Vi, colecccionador, duas noites de TV5 Afrique (que diferença com a nossa lusa, eu diria entre o Iluminismo e a Santa da Ladeira. Mesmo tendo lido umas coisas criticando o mito iluminista e apreciando os saberes e cultos locais). Vi, crente, uns bocados da nossa lusa. Li jornais e blogo-jornais (essa pulsão, essa pulsão, a líbido - há quem tivesse sonhado ser lead guitar cabeludo e supra-fálico, há quem aspirasse a ser futebolista ponta-de-lança ou vitor baía, há quem imaginasse ser jornalista oleiro de cabeças - eu confesso que sempre oscilei entre o Heyerdahl e o Dexter Gordon, ainda que não consiga navegar nem tocar nada. Felizes os que se realizam).
Assim sendo, iluministas e curandeiros pouco-terapeutas, quasi-todos concordam com uma visão. Quem vota “Não” não tem Razão (nem tampouco razões), apenas preso a medos e egoísmos, domínios do irracional. Quem vota “Sim” tem Razão, projecto, olhando o futuro. Apesar de votar sim a algo dito inegociável, algo dito indispensável, algo dito forçoso. Uma escatologia racionalista?? Aqui não há medos, não há egoísmos?
Ok, eu até votaria sim, já disse. Também … Mas grande tralha de argumentação que por ali vai. Ou por outra, muita Santa da Ladeira.

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