
Chega-me agora às mãos este “Caetano e o Ocaso do “Império”. Administração e Guerra Colonial em Moçambique Durante o Marcelismo (1968-1974)“, livro que retrata a tese de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa de Amélia Souto, editado pela Afrontamento.
Um trabalho de História Política e Institucional que assim se inicia:
“Parto da hipótese de Marcello Caetano não ser apenas o herdeiro da política colonial salazarista mas seu cúmplice, no sentido em que a ajuda a construir, a ela adere e com ela colabora. (…) traz consigo a ânsia do poder há muito esperado e uma forma de pensar as colónias e o colonizador que pouco se diferencia do seu antecessor (apesar de algumas nuances na terminologia com que a apresenta). E, embora reconhecendo a necessidade de mudanças e a guerra como um dos principais problemas enfrentados pelo Estado Novo, as suas convicções, os seus pressupostos ideológicos e as suas alianças com as diferentes facções do poder tornaram-no prisioneiro voluntário da ortodoxia e fizeram-no aceitar conscientemente o compromisso com a política colonial e com a manutenção da guerra.” (9)
Depois são 420 páginas - que, no meu caso, terão que ficar adiadas. A reduzir esse adiamento decerto o interesse que logo me despertam os dois capítulos finais, dedicados à “Oposição Democrática em Moçambique” (os oposicionistas portugueses residentes - dos quais o mais célebre e de futura influência é António Almeida Santos) e ao “Poder Espiritual - a Igreja Católica”.
Presumo que o lançamento do livro ocorrerá no final de Fevereiro.

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