Notas de leitura + coisas a despropósito

Chego a este National Geographic avisado pelo avisado Prof. Vital Moreira.

E a este propósito não deixo de me interrogar, ainda que não reduzindo esta dramática questão ao momento actual: como se pode ser tão pró-Bush se o homem não tem o mínimo de sensibilidade ecológica? Se tranca os necessários e urgentíssimos compromissos ecológicos a um estapafúrdio “american way of life” (lembram-se?).

Ou será que a National Geographic agora é um agente dos russos, perdão, dos democratas?

Já agora, e um bocado a despropósito, há em Portugal, e nos seus blogs, uma corrente tão cerradamente pró-Bush que me parece que algum centro e a direita portuguesa (ou blogoportuguesa) está desnorteada nos seus referentes, que nenhuma outra bússola resta para além dos EUA. Um algum centro e uma direita que se diz conservadora, mas que surge absolutamente industrialista, incólume a qualquer preocupação ecológica. Uma total contradição intelectual e ideológica. Enfim.

Um algum centro e uma direita que se reclamam liberais, mas totalmente incólumes ao não liberalismo da política do governo Bush. Enfim.

Ou será que Bagdad é o centro do mundo, como a Jerusalem medieval o era para os incautos desses tempos?

Diga-se que vendo tanto socialista agarrado ao Kerry, jornalando e blogando de bandeirinha hasteada como se num caucus democrata, é óbvio que o mal do desnorte, da “americanização”, do empobrecimento intelectual parece ser geral. Que aconteceu à Europa?

Enfim, devem ser anos a mais em África, quem sou eu para me questionar com Europas?

Já agora, e ainda mais a despropósito, e porque referi o Causa Nossa, quando leio Luís Nazaré, homem da elite socialista, afirmar: “Sugiro-te que deixemos os exemplos estrangeiros de lado (porque não se nos aplicam) e a semântica ideológica para os doutorandos em filosofia política, porque do que precisamos é de política para o nosso tempo” (a ligação permanente é inválida) assusto-me, mergulhado neste anti-intelectualismo tecnocrata, o mito do “realismo”. E já nem entro no avesso ao “estrangeiro” porque até se poderia contextualizar. Até, só até.

Enfim, a torcer ainda mais o nariz ao que aí vem daquele lado.

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