Um patrício morreu, destes que andam cá fora a ganhar a vida. Foi lá nas Arábias, uma dessas minas que por aqui e ali brotam no caminho de quem sai dos trilhos que lhe querem. Dele fico a saber o nome, António José Monteiro Abelha, de Elvas. E imagino-o, decalcando-o de outros nós que nos vamos cruzando. Desses rijos no fazer a vida, sem que tenhamos prosápias ou elogios públicos, sempre prontos ao “isto não há-de ser comigo”, numa segurança do “só cá estou a trabalhar”, a segurança risonha do esconjuro, segurança também arrogante, a arrogância honesta de quem aprende a torcer o destino.

É o meu minuto de escrita por Você, amigo Abelha.

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