diminuta. A Ilha palco da luta entre as telefonicas mocambicanas - A Ilha Patrimonio Cultural Mundial, a Ilha com Municipio, a Ilha com organismos do Ministerio da tutela ali actuando. Afinal a Ilha Mcelizada …

Falta de sensibilidade, falta de recursos intelectuais. Isto em 2007. Absolutamente de fazer baixar os bracos …

51 comments ↓

#1 Francisco Valente on 06.14.07 at 15:10

inacreditável…

#2 gotaelbr on 06.14.07 at 16:28

JPT,

Já estou a fazer eco INDIGNADO aqui - http://foreverpemba.blogspot.com/.

Jaime

#3 Anonymous on 06.14.07 at 16:39

Indecente. Alguem pode fazer alguma coisa? Ministerio da Cultura, Amigos da ilha?

Fatima

#4 Carla on 06.14.07 at 17:23

e assim se mostra que quem manda é o patrão, com a conivência das mesmas autoridades que há menos de um ano queriam impedir a realização do festival patrocinado pelo mesmo… E será que a UNESCO considerará património cultural um local que mostra como verdadeira identidade a submissão aos interesses económico-publicitarios de uma empresa/marca???!!!

#5 Toix on 06.14.07 at 17:34

Roubei uma foto para ajudar a espalhar a notícia, mas a minha vontade era espalhar umas bombas…

#6 Anonymous on 06.14.07 at 18:32

Por este andar, em breve veremos as restantes paredes pintadas de azul, com letreiros Vodacom.

É urgente que façamos alguma coisa, não só para travar este estado de coisas mas também para reparar o atentado ao património de todos nós e do mundo que isto já constitui.

Por mim, manifesto a minha indignação e faço mesmo aqui um apelo a quem de direito para que aja imediatamente.

Como só posso imaginar que tal crime tenha acontecido sem conhecimento, ou pelo menos sem o consentimento, do PCA da MCEL, por quem tenho a maior estima e consideração, é a ele que me dirijo em primeiro lugar, pedindo a sua intervenção e que pelo menos tente minorar os danos, alguns dos quais talvez já irreparáveis.

Às estruturas municipais e de defesa e valorização do património cultural peço que aprendam mais esta lição e tomem medidas urgentes no sentido de sensibilizar, educar e instruir os seus funcionários para protegerem o que é de todos nós, cumprindo o que é sua obrigação.

Quanto a todos nós a quem esta situação indigna, façamos toda a pressão necessária para que se exijam as devidas responsabilidades. Usemos para isso os blogues, as nossas faculdades e escolas, os nossos jornais e canais radiofónicos e televisivos, tudo o que estiver ao nosso alcance.

Imagino quanto estarão a sofrer neste momento Gouvêa Lemos, Rui Knofli, José Craveirinha e tantos, tantos apaixonados justa e sabiamente rendidos à beleza e riqueza cultural e histórica da nossa ilha!

De quanto capital estamos a privar os nossos filhos, os nossos netos, os filhos dos nossos netos! Que direito temos nós de o fazer????

Pobre Ilha de Moçambique, pobre Muipiti!

Fátima Ribeiro

#7 Anonymous on 06.14.07 at 19:04

Falta de recursos em Moçambique para proteger o património cultural? Não poderia a MCEL ter mandado caiar todas as casas da ilha, nas cores típicas desta, e ali fazer dessa “responsabilidade social” mais responsável sua imagem de marca?

Se calhar vou aqui dizer grande asneira, mas arrisco-me a aventar que talvez não saísse muito mais caro, e os habitantes ficassem para sempre muito mais agradecidos, reconhecidos e conquistados.

Fátima Ribeiro

#8 João Gomes da Silva on 06.14.07 at 21:30

Faço minhas todas as palavras de todos os que aqui exprimiram a sua indignação e desconsolo. Quanta incultura, quanta ganância pelo lucro fácil, quanto desrespeito pelos moçambicanos e pela humanidade em geral… Faz-me lembrar os MaccDonnalds e KFC que vi abrirem bem diante do Panteão no Quartier Latin em Paris. Será esta mais uma das faces obscuras da globalização?

#9 Anonymous on 06.15.07 at 2:38

http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=6&idRec=2179

… nem de propósito.

#10 Anonymous on 06.15.07 at 9:26

Criminosos!!!!!!

#11 Anonymous on 06.15.07 at 9:29

…há demasiados “pseudo-intelectuais” a ocupar cargos que se calhar não são de suas competências..isto é só uma das consequencias!!É uma pena…..e é de pavão!

#12 francnoa on 06.15.07 at 9:35

Não me admira mais este acto de vandalismo mercantilista da Mcel. Em outras ocasiões já me tinha referido a isso: ele foi o Fama Show, ele é as capas dos livros patrocinados e com a marca arrogante e destoante nas capas, enfim… Trata-se de um verdadeiro culturocídio que a nossa precariedade vai acomodando.Obscenamente.
Francisco Noa

#13 JPT on 06.15.07 at 13:26

Agradeço aos Forever Pemba e Lusofolia os ecos. Bem como os comentários que todos aqui deixaram.

Quanto a este caso duas linhas: por um lado acredito que esta campanha de pintura da Ilha de Moçambique se deve à falta de sensibilidade (”cultural”, costuma-se dizer num sentido muito próprio de “cultura”) dos responsáveis locais da MCel, na vertigem publicitaária em que a empresa vive (responsáveis a nível provincial, provavelmente; ou delegados aos distritos - confesso que nao faço a mínima ideia de como funciona essa estrutura de imagem da telefónica). [Nesse sentido concordo com a Fátima Ribeiro - e também acho que a empresa poderia ser mobilizada para um outro tipo de publicidade na Ilha, chame-se-lhe de “prestígio” se se quiser - e aqui sente-se a falta de quem tal proponha, seja ao nível da Ilha seja ao nível da própria empresa de publicidade que os publicita - que deve estar em mera velocidade de cruzeiro com esta conta]

Falo de uma insensibilidade muito associada à dos responsáveis municipais - como sabeis sou estrangeiro e eximo-me a criticar as forças políticas moçambicanas, considero-me um mero hóspede (e “quem está mal muda-se”). Mas, caramba, não será um crime lesa-magestade reconhecer que o património intelectual (no sentido de mundividência) do poder político na Ilha é bastante pobre. Quero acreditar que é possível trabalhar com ele, colaborar. Mas ele está pouco informado, e é uma pena. Acredito também que não seria difícil aos partidos mais importantes alocar quadros mais preparados para conduzirem os assuntos partidários e a administração nesta pequena cidade.

Uma outra linha, que o francisco noa avança, é a do canibalismo publicitário, histriónico das telefónicas (e não só). Histrionismo sim, e também um bocado falta de “chá” (espetar o logotipo da empresa nas capas dos livros que publicita é um exemplo, até menor - mas não ´será isso culpa dos editores?). Sobre isso procurarei avançar outra entrada durante o fim-de-semana, assim tenha tempo.
repetidos agradecimentos a todos, nesta mania que espero de vários, a da Ilha

#14 Anonymous on 06.15.07 at 13:32

Caros Leitores
Eu fui um dos que participou desde o início e ainda como simples desenhador do Ministério da Cultura na preparação de toda a documentação para elevar a Ilha de Moçambique a Património da Humanidade. O que a Mcel fez não tem nem nunca terá qualquer desculpa, aquelas paredes com mais de 500 anos deviam ser respeitadas. O minimo que a Direcção e o PCA daquela instituição tem a fazer é remover tudo aquilo que não sei qualificar e reparar os danos, já diz o velho ditado «quem estraga velho, paga por novo», além de um pedido de desculpas quer ao povo moçambicano, quer ao mundo. O que a Mcel deveria fazer já que tem muito dinheiro era doá-lo para um fundo de recuperação da Ilha de Moçambique berço do nome deste país.

Miguel César Santos
Arquitecto e Planificador Físico

#15 Lara on 06.15.07 at 14:28

É simplemente revoltante a falta de sensibilidade e de respeito pelo património histórico da Ilha. Isto tem e deve ser denunciado ao Ministério da Cultura para que a Mcel seja chamada a “remendar”, se é que é possivel, tamanha violação.
Lara

#16 Anonymous on 06.15.07 at 14:32

o mundo assiste o seu patrimonio a arruinar-se e nao pode intervir, que dor, que sofrimento.E os culturalistas? Tambem os choros os engoliram…
Negro de Fumo

#17 Anonymous on 06.15.07 at 14:38

As paredes nao precisam da tinta amarela e nem de qualquer outra tinta, pois elas possuem a sua propria identidade. A sua cor original, deve permanecer para sempre, e o mundo deve respeitar. Quem gostaria que pela mera paixao, fosse obrigada a mudar de cor, sem o seu consentimento? Por favor, ajudem a ilha.
Rockito, em terras africanas.

#18 Anonymous on 06.15.07 at 17:02

Mais uma Fotografia

#19 Anonymous on 06.15.07 at 22:38

I’m shocked! This is a serious crime against world heritage.

ACTS CONSTITUTING “A CRIME AGAINST THE
COMMON HERITAGE OF HUMANITY”

UNESCO World Heritage Convention

#20 blue on 06.15.07 at 23:08

fiquei boquiaberta e deprimida.

#21 JPT on 06.16.07 at 8:15

Alguns comentários (e o próprio comunicado da MCel acima reproduzido) impelem-me a um pequeno esclarecimento. Que eu saiba nenhum edifício catalogado foi pintado (eu naõ tenho exacta certeza sobre se o paiol o está, deixo portanto a dúvida, e não posso confirmar bibliograficamente, pois estou afastado da minha biblioteca). Tratam-se de construções na zona de macuti.

Apenas refiro como esclarecimento, em meu entender está-se diante de um problema de identidade da Ilha como conjunto, não tanto da preservação de um conjunto de edifícios.

Finalmente, sem querer ser provocatório e não sendo este o lugar e o momento, também não sei se será preciso extirpar a iconografia publicitaria tão pujante, e significante nestes tempos, da Ilha. Se a sua identidade é, ontologicamente, processual, se é, historicamente, compósita, como afirmar a MCel (ou outra empresa) como exógena? …

Acho que vale a pena reflectir sobre o assunto…evitanto purismos folcloristas (não significando com isto a aceitação da padronização da sua paisagem)

#22 JPT on 06.16.07 at 13:41

Agradeco tambem ao Da Literatura e ao Avatares do Desejo o eco feito a este texto.

#23 Anonymous on 06.16.07 at 22:11

I was recently in that beautifull Ilha. I’m astonished to see the lack of cultural feeling of this big company. HLO

#24 fernanda q on 06.17.07 at 2:14

Com licença.
Subscrevo “sem purismos” a indignação geral que vai “na” ma-schamba.
Declino os eufemismos.
A MCel (e tantas outras)tem dado provas de que é inimiga da cultura, do desenvolvimento.
Comete actos terroristas. Este último, é um acto de terror contra @s cidadãos e seu património colectivo. Deve ser denunciado na Justiça nacional e internacional.Condenada a repor a dignidade ofendida.
Sem esta coragem, jamais a precariedade deixará de se acomodar.
A resistência também é histriónica. Ou será eufemística?
Saudações
fernanda q

#25 Valdemir on 06.17.07 at 16:13

IMORAL!
Esta é a palavra para descrever esta sanha pela propaganda irresponsável. Se a MCel tem algo de bom a oferecer não pode destruir algo tão caro aos moçambicanos e não-moçambicanos, afinal a Ilha é património da Humanidade, não da Mcel.
Não argumentos que possam justificar tal ato. Será que os publicitários da Mcel nao sabem a diferença entre publicidade e poluição visual?
Valdemir (Bahia - Brasil)

6:10 PM

#26 Zé Paulo Gouvêa Lemos on 06.18.07 at 2:28

JPT,
Obrigado pelo o alerta. No meu cantinho coloquei o link para a tua matéria. Para melhor qualificar o assunto, tive que roubar uma das fotos, ok?

#27 Anonymous on 06.18.07 at 10:33

Para mim é um ultraje, mas começa a ser algo que os Moçambicanos por alegarem a pobreza absoluta submetem-se a cada FALTA de respeito e consideração. SE ME QUERES DAR ALGO, QUE NÃO SEJA AQUILO QUE TU JÁ NÃO PRECISAS, MAS SIM, ALGO QUE ME SEJA ÚTIL. Aqui esta frase encaixa-se bem; custava a mcel ter doado tinta branca ou creme que é a cor da ILHA???????? Intelectuais, pensadores, povo em geral é caso para dizer; “Enough is Enough” CHEGA!!!!!!!!!!!!! Cadê a nossa dignidade, a este andar, o uniforme escolar começa a ser MCEL.
Vamos colocar um basta nisto. Elabore-se uma petição como se faz em outros sitios e depois enviamos a Mcel e ao Ministério da INcultura (porque para se admitir tamanha canalhice só pode ser alguém que não saiba qual é o significado de Património Universal: Estes dirigentes têm ideia de quantos países no mundo estão na fila, na esperença de que lhes reconhecam algo como património universal pela UNESCO???????? Claro que não, cairam de paraquedas nos cargos que ocupam o resultado é estes atropelos, um atrás do outro…
Enfim era capaz de ficar o dia todo a censurar, mas partamos para acção, petição e o comboio que avançe a todo o vapor….

#28 JPT on 06.18.07 at 10:58

Agradeço os comentários e os ecos havidos no Lanterna Acesa e no Era Uma Casa Muito Engraçada

(Quanto à tecnicidade do rearranjo - eu estou de acordo, como princípio; mas gostaria mais de saber se todo o cimento metido na Ilha não será mais “confusionista”. Mas isso já são contas de outro rosário …)

Quanto À MCEl - eu torço o nariz à actual pintura do país via telefónicas. Mas neste caso julgo que em vez de berrar vs a MCel será mais interessante entender qual a dinâmica que implicou a pintura na Ilha (e que ultrapassa a empresa) e notar a pronta e avisada reacção da administração da empresa, a qual demonstra sensibilidade para o património histórico. É certo que fica sempre mais sonante protestar contra os poderes, neste caso o económico. Mas neste caso não me parece o mais analítico

#29 JPT on 06.18.07 at 13:36

Agradeco tambem ao Curto & Grosso a referencia a esta materia

#30 Anonymous on 06.18.07 at 13:42

A questao a colocar é a seguinte:
Quantos MILHOES entram pro cofre do E?????, a pedido da MCEL? Para se dar autorizaçao (a tordo e a direito), para que se façam estes descalabros, no Patrimonio Mundial?
Ai esta a resposta……
Enquanto ainda houverem estas possibilidades…… Nao se admirem com as moçambicanidades possiveis!

#31 Anonymous on 06.19.07 at 2:38

assim se ensina a todo um pais como preservar a memoria cultural…….que tristeza de que a cultura tenha chegado a este ponto…….

#32 Anonymous on 06.19.07 at 13:26

Concordo plenamente com todos os que aqui deixaram ficar os seus comentarios. A credito que a Mcel sendo uma maquina de saquear dinheiro facil como ja foi dito, fez o que tinha a fazer, o seu papel,Patrao e Patrao, e como quem manda e o Patrao, entao deixa pintar onde quiser mesmo em Patrimonio Cultural, que nada me farao. Gostaria de ver sair o conivente (Entidade Estatal) que aprovou este INREPARAVEL CRIME, que SACANEOU com a Identidade,Dignidade, Sensibilidade, Respeito, Cultura, Tradicao, etc, de alguns de nos, se nao de todos nos. Estando na Moda em Mocambique ser Patrao e falhas de Curto Circuitos, tenho a maxima certeza que esta INDECENCIA, tenha sido causada por um Curto Circuito na Mente do PATRAO que o mandou fazer, pior ainda na Mente de quem o Autorizou.Com todo o Respeito, ate os Mambas cansaram de levar porada torta e a direita, tambem estamos cansados, mais nao digo, ND.

#33 JPT on 06.19.07 at 13:54

Eu agradeco ainda ao Olhar Sociologico, ao Nullius in Verba (de regresso) e ao Clube dos Malandros as ligacoes e ecos a este assunto

#34 Anonymous on 06.19.07 at 18:20

Volto aqui para reafirmar a necessidade de se responsabilizarem também os órgãos municipais e, sobretudo, os de defesa do património histórico e cultural, do Ministério da Educação e Cultura.

Como sabemos, todos os anúncios públicos – no que respeita a dimensões, dizeres, local de afixação, cores - têm de ser autorizados por estruturas municipais, o que presumo tenha acontecido neste caso. Por outro lado, tendo a ilha o estatuto que tem de património mundial, terá certamente, ali residente, algum órgão representante do Ministério da Educação e Cultura com mandato específico para a sua protecção e valorização. Se tal órgão não existe, deveria existir.

Excedendo mesmo as minhas expectativas, a MCEL reconheceu de imediato a sua quota-parte de responsabilidade e assumiu, ela própria, culpas superiores às que lhe estavam a ser imputadas. Ainda hoje voltou a afirmá-lo em comunicado no jornal “Notícias”. E os outros, não têm nada a dizer?

Fátima Ribeiro

#35 Carla Magalhães on 06.19.07 at 20:46

Esta é a terceira vez que me apetece chorar, a primeira foi quando saí da Ilha em 1977, a 2ª foi quando voltei em 1992, depois de muitos anos de ausência e vi o que aconteceu à Ilha, e agora porque nunca pensei que se deixasse fazer estas atrocidades na Ilha, não só por ser Património Mundial, mas porque as suas gentes tentam faze-la renascer, mas assim… Sempre que posso vou à Ilha, e vejo sempre evolução em muitas coisas, outras estão sempre na mesma, mas à vontade e trabalho de muitos dos seus habitantes para que a Ilha possa ter a dignidade que merece e ser tratada com respeito pelo menos, mas pelos vistos outros valorem se levantam. Daqui a uns dias vou estar na Ilha e espero que tudo aquilo que se escreveu ou disse tenha valido a pena, e que ao chegar à Ilha, não me pareça ter entrado numa loja de telemóveis ou de cartões MCEL. Pela nossa Ilha espero que quem PODE, tenha feito algo para mudar as “descores” que pintam agora algumas “muitas” paredes da Ilha.

#36 ocajuvaidemota on 06.20.07 at 5:46

Obrigado pelas fotos que chegam de Bruxelas.
Nunca pensei na tamanha crueldade anti-kultural.Gastam tanta tinta o amarelo que torna o ambiente febril e nao so a palhacada dos anuncios televisivos sem nenhum conteudo cultural, criatividade e educacional.Esse dinheiro que por sinal e muito, podiam gastar na restauracao de museus,publicacao de livros catalogos para artistas,apoiar artesaos na criacao de seu auto-emprego sustentavel como uma fonte de riqueza para o desnvolvimento das localidades onde estao inseridos e colocar o carimbo mcel Patrocinou. Tornar-se a bonito e credivel a nivel Internacional. Por Favor Senhores da Mcel:-vamos la Deixar…. de sermos palhacos!….
-Ate me da vontade de passar para a concorrencia.
Zeca Xipikiri

#37 Anonymous on 06.20.07 at 8:21

Sorriso

#38 Kudumba Root on 06.20.07 at 12:36

Governador Provincial: Mas essas cores…
PCA MCel: SAI-TE DE BORLA!
Administrador Distrital: Mas trata-se de um Património Mundial…
PCA MCel: SAI-TE DE BORLA!
Presidente do Município: Não em todas ruas por favor…
PCA MCel: SAI-TE DE BORLA!

E assim burla-se um país inundado de almas patrãóticas. Qualquer semelhança com a coincidência, é mera realidade!
Kudumba Root

#39 Anonymous on 06.21.07 at 11:05

SE pintarmos o edificio da Mcel de azul será que resultaria??? Não se sentiriam tb eles indignados?? Se calhar pensariam 2 vezes antes de comecar a pintar com cores aberrantes o que durou 500 anos até chegarem
Olho por olho dente por dente

#40 Ruben Morgado on 06.21.07 at 12:41

Alguem devia mandar estas imagens a UNESCO!!!!

Afinal de contas a Ilha quando foi catalogada como Patrimonio Mundial deixou de ser inteiramente nossa!!!

Nao podemos fazer e acontecer!!!

Abraço a todos

#41 Tiago on 06.21.07 at 19:00

Meu caro Zé,
Enfim, que dizer… desconheço o estilo inimigo-da-cultura da MCel… mas tratando-se da empresa que é, e estando nós a falar da Ilha, não posso deixar de reiterar que o Governo de Moçambique está-se literalmente a burrifar para o caso… Mas mais indignado fico quando um dos teus comentadores pergunta se o Ministério da Cultura e os Amigos da Ilha não deviam fazer alguma coisa… olha quem!!!
O problema é só esse: ingenuidade. E é também preciso um braço muito duro, dentro do Governo (e não fora), para mudar o rumo das coisas… conheces alguém com suficiente peso político na Frelimo, sensível, imparcial, “colonialmente descomplexado”, lúcido, pragmático, que o possa fazer? Enquanto não aparecer esse tal D. Sebastião (ai, cruzes canhoto!), tudo pode acontecer… até mesmo pintarem a fortaleza toda de amarelo… pois se já o fizeram ao cemitério…
Aquele abraço do Tiago (o “cacimbado” da Ilha de Moçambique)

#42 CALO on 06.21.07 at 20:29

…Serei mais um a afirmar o que ja foi dito, neste nosso Mocambique os valores morais e eticos perderam-se definitivamente…afinal de contas o que e que significa PATRIMONIO MUNDIAL? ironicamente para os goveranntes desta Patria o que conta sao os dollares dos patrocinadores, o resto que se dane, qualquer dia, quem sabe neste estado do DEIXA ANDAR a cor predominante da Nossa Bandeira podera muda para o amarelo; ja falta pouco, nas cidades, vilas e localidades a cor Amarela esta tentando a todo custo ofuscar a beleza da paisagem.Por favor senhores dirigentes assumam com respeito e dignidade o vosso dever…
Calo/

#43 fred on 06.25.07 at 15:36

horror o horror!!
o absurdo que a (falta de) educação portuguesa lega às nações que explora e saqueia (angola, moçambique, brasil, são tomé) é exatamente isso. o horror. o horror.

#44 Anonymous on 07.02.07 at 13:36

“Mpatchani” FRED,

Até quando vamos explicar atrocidades destas como herança dos colonos? Isso é reacção de avestruz. Meter a cabeça na areia e culpar os outros. Vamos lá assumir os nossos próprios erros para assim começar mos a enfrenta-los de frente e resolve-los. Para todos os efeitos foram esses saqueadores é que construiram esses edifícios. Para quê tanta indignação com esses símbolos colonialistas? Vá lá! Um pouco mais de coerência…

Emakuwa

#45 Anonymous on 07.10.07 at 5:16

Anonimíssimo…
Não vale a pena perder tempo em exigir que o Ministério da Cultura tome medidas para repôr a ordem na Ilha de Moçambique. O mesmo criou um precedente quando ordenou que se continuasse a construção de uma bancada de tijolo em bloco e betão armado no campo de jogos da Escola Secundária, material este pruibido na cidade de pedra e cal.
Isto depois dos planos da obra terem cido vetados pelo Concelho Municipal (Renamo)por não se enquadrar na Ilha, não só arquitetónicamente e tambem pelos materias usados. A atitude do Ministério da Cultura foi de …”Quem manda aqui é a Frelimo”.

#46 Anonymous on 07.10.07 at 5:26

Anonimíssimo…
Não vale a pena exigir que o Ministério da Cultura reponha a ordem na Ilha de Moçambique.
Este criou um precedente quando ordenou que se continuasse com a costrução de uma bancada no campo de jogos da Escola Secundária da Ilha de Moçambique em tijolo de bloco e betão armado, materiais estes proíbidos na cidade de pedra e cal. Isto depois do plano de obra ter sido vetada pelo Município (Renamo) por não se enquadrar na Ilha, não só arquitetónicamente mas tambem pelos materias usados. A atitude do ministério foi de …”Quem manda aqui é a Frelimo”.

#47 Anonymous on 07.10.07 at 5:49

I say…
O que a Mcell fez na Ilha é exemplo do que lá está a acontecer diáriamente. A falta de respeito pelo único Património da Humanidade que Moçambique tem não serve para mais nada se não para o Estado, ou seja o Partido, ungariar fundos para sustentar o seu estilo de vida extravagante.
Além disso o facto de não ser possível a privatização das casas a qualquer um, seja nacional ou estrangeiro, impede a sua rehabilitação o que significa a contínua destruição de um Património Mundial.
A Ilha de Moçambique é a vergonha do Paíz. A UNESCO perde credabilidade e devia de retirar o estatuto de Património da Humanidade á Ilha.

#48 Anonymous on 07.10.07 at 9:42

Eu visitei a Ilha á bem pouco tempo e cheguei á conclusão que a Ilha de Moçambique não é nada mais do que a maior retrete do mundo, com um estatuto de Património Mundial. É inconcebível e vergunhoso que ainda se considere como tal…

#49 Anonymous on 07.30.07 at 13:03

ja comprei granadas e obuses, vou botar a merda de mcel pro ar. esses tipos sao uns autenticos terroristas.
bandidos visuais, merecem dinamite… de k xtamos a xpera!!!!

#50 Comentários Spam | ma-schamba on 04.09.08 at 12:42

[…] inglesa. Faz parte, mas para que servirão?, quem ainda produz e ecoa isto? Mas agora entra-me um que é uma delícia, merece ser recordado antes do “apagar”: “There are so many […]

#51 Comunicado da Mcel | ma-schamba on 07.18.08 at 9:51

[…] a esta entrada sobre a Ilha de Moçambique a empresa MCel enviou-me um comunicado de imprensa, entretanto […]

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