Que não duvideis, por um lado, de que há espíritos do género masculino, mas duvideis, por outro lado, que os haja do género feminino mais parece fantasia do que dúvida razoável. E se for essa a vossa opinião, ela seria mais conforme, afigura-se-me, à imaginação do vulgar, que estabeleceu que Deus é do género masculino e não do feminino.”

[Baruch de Espinosa, “Carta LIV, Setembro de 1674″, Baruch de Espinoza, Hugo Boxel, Sobre Espectros e Espíritos, Lisboa, Teorema, 2005, pp. 25-26]

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