Comemoram-se hoje os 122 anos de Maputo, feriado municipal. Deixo reprise, um post alusivo à data que aqui deixei há exactamente dois anos, invocando (e agora recordando) uma bela publicação dedicada à cidade.
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Para além do feriado (ainda que sábado) uma boa forma de hoje comemorar os 120 anos da cidade será olhar este interessantíssimo estudo
[António Sopa, Bartolomeu Rungo, Maputo-Roteiro Histórico Iconográfico da Cidade, Centro de Estudos Brasileiros, 2006, 56 pps.]
O livro foi realizado em 2005, para a produção das exposições “Xilunguine, as origens da cidade” e “Percurso histórico da cidade de Maputo”. Vasta iconografia, percorrendo as origens da povoação, passando pelo seu traçar colonial, até, e aqui muito se saúda, ao desenvolvimento do além-cimento. A cidade mesmo, sem os espartilhos conceptuais, conservadores – e quantas vezes saudosistas – de outras abordagens iconográficas.
jpt




17 comments ↓
Conheco muitas cidades em Africa mas, excluindo Cape Town, Maputo e para mim a mais bonita e interessante. E nao me refiro somente a cidade de cimento… Aqui fica um apontamento saudosista para quem, como eu, deixou em Maputo alguns anos de vida. Nao percebi a data do video, mas parece ter sido feito depois das placas azuis com os nomes das ruas e do Rovuma e Tiger Centre terem aberto, mas antes dos engarrafamentos que hoje ja acontecem.
http://www.youtube.com/watch?v=C9Wwws9s8nw&feature=fvw
Cuidado com o uso do termo “saudosista”.
JPT, arranja-se um livro destes para o povo?
Vou tentar, não sei se a pequena edição não estará esgotada.
Diria mesmo mais, cuidado com o termo “saudosista”.
Olha, os Dupont e Dupond! O uso da palavra saudosista foi deliberado e sem medo – aquele que tem saudade de alguem ou algo. E eu digo sem vergonha que tenho saudades de Africa em geral e de Mocambique em particular.
A semântica é tudo. Tu estás a referir-te a uma condição “saudosa”. Algo diverso do “saudosista”. De certa forma é a “Questão” ma-schambiana dos últimos tempos, sobre a qual deixarei de me expressar.
Eu, por exemplo, estou cheio de saudades dos meus pais, estou saudoso deles – e só estarei com eles daqui a mês e tal. E tenho saudades, estou saudoso, dos tempos de petiz em que lhes infernizava a vida.
Daí a ser saudosista vai uma grande diferença
Muito bem JPT. Importante distincao.
Touchee!
“Touchee!”
Santinha. Estou a brincar. Bem vinda, ja agora, aqui ao tugurio.
E tudo isto é fado!
Estraguei alguma coisa?
Sejam francos.
Afinale?
Fado? Nao me encanta mas nao acho que estrague seja o que for (diz ela, fazendo-se desentendida…) (ler com um sorriso nos labios)
“nostalgia” serve?
Nostalgia? Gosto
Este tipo de discurso pode parecer um patrulhamento ideológico via controle semântico. Afianço que no meu caso não o é, estou-me um bocado nas tintas para que tu digas se és saudosista ou saudosa ou nostálgica (claro, CG). Mas isto aqui anda crispado, e anda crispado por razões identitárias que não são minhas (e não serão tuas AL; e, já agora, não as do velho co-bloguista CG, que as vive à sua maneira de uma forma nada auto-justificativa). Daí a minha “colaboração”
…. “saudoseira”? “saudosa baboseira”? “saudizice”? o novo acordo ortográfico permite neologismos sem ter que pedir autorização? ou tem que se pedir deferimento antes?
Saudozice é a minha preferida.
Deferimento pedido ao Largo do Rato, secção Ministério da Cultura
Crispado?
Nada notei!
Vivificado.
Oh, yehhhhhhhh………
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