<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: Nomes</title>
	<atom:link href="http://ma-schamba.com/historia/nomes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://ma-schamba.com/historia/nomes/</link>
	<description>"...cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio..." (R. Nassar)</description>
	<lastBuildDate>Thu, 18 Mar 2010 05:42:52 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Por: jpt</title>
		<link>http://ma-schamba.com/historia/nomes/comment-page-1/#comment-10695</link>
		<dc:creator>jpt</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 19:28:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://ma-schamba.com/?p=7395#comment-10695</guid>
		<description>Diria mesmo mais (como o Dupont diz do Dupond e vice-versa): &quot;Já tive o tempo em que estranhava esta impenitência toda. Hoje estou-me perfeitamente nas tintas. Se os políticos e as viúvas ficam contentes, isso já é alguma coisa.&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	Diria mesmo mais (como o Dupont diz do Dupond e vice-versa): &#8220;Já tive o tempo em que estranhava esta impenitência toda. Hoje estou-me perfeitamente nas tintas. Se os políticos e as viúvas ficam contentes, isso já é alguma coisa.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ABM</title>
		<link>http://ma-schamba.com/historia/nomes/comment-page-1/#comment-10694</link>
		<dc:creator>ABM</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 16:18:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://ma-schamba.com/?p=7395#comment-10694</guid>
		<description>JPT

Estou com pressa porque tenho que ir ajudar a sogra a carregar caixotes e está bom tempo para a actividade &quot;carregadora&quot; em Cascais City. Mas gostava de dizer isto:

1. Vê lá se recomendas livros que estejam em &quot;print&quot;, pois assim fica o povo sedento de saber do que falas e referes obra de editora falecida e tradutora que foi para o céu...felizmente nos beliscas com uns pózinhos das obras para termos ideia do manancial intelectual posto em papel pelo Sr. Trolorov e que presumo rechear a tua invejável biblioteca.

2. O direito de nomear é historicamente prerrogativa do poderoso e dos conquistadores. Já o disse, nada mais barato e eficiente para demonstrar desprezo pelo passado (tipicamente) recente e de proclamar a nova ordem, qualquer que seja. Desde o tempo dos gregos, romanos e sumérios que se faz isso - e muito mais. Imperadores e religiões arrogaram-se o direito de decidir e impor datas com nomes específicos, de decidir quais eram os deuses em favor e os que não eram, quais eram os dias feriados e sagrados, quando é que a história &quot;começava&quot; e qual era o evento cataclísmico de referência (no Ocidente, a data em que Jesus Cristo de Nazaré terá nascido - more or less). Napoleão mudou os nomes dos meses ( a coisa durou até ele levar com a tábua - duas vezes) mas a sua imposição do sistema métrico ficou. Os britânicos, que finalmente dominaram a longitude, impuseram o meridiano de Greenwich como o ponto zero da longitude global e ainda aí está, camuflado com outro nome.

Mas os exemplos não acabam e vão até ao quase ridículo. Bokassa criou o Ímpério Centro Africano e mandou vir uma coroa de ouro de Paris, Mobutu, um africano das Arábias, mudou o Congo para Zaíre, a Swapo a Namibia, Saigão passou a ser Cidade de Ho-Chi-Min, Caetano mudou o nome da PIDE para DGS. Nas coisas mais comezinhas, o nome do BI português passou brevemente para CU (Cartão Único) mas para não se confundir com o outro que nós todos temos, mudaram para CC (Cartão do Cidadão). No discurso político uma &quot;mentira&quot; passou a ser uma &quot;inverdade&quot;, um americano de raça negra passou a ser &quot;african-american&quot; e um varredor de lixo passou a ser &quot;técnico de saneamento&quot;. Um criado passou a ser &quot;empregado doméstico&quot;, um &quot;terrorista&quot; passou a ser &quot;guerrilheiro&quot; ou ainda &quot;freedom fighter&quot;.  Um aborto passou a ser uma IVG (&quot;interrupção voluntária da gravidez&quot;), uma puta uma &quot;sex worker&quot;, uma dançarina de cabaré uma &quot;exotic dancer&quot;.

Claro que houve, na penetração europeia do mundo (que agora é mais ou menos vista como uma infecção, ou abcesso civilizacional) infinitas oportunidades de nomear, pois aí as populações eram rurais e não havia nem cidades nem o costume de ter nomes. E para as coisas estarem nos mapas, tinham que lhes dar um nome. Mas mesmo aí havia tareia. Dom Manuel I não gostou do nome do Cabo das Tormentas e baptizou-o com o muito mais politicamente correcto Cabo da Boa Esperança (presumo que, a breve trecho, Cabo Zuma).

Isto tudo é um pântano, uma comédia nalguns casos, uma mágica encenação de egos, uma longa sessão de psicoterapia colectiva, um perpétuo exorcismo dos fantasmas passados e o procurar criar uma nova realidade, mais afim aos dogmas da actualidade. Já tive o tempo em que estranhava esta impenitência toda. Hoje estou-me perfeitamente nas tintas. Se os políticos e as viúvas ficam contentes, isso já é alguma coisa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	JPT</p>
<p>Estou com pressa porque tenho que ir ajudar a sogra a carregar caixotes e está bom tempo para a actividade &#8220;carregadora&#8221; em Cascais City. Mas gostava de dizer isto:</p>
<p>1. Vê lá se recomendas livros que estejam em &#8220;print&#8221;, pois assim fica o povo sedento de saber do que falas e referes obra de editora falecida e tradutora que foi para o céu&#8230;felizmente nos beliscas com uns pózinhos das obras para termos ideia do manancial intelectual posto em papel pelo Sr. Trolorov e que presumo rechear a tua invejável biblioteca.</p>
<p>2. O direito de nomear é historicamente prerrogativa do poderoso e dos conquistadores. Já o disse, nada mais barato e eficiente para demonstrar desprezo pelo passado (tipicamente) recente e de proclamar a nova ordem, qualquer que seja. Desde o tempo dos gregos, romanos e sumérios que se faz isso &#8211; e muito mais. Imperadores e religiões arrogaram-se o direito de decidir e impor datas com nomes específicos, de decidir quais eram os deuses em favor e os que não eram, quais eram os dias feriados e sagrados, quando é que a história &#8220;começava&#8221; e qual era o evento cataclísmico de referência (no Ocidente, a data em que Jesus Cristo de Nazaré terá nascido &#8211; more or less). Napoleão mudou os nomes dos meses ( a coisa durou até ele levar com a tábua &#8211; duas vezes) mas a sua imposição do sistema métrico ficou. Os britânicos, que finalmente dominaram a longitude, impuseram o meridiano de Greenwich como o ponto zero da longitude global e ainda aí está, camuflado com outro nome.</p>
<p>Mas os exemplos não acabam e vão até ao quase ridículo. Bokassa criou o Ímpério Centro Africano e mandou vir uma coroa de ouro de Paris, Mobutu, um africano das Arábias, mudou o Congo para Zaíre, a Swapo a Namibia, Saigão passou a ser Cidade de Ho-Chi-Min, Caetano mudou o nome da PIDE para DGS. Nas coisas mais comezinhas, o nome do BI português passou brevemente para CU (Cartão Único) mas para não se confundir com o outro que nós todos temos, mudaram para CC (Cartão do Cidadão). No discurso político uma &#8220;mentira&#8221; passou a ser uma &#8220;inverdade&#8221;, um americano de raça negra passou a ser &#8220;african-american&#8221; e um varredor de lixo passou a ser &#8220;técnico de saneamento&#8221;. Um criado passou a ser &#8220;empregado doméstico&#8221;, um &#8220;terrorista&#8221; passou a ser &#8220;guerrilheiro&#8221; ou ainda &#8220;freedom fighter&#8221;.  Um aborto passou a ser uma IVG (&#8220;interrupção voluntária da gravidez&#8221;), uma puta uma &#8220;sex worker&#8221;, uma dançarina de cabaré uma &#8220;exotic dancer&#8221;.</p>
<p>Claro que houve, na penetração europeia do mundo (que agora é mais ou menos vista como uma infecção, ou abcesso civilizacional) infinitas oportunidades de nomear, pois aí as populações eram rurais e não havia nem cidades nem o costume de ter nomes. E para as coisas estarem nos mapas, tinham que lhes dar um nome. Mas mesmo aí havia tareia. Dom Manuel I não gostou do nome do Cabo das Tormentas e baptizou-o com o muito mais politicamente correcto Cabo da Boa Esperança (presumo que, a breve trecho, Cabo Zuma).</p>
<p>Isto tudo é um pântano, uma comédia nalguns casos, uma mágica encenação de egos, uma longa sessão de psicoterapia colectiva, um perpétuo exorcismo dos fantasmas passados e o procurar criar uma nova realidade, mais afim aos dogmas da actualidade. Já tive o tempo em que estranhava esta impenitência toda. Hoje estou-me perfeitamente nas tintas. Se os políticos e as viúvas ficam contentes, isso já é alguma coisa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gemma Nadal</title>
		<link>http://ma-schamba.com/historia/nomes/comment-page-1/#comment-10692</link>
		<dc:creator>Gemma Nadal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 14:41:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://ma-schamba.com/?p=7395#comment-10692</guid>
		<description>Uma escrita brilhante e um livro imprescindível para pensar a alteridade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>	<script type="text/javascript" src="http://ma-schamba.com/wp-content/plugins/encodingcom-wordpress-plugin/swfobject.js"></script><br />
	Uma escrita brilhante e um livro imprescindível para pensar a alteridade.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
